Cartas - 01/06/2011

 

01 Junho 2011 | 02h56

 

 

 

 

 

CASO PALOCCI

Parlamentarismo

 

O que essa crise palocciana está comprovando é que o melhor regime político para o Brasil seria o parlamentarismo. Nesse caso, se o "primeiro-ministro" Palocci tivesse caído, os partidos conversariam para formar um novo Gabinete e o governo seguiria em frente, sem crise, sem sobressaltos nem chantagens. O atual regime "híbrido", em que parlamentares e partidos cobram um preço a cada momento para deixar o governo funcionar, é caldo de cultura para os aproveitadores de todo gênero, tanto do lado do Executivo como do Legislativo. O País paga um alto preço por um regime que não funciona na prática, a não ser para benefício dos espertalhões de plantão. Bem feito para o PT, que para assegurar o Lula-lá, na época, trabalhou intensamente para sepultar o parlamentarismo, mesmo tendo consciência de que seria o melhor para o Brasil. Ou seja, os interesses pessoais de Lula e do PT primeiro, os do Brasil depois, bem depois. Agora que provem de seu próprio veneno.

RENATO PIRES

repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tiro pela culatra

Acho que a presidenta Dilma sabe que Palocci é mesmo reincidente e o correto seria demiti-lo. Ao mesmo tempo, não faz nada porque é refém de todo esse sistema que ela mesma ajudou a construir, e ainda agora com o ex tomando conta do governo, afrontando a sua autoridade. Aquela ideia de durona, mandona, é tudo conversa fiada. Com certeza a presidenta terá muita dificuldade para governar por causa do próprio fogo amigo, dentro de casa.

MARCOS ANTONIO SCUCUGLIA

sasocram@ig.com.br

Santo André

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dilema

Dona Dilma, a solução é bem simples: quem precisa de blindagem não pode ser ministro, aliás, nem deveria ter sido nomeado. Se pensa no povo, a alternativa é única; se pensa no partido, o dilema continuará. O que é dolorido deve ser feito rapidamente e os bons resultados logo florescerão.

TADAIUKI YAMAMOTO

tadai@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Paloccigate

 

Como disse o genial Napoleão Bonaparte: "Na política ninguém se limpa daquilo que envilece".

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Mujica

 

Foi noticiado que o presidente uruguaio, José Mujica, só tem um Fusca velho e uma casa muito modesta. Sugiro que ele entre em contato com o ministro Palocci para uma consultoria. Logo, logo, o seu patrimônio será multiplicado por 20. Simples assim.

KÁROLY J. GOMBERT

gombert@terra.com.br

Vinhedo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Contestações

A matéria Empresa contrata amigo de Palocci e ganho dispara (29/5) pede esclarecimentos. O faturamento das vendas ao governo federal, sempre por licitação pública, cresceu algo como 30 vezes em cinco anos, mas não chega a 1% do faturamento da empresa. Portanto, não está correto, e atinge injustamente a SBS, dizer que o faturamento da empresa inteira cresceu 30 vezes por suas vendas ao governo. A SBS é uma empresa de 25 anos, com 350 funcionários, 40 livrarias e uma editora de livros especializados. Independe das vendas a governos para se sustentar e crescer. Redes privadas de livrarias adquirem de nós o equivalente de três a seis vezes, cada uma, ao faturamento obtido em licitações federais. A propósito, a alta do faturamento em licitações explica-se pelo restrito volume com que se iniciou - o que pode ser comprovado pelos números da própria reportagem. De 2008 em diante esse faturamento se manteve no mesmo patamar.

JOSÉ MANUEL VICENTE, diretor-gerente da SBS Special Book Services

jvicente@sbs.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A respeito da mesma matéria, tenho a declarar: 1) Há 23 anos sou profissional do ramo editorial e livreiro; nestas duas décadas exerci atividades que me qualificaram para trabalhar na área comercial e acadêmica; nesse período fundei a Livraria M&F, adquirida em 2008 pela rede SBS; 2) qualquer empresa pode vender ao governo via pregão eletrônico pelo site www.comprasnet.gov.br, desde que apta a participar com propostas; vence sempre o menor preço; 3) em 2003 recebi convite para ser diretor de administração e finanças do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea); saí em 2005 e voltei ao mercado livreiro; todas as prestações de contas do Ipea, sob minha responsabilidade, foram aprovadas pelos órgãos de controle; 4) informar aos leitores que fiz crescer 30 vezes as vendas da SBS para o governo porque sou amigo de Antônio Palocci avilta e faz desmerecer meu percurso profissional. Minhas relações com a universidade e pesquisadores somam mais de 30 anos; 5) aceitei prestar serviços exclusivamente administrativos à empresa Projeto, pelo período de seis meses, com salário fixo e registro em carteira; 6) em fevereiro fui convidado a trabalhar na Finep pelo professor Glauco Arbix; minhas Declarações de Imposto de Renda estão registradas na Receita Federal, no RH da empresa e à disposição da Comissão de Ética do governo.

CELSO DOS SANTOS FONSECA

celso.fonseca@hotmail.com

São Paulo

N. da R. - A reportagem trata exclusivamente dos contratos com o governo federal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ANÚNCIOS PARA CRIANÇAS

Proibição gera distorções

Muito oportuna a matéria Anúncio para crianças deve ser responsável (31/5), em que o vice-presidente da Associação Brasileira de Anunciantes comenta a pesquisa divulgada no dia anterior por esse jornal. O assunto vem sendo objeto de debates em vários foros e nossa posição é bem clara. Acreditamos que toda proibição causa mais danos que benefícios, pois tira do cidadão o acesso a informações relevantes que certamente o auxiliam na tomada de decisão. Mesmo que crianças e jovens tenham direito à proteção enquanto consumidores, a História mostra que toda legislação baseada em proibição gera distorções. Defendemos enfaticamente a educação e a informação como os principais canais para ajudar os consumidores no processo de tomada de decisões. De outro lado, cabe aos pais a tarefa fundamental de orientar e educar os filhos, atividade que não pode ser terceirizada ou mesmo delegada.

PATRICIA BLANCO, presidente executiva do Instituto Palavra Aberta

patriciablanco@palavraaberta.org.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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"E então Cícero diria: ‘Até quando zombarás da Dilma e do povo brasileiro?’"

JORGE PEIXOTO FRISENE / SÃO PAULO, SOBRE O CASO PALOCCI

jpfrisene@zipmail.com.br

"A censura ao ‘Estadão’ também foi acidente?"

EDUARDO HENRY MOREIRA / SÃO PAULO, SOBRE A DECLARAÇÃO DE SARNEY A RESPEITO

DO IMPEACHMENT DE COLLOR

henrymoreira@terra.com.br

"Do jeito como andam as coisas na região, logo, logo, não sobrarão nem árvores nem ambientalistas"

JORGE ZAVEN KURKDJIAN / SÃO PAULO, SOBRE A AMAZÔNIA ‘LEGAL’

zavida@uol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TEMA DO DIA

Sindicatos negociam fim dos cobradores

Profissionais de SP poderão ser realocados como mecânicos dos ônibus ou manobristas em pátios

"Resta torcermos para que todos usem o Bilhete Único, pois se o motorista tiver que cobrar, dar troco e liberar a catraca..."

HECTOR THYSO

"E eu prevejo aumento do índice de acidentes automobilísticos envolvendo transporte coletivo."

ANA FLAVIA GUELERE

"Mais uma profissão a menos, mais desempregados no Brasil, e assim começamos a voltar a ser o país do desemprego."

RODOLFO VICENTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SARNEY E O IMPEACHMENT DE COLLOR

 

 

Segundo José Sarney, o impeachment de Fernando Collor foi "um acidente que não deveria ter acontecido na história do Brasil". Ledo engano. O verdadeiro acidente que não deveria ter acontecido na história do Brasil, foi sem dúvida, a morte de Tancredo Neves, que teve como consequência o ingresso de Sarney na Presidência da República. De lá para cá, Sarney comprovou ser um dos piores políticos que o Brasil já conheceu, uma figura nociva. Um acidente que o Brasil não merecia sofrer.

 

Adolfo Zatz dolfizatz@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CONGRESSO DE ARAQUE

Esta merece ir para o Guinness! O presidente do Senado, José Sarney, membro também da Academia Brasileira de Letras (ABL), promove uma das maiores ofensas que poderia ser praticada contra o Congresso Nacional, ao não permitir que um painel identificando o impeachment de Collor fosse exposto nos corredores da Casa, como se este fato não fizesse parte da história do nosso Parlamento, que interrompe o mandato de um presidente corrupto. Quem é este Sarney para tentar camuflar a história deste país, assim como será difícil esconder da nossa sociedade, que o Estado natal deste maranhense, e que a sua família impera há décadas politicamente é um dos mais miseráveis da Nação?! Agora o que eu gostaria de saber é por que os senadores da Casa, inclusive da oposição, são cúmplices dessa esbórnia?! Infelizmente, estamos órfãos (porque permitimos) de uma classe política falida, e sem vocação para servir o País...

 

 

Paulo Panossian paulopanosian@hotmail.com

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MANILHA COMUNICANTE

 

Antes tarde do que nunca. Sarney recua da decisão de ocultar a verdadeira história sobre a passagem de Collor pelo governo, na exposição de painéis afixados pelo Senado no "túnel do tempo", passagem que liga as duas Casas do Congresso. Na minha opinião o nome dessa longa passagem, há muito já deveria ter sido trocado para "manilha comunicante". Seria mais adequado, afinal, faz a ligação entre duas fossas.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ACIDENTES

 

O Sr. Sarney deveria explicar que em 1992 no "acidente" processo do Impeachment de Collor eles, Sarney, Lulla, Collor, Renan, Maluf e outros ainda não tinham loteado o País e a disputa era ainda mais acirrada, tornado "acidentes" inevitáveis. Lembra qual era a opinião do Lulla sobre Sarney? E do próprio Collor em relação a esses dois?

Flávio Cesr Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ELLES SE SUPERAM

 

 

Sarney está coberto de razão. O impeachment de Collor foi um acidente e não deveria ter acontecido. No país da impunidade onde já se viu punir um presidente por corrupção. Ora faça-me o favor. Vocês estão querendo acabar com os privilégios e a bandalheira oficial? Este não é o país que os políticos corruptos e as pessoas incomuns queremos para nossos filhos e netos.

 

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NEGANDO A HISTÓRIA

 

O cinismo dessa gente é tanto e o descaramento ainda maior. Vimos o senador Sarney justificar aos jornalistas o porque de não estar no tal Túnel do Tempo, a parte do governo Collor e seu impeachment, como se não tivessem existidos . Indignada fico diante da passividade dos jornalistas em não contestá-lo pelas justificativas estúpidas de Sarney, de que "não foi marcante e que foi um acidente (impeachment) que não deveria constar na história do país". Como pode querer omitir fato tão grave ocorrido em nosso país? Este senhor é conivente com tudo que ocorre de malversação no Congresso, que infelizmente ele preside, e agora protagoniza mais um, o de querer apagar parte da história recente da República? Quando veremos de fato um Senado tendo como presidente alguém respeitável e que honre aquela Casa?

 

 

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PASSADO

 

 

Uma vez ouvi de um estrangeiro, que no nosso glorioso Brasil, até o passado muda ! Com o sumiço temporário do impeachment do Sr. Collor, no túnel do tempo do senado, fica clara esta triste constatação. Aliás, neste túnel do tempo, deve haver várias fotos de um mesmo senhor sem bigode, com bigode mais ralo, com um bigodão... enfim, mudou o bigode mas não o dono dele e que pensa ser o dono do Brasil ... Na realidade parece ser de fato, para nossa lamentação e tristeza !

 

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORREDOR

 

Concordo com Sarney! Não só o caso Collor de Mello não foi relevante nem deveria ter acontecido, como muitos políticos, como ele próprio, só são relevantes pelo mal que fazem à nação, e suas eleições também não deveriam ter acontecido. Nunca. Infelizmente, porém, esse é 'corredor' da nossa desdita.

 

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SIGNIFICA MUITO...

 

Nada mais significativo do que a fala de Sarney sobre a omissão da CPI e do impeachment do ex presidente Collor na exposição no Senado em Brasília. Como acha que "não deveria ter acontecido" ele censurou o fato, do mesmo modo que censurou o Estadão há quase dois anos. Sarney é um representante do que há de mais obscuro e maléfico para o país. É o presidente do Senado e o grande aliado dos governos do PT. Ele é quem socorre Lula nos momentos mais difíceis, como neste episódio do Palocci. É nestas mãos que se encontra o nosso país.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TÚNEL DO TEMPO

 

 

Pensando bem, o senador José Sarney tem razão quando diz que o "impeachment de Collor não deveria ter acontecido"! É que diante dessa quadrilha que hoje está no "pudê", Collor virou trombadinha! Café requentado de garrafa térmica! O Fiat Elba então nem existe mais para contar historia e por que então o "túnel do tempo" deveria contá-la? Já ficou obsoleto como "Guerra nas Estrelas", porque hoje existem estrelas vermelhinhas muito mais atuais! Não é Ministro Palocci? Uma das estrelonas milionárias do atual governo! Um verdadeiro milagre da natureza astronômica.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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IGUALMENTE DELETADO

 

A propósito do impeachment de Collor retirado da história do Senado por Sarney. Esperamos que no futuro também empurrem para baixo do tapete a foto do Sarney do "túnel do tempo" no Senado com a mesma alegação: "não devia ter acontecido".

 

 

Oscar K. Perez oscarkperez@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VERGONHOSA OMISSÃO

 

 

Para Sarney, impeachment de Collor foi acidente. Para o Brasil, sua omissão no painel do Senado é vergonhoso acinte.

 

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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REESCREVENDO A HISTÓRIA

 

 

Sarney reinaugurou o chamado "túnel do tempo" do Senado, o corredor decorado com painéis que presumivelmente deveriam contar a História da Casa. Só que Sarney é useiro e vezeiro em omitir o que não lhe convem...isso é notório há tempos e não só agora quando não vê motivos para fazer constar o impeachment de Collor em 1992, visto que hoje ele é um seu aliado. No papel de censor, riscou da História também as CPIs cujo assunto achou por bem ocultar. Ora... quem se olvida da censura pela qual passa o Estadão através de ordem judicial emanada da família Sarney, para abafar maracutaia de Fernando? E quem se olvida do aporte de R$ 1.340 mil que a Fundação Sarney recebeu da Petrobrás , utilizados não para a preservação do acervo da biblioteca ou museu da tal fundação, mas para a realização de festas populares no Maranhão idealizadas pela governadora Roseana Sarney? A verdade é que se a gente for fazer um túnel do tempo contando as peripécias dos Sarneys..este será o maior labirinto já visto na História!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PINÓQUIO BRASILEIRO

 

Sarney ignorou o impeachment de Collor em 1992, alegando que não foi um fato marcante? Foi um acontecimento inédito, assim como o governo Sarney foi uma tragédia para o País. Sarney, como esperado, é o grande homenageado, pois a vaidade do homem está acima da nossa história, infelizmente. Que ridículo, usar dinheiro público para se promover! Citar a licença-maternidade como um beneficio a todas as mulheres , quando na realidade, poucas mulheres têm direito a ela, é um acinte. Pobre da sociedade se não houvesse livros, fotos e filmes contando a real história. O homem que se envergonha de sua história, não tem moral, nem credibilidade para contá-la. Como o povo tem memória curta vai acreditar na fala do eterno Pinóquio brasileiro.

 

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MEMÓRIA CURTA

 

 

A cada dia tenho uma nova decepção com os políticos, mas deixo bem claro que não são com todos, infelizmente são alguns que mancham o nosso país. Desta vez, ou melhor, mais uma vez, é o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ele deve ter uma memória curta. Eu ainda não condigo acreditar que esse senador disse que o impeachment de Collor foi 'acidente que não devia ter acontecido na história do Brasil'. (31/5, A7). O impeachment de Collor é fato real e histórico que jamais devemos esquecer, pois faz parte da nossa história, da história desse país que tem muito que mudar, principalmente em relação aos políticos. Com essa mentalidade o senhor senador José Sarney deveria pedir a aposentadoria e usar o tempo livre para estudar a história do Brasil e evitar erros grotescos como esse.

 

 

José Basílio S. Filho basilio.santos@globo.com

Vargem Grande Paulista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MENTIRAS

 

 

Hoje, além do festival de besteiras, de que falava Stanislaw Ponte Preta, vivemos sob um festival de mentiras a assolar o País. Assim é o "túnel do tempo" criado pro Sarney no Senado Federal e impulsionado por sua irresistível tendência a ocultar e deturpar os fatos. O impeachment de Collor não foi marcante para constar da história. Idem quanto à cassação do ex-senador Luis Stevão. As CPIs não existiram. A luta do saudoso Nelson Carneiro pelo divórcio também foi obliterada. A Lei da Ficha Limpa aparece como obra do Senado, não da iniciativa popular. Já os inexpressivos atos do Presidente são enaltecidos. Queusque tandem Catilina nostra pacientia?

 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SARNEY APAGANDO A HISTÓRIA

 

O "amigo" Sarney tira do mural do Senado e de nossa história, os cara-pintadas que derrubaram o Coronel de Alagoas Color de Mello, e sem nenhuma dúvida, não fará qualquer exposição das falcatruas e pilantragens dos vários "amigos" petistas desde a era Lula até o fim de seu mandato no Senado. Pergunta aos cientistas políticos de verdade, aos brasileiros de vergonha na cara e ao boneco cara pálida Sarney que serviu aos dois modêlos: Qual a diferença entre os governos petistas e o regime militar ?

 

José Alberto de Paiva alpai12@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SARNEY E COLLOR

 

Assino embaixo a declaração do Sarney, o marimbondo de fogo, que o impeachment do Collor foi um acidente. Se comparar com o governo Burla, ele tem toda razão.

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ESTILO SARNEY

 

O senador Sarney acha, que a história tem que ser contada apenas do jeito que convém a si e aos seus pares, minimizando ou excluindo fatos que não os agradem, bem ao estilo da sua autobiografia.

 

 

Vander Linjardi vanderlinjardi@hotmail.com

Goiânia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FATALIDADE

 

Segundo o nobre senador José Sarney, o Impeachment de Collor não foi relevante para a história política do País. O mesmo podemos dizer do seu governo, que nada mais foi do que um "acidente", uma "fatalidade", dada a morte de Tancredo, esse sim um estadista.

Mauro Sergio dos Santos titonig@ig.com.br

São Vicente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FATO HISTÓRICO

 

 

Diferentemente do que disse o doutor Sarney, o impeachment do presidente Collor não foi um acidente, mas um fato histórico que deve servir de exemplo para os políticos incautos. Acidente, sim, e lamentável, foi a morte do doutor Tancredo Neves e, por consequência, a sua posse.

 

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PAINÉIS DO SENADO

 

Senão bastasse o desserviço que este senador Sarney presta ao Brasil, subvertendo a ordem e acolhendo a corrupção em detrimento da democracia , agora vem ele querendo alterar a história do Brasil, retirando da cronologia um fato histórico sem precedentes no País que foi o impeachment do Collor, atribuindo a este momento da democracia plena como um mero acidente. Essa desfaçatez chega as raias do absurdo quando neste painel do senado confeccionado para bajulá-lo, cita a licença maternidade como fato relevante.Engraçado assim ele considerar tendo em vista que em seu estado o índice de mortalidade nas maternidades é o maior do Brasil. O único acidente que tivemos na história recente brasileira foi sim, a morte de Tancredo Neves, catapultando um despreparado coronel nordestino a presidência do Brasil.

 

 

Marco Antonio Moura de Castro mike.castro@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DE MÃOS DADAS

 

Agora, de mãos dadas, dançando o vira-vira o barão do Maranhão "acha "que o impeachment do ex-caçador de marajás, foi um acidente.

Glalco Ítalo Pieri colyacpieri@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BOM ALUNO

O Túnel do Tempo foi reinaugurado, ontem, por determinação do presidente José Sarney. Para se ter uma medida exata dos políticos que desgovernam o País, Sarney seguiu à risca os métodos do ditador Stalin, quando apagava figuras opositoras das fotografias históricas da União Soviética. O túnel é decorado com 16 painéis que resumem a história do Brasil. Pasmem. Sarney defenestrou o painel do impeachment do ex-presidente Collor; não fala de Itamar Franco, nem de FHC, que governou o país por dois mandatos; nem de Lula, oito anos presidente. Até Dilma, primeira mulher eleita presidente da República. Entretanto, mimoseia o seu esquecível mandato. Isso seria evitado se, a exemplo dos ministros do STF, houvesse um limite de idade para cargos como a presidência do senado. Justificou a ausência do painel de Collor, não como um fato histórico, mas um ''acidente''.''Ó glória de mandar,ó vã cobiça...(Lusíadas, canto

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INGLÓRIA GALERIA

 

 

 

Basta fazer um plebiscito para que se verifique quem é que deve entrar no túnel do tempo. Ia sobrar senador para todos os lados. Sobram muitos poucos nessa inglória galeria.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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APAGÃO

 

 

Como historiador vejo na exposição de painéis no chamado "túnel do tempo" que une as duas

casas do Congresso Nacional , a tentativa de "apagar" da nossa História o impeachment do ex-presidente Collor, como erro grosseiro da liderança do Legislativo Nacional. O "acidente" faz parte da nossa realidade que nós historiadores já registramos em livros que escrevemos, e que jamais poderá ser pateticamente negado, pois quem renega seus erros do passado pode ser condenado a repeti-los, até como farsa.

 

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A HISTÓRIA É OUTRA...

 

Para Sarney o impeachment de Collor foi "acidente que não deveria ter acontecido na história do Brasil". Realmente não teria acontecido se Paulo Cesar Farias, tivesse repartido com Congresso Nacional,o dinheiro apurado com a corrupção endêmica do governo Collor. O impeachment foi uma vingança contra o ingênuo e ganancioso Fernando Collor. Lula apreendeu a lição,criou o mensalão.

 

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MAIS UMA...

 

 

Mais uma vez estão armando pra cima do povo honesto e trabalhador. O circo já está pronto é só o Dr. Gurgel dar a sentença do "nada consta" em mais uma das "estripulias" do espertalhão Palhocci que ele mesmo irá pra TV em horário nobre tentar enganar os desavisados e ou comprados brasileiros. Até quando ficaremos reféns dessa turba lullopetista?

 

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A CGU E PALOCCI

 

Que desculpa esfarrapada essa da Corregedoria-Geral da União (CGU) para não investigar Palocci, de que "ele não era agente público quando recebeu os pagamentos" e por isto não deve ser investigado. Isto prova de que há uma proteção entre eles... Eles estão protegidos por todos os que detêm cargos elevados, como até no STF, Palocci será protegido. Por isso está garantido seus milhões desviados dos contribuintes. O Brasil precisa de homens e não de ladrões e bandidos.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A SOLUÇÃO PALOCCI

 

 

É significativa a posição da Presidente Dilma em se manifestar pela necessidade de manter o Ministro Palocci na chefia da sua Casa Civil. Pelos demais pronunciamentos de autoridades e parlamentares da oposição eu chego a conclusão de que nada acontecerá com o famoso Ministro. O que poderá acontecer diz respeito aos que efetuaram os pagamentos dos tais serviços profissionais. De parte dos acionistas das empresas envolvidas poderão ocorrer questionamentos com a direção das referidas organizações no sentido que sejam obrigadas a explicitar a natureza e o tipo de operação realizada. Já da parte do poder público poderia ocorrer o questionamento pela Receita Federal para avaliar se a prestação dos tais serviços seja despesa necessária para a obtenção de receita tributável. Caso contrário poderá efetuar a glosa. Poderá então tributar os pagadores com o respectivo imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido. Como tal procedimento estará coberto pelo sigilo fiscal ninguém ficaria sabendo da ocorrência. Mas serviria de constrangimento para que outros não façam o mesmo procedimento. Como sugere Cesare Bonesana, marquês de Beccaria. Talvez no Brasil o precedente mais recentes foi a arrecadação do PC Farias na época do governo Collor de Mello. E o Presidente Collor renunciou porque perdeu o apoio do Congresso pelo fato de ter recebido um presente de um Elba de pouco mais de R$ 32.000,00. O ex-Presidente Lula também recebeu presentes valiosos e nada aconteceu. Lembro das notícias na mídia de um crucifixo avaliado em mais de R$ 60.000,00. Também constam dos registros históricos inúmeros casos de tráfico de influência e de enriquecimento imotivado sem que seja dado a público o corretivo que a ética requer. Mas como em política tudo evolui vou esperar para ver o que acontece desta feita.

 

 

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A ARTE DO POSSÍVEL?

 

 

 

Dizem que a política é a arte do possível. Mas quais os limites desse possível? Deverá ser tão elástico que nos obrigue a testemunhar mais uma vez a impunidade se insinuando ao redor de atos obscuros do Min. Palocci? Notícias dão conta de que só estão esperando o já previsto "nada consta" do PCR para que ele faça um pronunciamento em TV de grande audiência, no horário nobre, logo que o Procurador Gurgel se pronuncie favoravelmente nesta quinta-feira. Está no script que Palocci afirmará ter dado palestras remuneradas e feito análises econômicas somente após quarentena (mesmo fazendo parte do partido no poder e tendo acesso a informações importantes!). O sen. Suplicy entrou em cena ontem para contar a versão que teremos de engolir; a de que Palocci cobrava alto por palestra e que teria feito muitas delas quando ainda era deputado (!!!) também assessorando fusões e aquisições. Ora, supõe-se que tudo isso era feito nas sextas feiras, quando parlamentares estão dispensados para trabalhar nas suas bases. Ah! Eram essas as "bases" de Palocci? Não era o povo então? Vergonha! Esta tal "arte do possível" se transformou na "arte de faturar o mais possível". Ninguém há de crer que as empresas beneficiadas com seus caríssimos conselhos, deixarão de embutir o valor pago nos preços ao consumidor. Em qualquer país sério o Sr. Palocci sairia do Palácio da Alvorada devidamente algemado.

 

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A VERDADE DA MULTIPLICAÇÃO

 

 

Atenção, senhores parlamentares. Vossas Excelências deveriam ter lido o artigo do Dr. Miguel Reale Júnior publicado em 28/5 na segunda página do Estadão (Da casa do lobby ao apartamento da empresa).Tudo o que deveria ser feito a bem da verdade está ali. Não precisa pensar muito para chegar à verdade sobre a multiplicação excessivamente miraculosa dos bens do ministro da Casa Civil. Ela brota naturalmente. Difícil é mentir, quando para isso se "tem que pensar muito" (palavras do Francenildo). E bota pensar nisso! Até o ex-presidente veio ajudar a "pensar" a verdade a ser dita. É preciso não atropelar o Judiciário, mas também não precisa se deixar atropelar por ele. Manter o passo se faz urgente! Os militares que o digam!

 

 

 

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUADRILHA

 

 

A foto da página 4 do caderno nacional de ontem é emblemática. retrata a reunião da quadrilha - literalmente - com a ausência da presidente se preparando para o próximo achaque.

Hélio José Cury heliocury@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PMDB QUER CARGOS

 

As palavras do Ciro Gomes, ao dizer em alto e bom som que "o PMDB é um ajuntamento de assaltantes, comandados pelo deputado, Michel Temer", não me saem da cabeça sempre que vejo uma notícia como esta: "PMDB quer 50 cargos para seguir na defesa de Palocci". Lembro também de uma entrevista do senador do PMDB, Jarbas Vasconcelos, ao afirmar que o "PMDB é um antro de oportunistas que só pensam nos seus interesses particulares e não estão nem ai para o povo." Aliás, Jarbas Vasconcelos, foi o único senador do PMDB que não compareceu ao jantar convocado pelo chefão Michel Temer, na residência oficial da vice-presidência, para tratar da nomeação dos seus apadrinhados para alguns ótimos cargos no segundo escalão, em troca da defesa do mágico petista, Antonio Palocci Filho. Este é um caso exemplar de chantagem política, que o cidadão comum pode perceber sem fazer muito esforço mental. Se a presidente

Dilma fizer todas as nomeações exigidas pelos oportunistas do PMDB, eles votam no senado contra o projeto do Código Florestal, tal como foi aprovado na Câmara dos deputados. Assim sendo, o projeto voltará para a Câmara, e lá o PMDB votará exatamente como quer o governo. E ao mesmo tempo, Palocci estará bem blindado contra qualquer processo de roubalheira. Michel Temer deverá oferecer um grande banquete no Palácio Jaburu, residência oficial da família Temer, para comemorar a vitória dos oportunistas no Congresso Nacional, referentes as nomeações conseguidas no governo de Dilma Rousseff. Diante de todas estas evidências, uma coisa vai ficando mais clara a cada dia que passa: Michel Temer vai fazer de tudo para ser o candidato do PMDB à presidência da República em 2014.

 

 

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FAZENDO FESTA

 

 

Na política brasileira, tudo é motivo para festa, como vimos acontecer anteontem. Toda a cúpula do PMDB reunida no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência para um jantar por nós patrocinado e aproveitando essa confraria entre outras coisas, discutiram rumos para o caso António Palocci.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DESVIANDO O FOCO

 

A incompetente ditadura petista, a qual alguns chamam de governo democrático, quer intervenção no polígono de conflito agrário. Só se for para desviar o foco das atenções para longe do ministro Palocci. Intervenção senhores pseudogovernantes, deve ser feita nos Ministérios, na Presidência da República e no Congresso Nacional. Lá na aérea questionada, por enquanto houve poucos óbitos. Mas temos cidades sem intervenção alguma, nas quais morrem de cinco a seis cidadãos por hora motivados por outro tipo de violência. Está no tempo de acabar de vez com o caos que tomou conta do Brasil!

 

 

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ANEXO DO PLANALTO

 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, declarou em entrevista à Rádio Estadão/ESPN que o governo, para trabalhar (governar), não depende do Congresso.Realmente, do que se vê ultimamente esta declaração, além de humilhante, é verdadeira.Esta situação vem se dando desde o governo Lula com uma enxurrada de medidas provisórias eternizadas pelo Congresso.A última confirmação desta entrevista vem sendo o caso Palocci.

Nosso Brasil, que nossa Constituição reza ser uma República Federativa, uma democracia, perante o concerto dos outros países com esta aludida entrevista está sendo enxovalhado, desmoralizado como nação democrática. A oposição não existe, seu papel é só para dar quórum no plenário, para fazer jus ao recebimento dos jetons. Hoje, infelizmente, o Congresso Nacional não passa de um anexo do Planalto! Que vergonha!

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DESCRIMINALIZAÇÃO

 

 

FHC diz que o Congresso não está preparado para descriminalizar as drogas. Ora, se o Congresso, palco do mensalão, ainda nem fez o caminho de ida criminalizando crimes que em outros países dão até pena de morte, como poderia estar preparado para iniciar o caminho de volta, descriminalizando seja o que for?

 

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EU SEREI VOCÊ AMANHÃ

 

 

Estamos em plena ditadura de princípios, que beneficiam a poucos em detrimento de muitos. O Estado brasileiro dilacerou a sociedade em quem pode tudo, e quem se quer tem acesso aos direitos constitucionais. "O exemplo vem de cima" se tornou um parâmetro da vergonha nacional, para uma sociedade que se mostra inerte e contemplativa. O que esperar de uma juventude criada unicamente sob o princípio de levar vantagem em tudo, custe o que custar ? Apenas; eu serei você amanhã !

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PALOCCI E OS MISERÁVEIS

 

 

A presidente Dilma está pretendendo tirar 16 milhões de brasileiros da miséria. O método é fácil, basta solicitar ao consultor e ministro Palocci, que com toda sua capacidade de enriquecimento rápido poderá elaborar uma cartilha, que fatalmente não haverá pobreza em nosso país.

 

 

Claudio Fernando S. Gatolini fernando.gatolini@terra.com.br

Águas de Lindoia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FILIAÇÃO PARTIDÁRIA

 

Nem dinheiro público, nem privado(doações),mais dinheiro de contribuição. Todo cidadão(a) empregado(a),deveria de livre e espontânea vontade destinar 1% de seu salário"descontado em folha"e quem não tivesse carteira assinada e fosse profissional liberal,colaboraria com um por cento ao mês de sua declaração de Imposto de Renda, ao partido a qual tivesse sido filiado(a).As pessoas não filiadas,sofreriam sanções como: credito em instituições bancarias e financeiras,ser proibido de votar, não ser portadora de cartão de crédito,estes são somente alguns exemplos de sanções. Com esta medida não seriam criados tantos partidos e muitos nanicos deixariam de existir.

 

Aldo Pavanello aldo.pavanello@bol.com.br

Jaraguá do Sul (SC)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O CRESCIMENTO DO BRASIL

 

Estamos todos entusiasmados do nosso crescimento. As geladeiras velhas e enferrujadas serão recicladas e vão se tornar reluzentes carros. Os bancos vão ganhar cada vez mais enquanto nossos pobres que saíram da miséria ostentam com orgulho os extratos dos cartões de credito que atestam seus endividamentos e os progressos na arte de consumir. Os dólares continuam entrando e, santa ingenuidade!, a Fazenda e o FMI começam a pensar na possibilidade de um trambique. Os conceitos de inovação estão sendo assimilados rapidamente e os bandidos afugentados das favelas, arrombam os caixas eletrônicos com dinamite. Aumenta a venda de carros, especialmente os importados, e também o tamanho dos engarrafamentos. Os trens de carga, na espera do trem bala, alcançam a espantosa velocidade media de vinte quilômetros por hora. Aumenta o consumo e aumentam também os preços dos produtos consumidos enquanto, dependendo do ponto de vista, a inflação é contida. Aumentam também os usuários do transporte aéreos e o caos nos aeroportos assim como aumentam as filas nos hospitais, a população das cadeias e os buracos nas ruas. Atrás dos produtos vendidos como nacionais descobrimos olhinhos puxados e rostos amarelos sugerindo a compra urgente de lentes especiais para poder enxergar a realidade como ela é.

 

 

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A CASA PRÓPRIA E A JUSTIÇA

 

 

É sem dúvida meritória a iniciativa da Caixa Econômica Federal (CEF) de promover acordos nos processos judiciais que mantém com seus mutuários. Vale, então, considerar que ninguém deve porque quer, nem pretende perder sua casa própria. Sucede que, insistindo a CEF na cobrança de juros, que os tribunais reiteradamente têm considerado ilegais e da Taxa de Referência (TR), antes da lei que a adotou, elevam-se estratosfericamente os valores considerados devidos. E com base neles, as propostas da Caixa para acordo, sobretudo se mais elevados os débitos, se tornam inviáveis, ademais com estabelecidas entradas e parcelamentos vultosos, como se fossem ricos e não assalariados os devedores. Penso que, sendo uma instituição criada e mantida com recursos do povo, o objetivo social e não o de lucro deveria nortear tais ajustes. Aqueles que pelos reveses da vida se viram obrigados a inadimplir nada mais pretendem do que a alegria de se manterem donos de seu único bem, mas de forma que lhes permita uma justa liquidação.

 

 

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MERCADO NEGRO

 

O mercado negro das telecomunicações no país não tem somente o sentido que lhe emprestam os dicionários, porque o negrume vai muito mais além, passando pelo silêncio cômodo e conivente dos organismos que dele cuidariam e transitam ainda pelo mercado das palestras milionárias, sustentadas pelos financiadores da obsolescência moral do sistema. Ainda que os organismos que regulam esse mercado, não se furtem ao atendimento dos reclamos dos usuários, as regras que o disciplinam são criadas para atender quase que tão somente às empresas que nele atuam e não aos consumidores que sustentam de forma onerosa o seu funcionamento e o seu crescimento assombroso.

É unicamente em razão da unilateralidade dos regramentos, que o país conta hoje com mais aparelhos celulares que o total de seus habitantes, ainda que uma significativa parcela deles mal saiba o que é um aparelho de telefonia móvel.

Há que se rever de forma consciente todas as regras desse mercado, porque o cidadão não pode continuar refém indefeso de companhias que deveriam facilitar a comunicação à distância. Somente agindo desta forma, o poder público poderá ir resgatando aos poucos, um pouco da credibilidade já totalmente perdida.

Carlos Delphim Nogueira da Gama Neto carlosgama@conjeituras.com.br

Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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IMPUNIDADE

 

 

Do Hemisfério Norte vem o exemplo de uma justiça ,que atende ao clamor popular, quando leva às barras do tribunal, sem recursos protelatórios, os acusados de delitos que por aqui seriam prova de virilidade. Portanto uma reforma do ordenamento jurídico, que pelo menos constrangesse através do fichamento,já valeria a pena...

 

Caio Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ROUBO

 

 

Por falta de segurança constante nas estradas brasileiras e o crescimento de roubos de cargas transportadas por caminhões, pagamos o alto custo dos seguros repassados ao consumidor final. Nossos governantes deverão ter um plano de ação eficiente contra essas anomalias,ou conviveremos novamente com a terrível estagnação da economia.

 

Antonio de Souza D Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MORTE DE ALLENDE

 

Lendo a reportagem online de ontem sobre os dois disparos que mataram Allende, gostaria de acrescentar que, de acordo com livro publicado, em 2006, por um ex-agente secreto cubano, quem, de fato, matou Allende, foi o seu guarda-costas cubano, com dois tiros, depois de colocá-lo na cadeira presidencial. A morte de Allende foi decidida por Fidel Castro que não concordava com a maneira pela qual Allende aplicava o socialismo no Chile. Posteriormente, os esquerdista divulgaram a tese de que Allende foi morto pelos militares. A tese de suicídio veio depois.

Bem, esses dados constam de comentário feito pelo autor do livro no site Mídia Sem Máscara, cujo editor é Olavo de Carvalho. Basta clicar no link América Latina e encontrará a informação mais detalhada do que lhe digo agora.

João Adamor Dias Neves joao_adamor@yahoo.com

Uberlândia (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PLENIPOTENCIÁRIO?

 

Se confirmada a notícia da ida do nosso ex-presidente a Cuba, para encontro com o governante Raul Castro,para visitar " lugares de interesse econômico, pergunta-se : terá ele sido nomeado ministro plenipotenciário? O Senado teria aprovado? A sua ida a Cuba e, depois, à Venezuela, estaria dentro de algum programa de interesse para o Brasil? Ou iria tão somente para fazer discursos ou seminários junto a operários de empresas locais , ligadas ou não a outras brasileiras? Teria remuneração a receber, como já fizera antes, como atividade profissional? Se não isso, iria simplesmente para "pallociar" como assessor de coisa nenhuma, porém, com objetivos não permitidos de comentários por se tratar de sigilo profissional? Irá com despesas pagas por quem? Quantas serão as pessoas que comporão o grupo? Será a passeio? Ou "pallociamento" comercial? De tudo isso os brasileiros deverão ficar informados, porque o dinheiro que está guardado no Tesouro Nacional - fiel depositário do povo brasileiro - é nosso e só pode e deve ser usado conforme manda a lei.

 

Alberto Caruso albertocaruso@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EXPEDIENTE ARRECADATÓRIO

 

Teria algumas ponderações a fazer sobre o artigo "Um planeta melhor para todos", de Gilberto Kassab no Estado de 31/5. No texto, diz nosso alcaide que seu governo tem sido firme na área do meio ambiente e citou como exemplo de boa gestão a famigerada "Inspeção Veicular". Assinalou que o programa - pioneiro no Brasil - teve início em 2008 atingindo os veículos mais poluentes, movidos a diesel, o que foi bom. Aí, nos informa que "um ano depois, o programa foi ampliado para toda frota de motos e parte dos automóveis". S. Exª não disse que essa "parte", obrigada em 2009 à inspeção veicular, era, justamente, a menos poluidora, porque constituída por veículos novos e seminovos. Por que inspecionar veículos novos, sabidamente pouco poluidores ? Outra: o número de motos cresce de ano para ano e já são mais de 6 milhões desses veículos no estado de SP, boa parte delas circulando na capital. As motos poluem sabidamente até sete (7) vezes mais que um carro zero-quilômetro (!), e, mesmo assim, continuam saindo das fábricas sem catalisador. Isso faz algum sentido para o prefeito, tão preocupado com o nível de poluição de nossa cidade ? S. Exª poderia, ainda, nos esclarecer o que tem feito a prefeitura de SP em relação aos milhares de veículos que vêm de outras localidades diariamente à capital - a começar pelos caminhões, grandes poluidores - , imunes à fiscalização. O programa de "inspeção veicular" faria algum sentido se contemplasse a obrigatoriedade de inspeção à frota da maioria dos municípios da Grande São Paulo uma vez que a poluição atmosférica não respeita "fronteiras" e os veículos da GSP circulam por todos os lugares. Além do que, a inspeção deveria ser seletiva, recaindo apenas sobre veículos com mais de 5 anos de uso, já que carros "0K" e seminovos poluem sabidamente menos que os "velhinhos". Se não fosse muita ousadia, perguntaria qual o sentido de se fazer inspeção veicular em veículo "0K" ? A inspeção custa R$61,98 por veículo e faz com que os técnicos percam seu tempo inspecionando veículos novos, com baixíssima incidência de problemas. Se a prefeitura arrecadasse R$100 de cada veículo (frota de 7 milhões), teria disponível uma verba da ordem de R$700 milhões/ano (!!) para investir em programas de arborização e preservação do verde de uma cidade que, só neste ano, de janeiro a abril, perdeu mais de 12 mil árvores(!), além da renovação dos ônibus e trens urbanos, melhorando de forma efetiva a qualidade do ar e do transporte de massa não poluente. Como concebido - e defendido pelo prefeito - o programa parece até fazer sentido, mas deixa no ar poluído de SP muitas dúvidas, além de um conhecido cheiro de expediente "arrecadatório".

 

 

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MMDCA

 

 

Sobre a matéria "Filha de Herói de 32 é homenageada" (Estado, 28/5/2011), acrescento o que segue. Em artigo intitulado "Resgate ao herói constitucionalista", publicado no Jornal da Tarde em 11/7/2004, Paulo Emendabili Souza Barros De Carvalhosa começa lembrando o 22 de maio, com a atuação do grande Promotor de Justiça Ibrahim Nobre, entre outros, incitando a multidão "a marchar sobre o Quartel da 2ª Região Militar. Dirigiram-se então para a Avenida Tiradentes, sede do Comando da Força Pública, a chamarem aos brios a soldadesca e a oficialidade. Clamavam por revolta contra o arbítrio que traíra os ideais defendidos na Revolução de 30." De Carvalhosa prossegue lembrando a discussão, pouco antes, de Ibrahim, no Palácio de Campos Elísios, "com Pedro de Toledo, nomeado interventor de São Paulo por Getúlio Vargas. Face a face, lhe dera duas opções. Ou prestar-se a servir à ditadura ou aderir à 'causa de São Paulo', antes que fosse tragado. Nobre saiu com o compromisso, noticiado ao povo, da criação de um secretariado todo paulista, escolhido dentre os partidários da Frente Única." O povo saiu eufórico às ruas, em 23 de maio, achando que os abusos ditatoriais do ditador tinham acabado. Engano: na esquina da Rua Barão de Itapetininga com a Praça da República, na Capital paulista, "postavam-se os legionários do general Miguel Couto, escudeiro de Vargas, decididos a abrirem fogo cerrado de fuzil e metralhadora. Sob as rajadas tombaram Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Drausio Marcondes de Souza, adolescente de 14 anos ... e Antônio Américo de Camargo Andrade, entre dezenas de feridos." A sociedade secreta MMDC, formada com as iniciais de Martins, Miragaia, Drausio e Camargo, destinada a organizar a resistência ao varguismo, surgiria já em 24 de maio, enquanto a eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932 ocorreria em 9 de julho deste ano. Segundo De Carvalhosa, na homenagem aos heróis, foi esquecido o quinto deles: o mineiro Orlando de Oliveira Alvarenga, de Muzambinho, "gravemente atingido por metralhadora no mesmo embate. Socorrido pelo Acadêmico Silveira Peixoto, foi conduzido a um consultório médico e, de imediato, para o Hospital Santa Rita, vindo a falecer após meses de atroz sofrimento. A omissão de sua inicial à sigla foi de todo involuntária, dada a pressa com a qual se organizou a sociedade secreta coordenada por Luiz Piza Sobrinho", atribuindo-se prioridade à organização do esforço bélico. Deve-se acrescentar que a morte do herói só aconteceria meses depois. Dois eminentes Prefeitos de São Paulo amenizaram a omissão histórica: Fábio da Silva Prado e Prestes Maia, que nomearam "uma rua do Butantã, na Capital, próxima às Ruas Martins, Miragaia, Drausio e Camargo, com o nome Alvarenga". Aprovado o projeto de lei, por unanimidade, pela Assembleia Legislativa de São Paulo, com a promulgação pelo Governador do Estado, Geraldo Alckmin, ocorreu "a devida reparação histórica, ao alterar a sigla MMDC para MMDCA, recolocando Alvarenga no panteão civilista do Ibirapuera, esculpido na pedra por Galileo Emendabili, lado a lado aos Maiores de 32". A propósito de mineiros que fizeram oposição ao ditador do estado novo, principalmente em 1932, convém lembrar o Ex-Presidente da República Arthur Bernardes e os políticos da família Pinheiro Chagas, que se incluem entre os que sofreram o exílio, com a vitória da ditadura ("Vae victis", capítulo do livro de Paulo Pinheiro Chagas, Esse Velho Vento da Aventura - Memórias, com epígrafe de Ibrahim Nobre. Rio de Janeiro : J. Olympio e INL, 1977. pp. 197/213). Relembro a Lei Estadual Paulista 11.658, de 13 de janeiro de 2004, para corrigir a recente matéria divulgada no O Estado de S. Paulo de 28/5/2011, sob o título: "Filha de herói de 32 é homenageada". Subtítulo: "Hermelinda participou da festa com militares". Acima do título, porém, a antiga sigla: "MMDC" (p. C6). O texto de Edison Veiga informa que Hermelinda, de 80 anos, tivera, na véspera, um dia inesquecível: "Após ser 'descoberta' pelo Estado, em reportagem publicada no domingo, a filha caçula de Antonio Américo de Camargo Andrade, um dos quatro jovens mortos em 23 de maio de 1932 - o 'C' do MMDC -, foi homenageada na Escola Superior de Soldados". Para a homenageada, foi um dia inesquecível. Também a nova sigla, MMDCA, a bem da verdade, da justiça e da mencionada Lei

Estadual, merece tornar-se inesquecível.

 

 

José Raimundo Gomes da Cruz, Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais jrgcruz@uol.com.br

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