Cartas

Instituto analisa água de mina

O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2010 | 02h12

Temos no fundo de nossa igreja uma pequena mina de água que nunca seca. Ela nasce embaixo do muro do fundo e corre para a entrada da igreja com um desnível de aproximadamente 30 centímetros. Gostaria que me indicassem onde fazer análise dessa água.

PEDRO ELIAS LOURENÇO

OSASCO (SP)

O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP), é credenciado pelo Ministério da Saúde e faz análise completa de amostras de água. O primeiro passo é procurar a Seção de Triagem do instituto para retirar o kit de coleta. Ao solicitar o serviço, o leitor receberá todas as instruções sobre o procedimento correto de análise, desde a coleta da água, passando pelo transporte, até a entrega das amostras no Laboratório Central do instituto. O solicitante também responde a um questionário e preenche um formulário, como parte do processo de análise. O serviço completo de análise custa R$ 187 e inclui os exames bacteriológico e físico-químico. O laudo de análise é emitido em até 30 dias após a entrega da amostra. O endereço do Instituto Adolfo Lutz é Av. Dr. Arnaldo, 355, São Paulo (SP). Tel. (0--11) 3068-2800.

É difícil perceber brocas no laranjal

Queria saber se há algo que eu possa fazer para prevenir o ataque de brocas em meus pés de laranja, pois, quando se percebe a infestação, é muito difícil eliminar a praga e salvar a planta.

AVELINO SCHMITT

SÃO PAULO (SP)

O ataque de brocas realmente só é percebido em estágio avançado, pois essa praga tem um longo ciclo de vida e só dá sinais de vida quando o estrago já está feito, ou seja, quando está saindo do tronco próximo ao solo. É o que explica o pesquisador-científico do Centro de Citricultura do Instituto Agronômico (IAC-Apta), Fernando Azevedo. Segundo ele, a forma mais eficaz de prevenir o ataque é observando as árvores de perto para tentar identificar o quanto antes os sinais da presença da broca. "O ideal é encontrar a praga quando ela entrou na planta, o que ocorre nos galhos mais finos no topo da copa. Isso é percebido pela presença de serragem nas folhas", explica o especialista. "Na sequência recomenda-se cortar esses ramos, abaixo de onde a praga se encontra, o que é percebido pela presença das galerias. Caso a galeria já esteja aprofundado no tronco, pode-se aplicar uma pasta à base de fosfina no orifício, tapando-o com cera de abelha ou barro. Essa pasta irá liberar um gás que matará a broca." Fernando Azevedo. E-mail: fernando@centrodecitricultura.br.

Caruncho

não é nocivo

Gostaria de saber se um alimento que tem caruncho pode ser consumido após retirar o caruncho.

TÂNIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

"Sim. A presença do caruncho não traz nenhum risco à saúde pelo consumo do alimento infestado", afirma o pesquisador do Instituto Biológico João Justi Júnior. O único inconveniente ao consumo, segundo o especialista, está no fato de as pessoas terem nojo da presença dos insetos. Porém, dependendo do nível de infestação, o descarte do alimento será inevitável, conforme explica Justi: "Se a infestação for muito grande e a quantidade de fezes e resíduos acumulada provocar o surgimento de fungos, aí o alimento deve ser descartado. Nesse caso, antes de ser jogado fora, o alimento deve ser colocado em freezer durante pelo menos dois dias para matar todos os insetos (ovos, larvas e adultos). Assim esses insetos não infestarão outros alimentos." João Justi Júnior, tel. (0--11)5087-1700.

Festa do caqui começa dia 21/5

Peço-lhes auxílio informando-me quando será realizada a Festa do Caqui, no município de

Piedade (SP).

OZÓRIO MASSURA

OZORIO.MASSURA@GMAIL.COM

A Prefeitura de Piedade informa que a 10.ª edição da Festa e Exposição do Caqui Fuyu de Piedade será realizada de 21 a 23 de maio, na Associação Cultural e Esportiva de Piedade (Acep/Kaikan). A abertura oficial da festa será no dia 21, às 16 horas; nos demais dias, o evento começa às 11 horas. No dia 23, está programado um concurso de pratos preparados à base de caqui. Mais informações na Prefeitura de Piedade, tel. (0--15) 3244-8400.

CORREÇÃO

Em relação à reportagem Norma legaliza defensivo para minor crop, de 14 a 20/4, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) esclarece que não há "falta de interesse da indústria"em relação às minor crops. É preciso recordar o que ocasionou a presente falta de produtos para essas culturas. Até meados da década de 1970, os registros de defensivos no Brasil eram concedidos com base em estudos de eficiência agronômica realizados no País, e mediante comprovação do registro dos produtos na Europa e/ou nos EUA. A partir de 1976, com a Portaria 012, de 21/10, o Mapa passou a exigir experimentos locais para o registro e o Ministério da Saúde, a condução de estudos de resíduo no Brasil, o que tornou inviável economicamente realizar extensos e onerosos programas de pesquisa; assim, quase todos os usos para pequenas culturas foram descontinuados. Há anos, diversos segmentos somam esforços para equacionar o problema. Finalmente, em fevereiro foi publicada a Instrução Normativa, pelo Mapa, que não incorporou, porém, recomendações da indústria. Agora, cada empresa está avaliando os diversos aspectos técnicos da IN.

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