Cartas

Árvore do leitor é o guatambu

O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2010 | 02h21

Minha filha adquiriu propriedade na Chácara Flora, onde há uma árvore de grande porte e beleza. Gostaríamos de identificá-la (nomes popular e científico).

JOSÉ PENTEADO MENDONÇA

JOSEHILDAMENDONCA@GMAIL.COM

A árvore é o guatambu branco ou guatambu oliva (Aspidosperma parvifolium), informam o técnico agrícola Emílson José Rabelo, do Viveiro Ambiental Nativas e Exóticas, em Araraquara (SP), e o engenheiro agrônomo Luis Bacher, da Dierberger Plantas, em Limeira (SP). Segundo Bacher, o guatambu é da família das apocináceas e atinge de 10 a 15 metros de altura. "Sua madeira tem diversas utilidades. É usada na confecção de cabos de ferramentas e na construção civil", diz o agrônomo. Emílson Rabelo, emilsonnativas@hotmail.com; Luis Bacher, luis.bacher@gmail.com.

Planta aquática infesta represa

Em minha propriedade construí uma represa de 15 mil metros quadrados, devidamente autorizada. Porém uma planta (capim) denominada capituva ("Rhynchospora aurea", segundo os dicionários), que nasce em moitas pesadas e com folhas cortantes, está se proliferando no local, prejudicando o que foi construído. O que fazer?

GLÁUCIA GONÇALVES

CAMPINAS (SP)

O geólogo do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Edilson de Paula Andrade, que atua na coordenação do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul, em Taubaté (SP), informa que infestação semelhante aconteceu no Rio Paraíba do Sul, ano passado, obrigando a Prefeitura de Pindamonhangaba (SP) a intervir. "As plantas aquáticas macrófitas sobrevivem alimentando-se de nutrientes da água e crescem muito rápido. A raiz atinge 1,5 metro, 2 metros." Entre os prejuízos provocados ele cita erosão nas laterais dos rios e danos em estruturas de pontes. "A planta forma uma barreira natural, que impede o fluxo natural do rio", explica. Segundo ele, a retirada da planta não é difícil, mas é necessário contratar empresa especializada. Andrade destaca, ainda, a necessidade de investigar a causa do problema. "No caso do Paraíba do Sul, o esgoto lançado no rio era fonte de alimento da planta". O geógrafo Luís Fernando Bedaque, da empresa Acquaterra Saneamento e Terraplenagem Ltda., de Taubaté, acrescenta que a planta é endêmica da região, por isso é comum em corpos d"água. "Ela precisa de três coisas para crescer e se multiplicar: água, sol e nutrientes orgânicos. A disponibilidade de alimento é o que determina uma infestação; qualquer lançamento sistemático de dejetos orgânicos na água vai propiciar sua infestação", explica. "Esgoto doméstico ou animal devem ser contidos e tratados ao limite para só depois serem lançados no corpo d"água", diz Bedaque. Ele recomenda procurar eventual foco de contaminação, como lançamento de esgoto clandestino ou lançamento a montante do córrego ou rio que abastece o lago. Controlada a causa, pode-se fazer a desinfecção mecânica do lago, sem usar químicos ou podas superficiais, que têm pouca eficácia. "Um equipamento hidráulico retira todo o material enraizado e flutuante do lago. O transbordo do material retirado é feito por escavadeiras a cabo", explica. O custo do serviço, diz Bedaque, varia conforme o local e o escopo da obra. Mais informações na Acquaterra Saneamento e Terraplenagem Ltda., tels. (0--12) 3411-1000 e 8177 1001.

Usos dos frutos da árvore-da-pataca

Na chácara de meus pais tem uma árvore que se chama árvore-da-pataca ("Dillenia indica", segundo nos foi informado). Vocês podem nos informar como se usa e para que serve o fruto dessa árvore?

MARIA DO CARMO SCUCCUGLIA

DUCA266@GMAIL.COM

Segundo o produtor Helton Josué Teodoro Muniz, do Sítio Frutas Raras, em Campina do Monte Alegre (SP), os frutos da Dillenia indica, originária da Ásia tropical e conhecida como árvore-da-pataca, não são comestíveis in natura, mas podem ser aproveitados no preparo de doces, como é feito na Índia. Em seu livro Colecionando frutas - 100 espécies de frutas nativas e exóticas (Arte & Ciência Editora), Muniz informa que os frutos verdes são cozidos para o preparo de picles. Já as sépalas produzem um suco perfumado ácido que é utilizado na Índia como tempero de carnes e sopas. "O fruto tem cheiro forte, que lembra o da manga, e não agrada a todos. Mas os hindus consomem geleias e sorvetes feitos do fruto". Mas no Brasil os frutos são descartados; a árvore tem finalidade apenas ornamental. Sítio Frutas Raras, tel. (0--15) 8132-5140.

IAC dá dicas sobre plantio de café

Tenho área de 1 hectare, em Araraquara (SP), levemente em declive, onde havia mil pés de café arábica. Os pés foram erradicados. Gostaria de saber qual o melhor tipo de café que produz o ano todo, que tenha boa qualidade e comércio, e onde encontrar mudas.

PAULO DE RIZZO

ARARAQUARA (SP)

Conforme o pesquisador Roberto Antonio Thomaziello, do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura paulista, há várias cultivares de café disponíveis no mercado. "Sugerimos para o caso o plantio do catuaí vermelho IAC 144 ou 99 ou 44 ou então o catuaí amarelo IAC 62." Caso seja uma área mecanizada e o proprietário tenha trator e outros implementos, a recomendação é utilizar no plantio o espaçamento de 3,2 metros por 0,60 metro. "Ou pode ser feito um plantio mais adensado, com espaçamento de 2,50 metros por 0,60 metro", diz Thomaziello, esclarecendo que café não produz o ano todo, apenas uma vez por ano. "A cultivar catuaí tem ótima qualidade de bebida, basta fazer um preparo adequado pós-colheita." Para obter informações sobre plantio e mudas, o leitor pode consultar a Casa da Agricultura de Araraquara, tel. (0--16) 3222-0511. IAC, tel. (0--19) 3241-5188.

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