Cartas - 11/12/2010

Fórum dos Leitores

Fórum dos Leitores, AE

11 de dezembro de 2010 | 01h42


 

 

URBANISMO

Como degradar um bairro

O Estadão publicou (7/12) mais uma reportagem que demonstra a falta de respeito das autoridades municipais ao meio ambiente e às tradições da nossa cidade. E desta vez capricharam em termos de degradação. O prefeito pretende vender uma grande área pública bem no centro do Itaim Bibi para a iniciativa privada construir mais espigões, como se o bairro já não estivesse entupido de prédios, com o consequente trânsito caótico. O tráfego pelo bairro é tão estúpido que os moradores começam a sofrer congestionamentos ainda dentro das garagens. E o mais escabroso é que no local existe uma biblioteca pública, um posto de saúde, uma escola estadual, uma creche, uma unidade da Apae, além da casa de campo dos Couto de Magalhães, fundadores do bairro. O argumento do Município é que precisa fazer caixa para construir creches em outros locais da cidade, mas, na realidade, o montante alcançado na venda irá para o Tesouro municipal. Aliás, toda vez que um político nos brinda com uma abobrinha desse naipe, é sempre para a saúde ou assistência social. A Prefeitura já concedeu e vem concedendo o uso de áreas públicas a diversas entidades da cidade e poderia, por exemplo, reservar áreas necessárias para as creches nelas ou negociar sobre elas, antes de propor tal absurdo. Atualmente, por exemplo, tramita pela Câmara Municipal o PL 528/10, do vereador Marco Aurélio Cunha (DEM), não por acaso diretor do São Paulo Futebol Clube, alterando de 40 anos para 90 anos a concessão administrativa de uso de área municipal de 44.472 m2 ao clube, dada pela Lei 9.479/82. Localizada na Avenida Marquês de São Vicente, ali está instalado seu centro de treinamento. E por instrumento idêntico seu vizinho, o centro de treinamento do Palmeiras, ocupa área semelhante. Que tal negociar com os clubes para que comprem as respectivas áreas? A impressão que se tem é que a iniciativa do prefeito visa a aproveitar a sede das construtoras de obter uma grande área num dos bairros mais valorizados, não importando se, de há muito saturado, já não apresenta condições satisfatórias de vida. Se o prefeito ordenar um levantamento completo de áreas de propriedade municipal cedidas a terceiros, certamente vai encontrar inúmeras por toda a cidade que poderão ser usadas para novas creches. E se não forem suficientes, sempre restará ao Município desapropriar as que forem de seu interesse, mas jamais destruir o complexo existente há muitos e muitos anos no Itaim Bibi.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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Quarteirão ameaçado

Os fins não justificam os meios. Abrir creches por toda a cidade é louvável e absolutamente necessário. Mas não ao preço de exterminar todo um quarteirão, um terreno eivado de árvores frondosas, em contraste com o resto edificado na região, e onde há vários prédios públicos oferecendo serviços à comunidade. Medidas que alterem a paisagem urbana com tal intensidade não podem ser tomadas em gabinete, sem ampla consulta aos moradores não só da região, mas de toda a cidade.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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FLANELINHAS

‘Legalização da extorsão’

Legalizar a atividade dos flanelinhas soa como mais um acinte ao cidadão que paga impostos e, ainda assim, frequentemente é coagido a pagar para estacionar num espaço teoricamente público. É mais uma demonstração de comodismo explícito do Estado, a que o cidadão comum já parece estar acostumado. Num país com altíssima carga tributária, seria mais do que razoável poder contar pelo menos com direitos constitucionalmente garantidos, mas que, na prática, muitas vezes são ignorados, permitindo verdadeiras extorsões legalizadas.

FLÁVIO GUIMARÃES DE LUCA

flaviolucca@bol.com.br

Limeira

 

 

 

 

 

 

 

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Ferramenta de trabalho

O poder público precisa parar de tratar os proprietários de automóveis como inimigos. Para a maioria automóvel não é luxo, é ferramenta de trabalho. Gasta-se tempo e dinheiro com inspeção ambiental, taxas diversas, o injustificável IPVA, Zonal Azul, estacionamentos caros, radares e marronzinhos em todo lado, e agora teremos também flanelinhas oficiais? E o transporte público adequado, quando será uma realidade?

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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Loteamentos fechados

Não será admirável se for sacramentada a legalização dos flanelinhas? Outro absurdo dessa ordem são as sentenças do Judiciário que amparam as atividades das "associações de amigos" que atuam nos loteamentos urbanos fazendo-os ilegalmente fechados, em conluio com autoridades municipais, cobrando dos proprietários por serviços de obrigação dos municípios, que arrecadam IPTU correspondente. São mais de 1.700 associações no Estado atuando de modo a expulsar velhinhos aposentados de suas propriedades, tornando-os párias em favor do restabelecimento dos feudos. É a coonestação da fraude e a legalização do crime. E já é um problema de extensão nacional há mais de 20 anos.

RÉGIS D. C. FUSARO

rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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Esclarecimento

Diz o editorial Legalização da extorsão (9/12, A3) que o Ministério Público Estadual quer que a Prefeitura de São Paulo regulamente e controle a atividade dos guardadores de carros. Esclareço que não é esse o objetivo do Inquérito Civil 267/10 instaurado na 3.ª Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital, e, sim, investigar a atuação do poder público quanto à atuação dos flanelinhas na cidade. Ciente da complexidade e multidisciplinaridade do assunto, a Promotoria tem buscado, em diversos órgãos públicos, informações sobre a atuação e fiscalização, bem como demais medidas já adotadas. Paralelamente, vêm sendo feitos estudos, levantamentos e reuniões para averiguar eventuais soluções para o problema, dentro do arcabouço legal em vigor. Também está em pauta a possibilidade da adoção de medidas judiciais cabíveis em face do poder público. Em nenhum momento foi elaborado plano, projeto ou similar visando única e exclusivamente a regulamentar a atividade dos flanelinhas, ao contrário do que vem sendo divulgado. Esclareço, ainda, que não houve nenhuma reunião com a participação da Secretaria Municipal do Trabalho, muito menos foi solicitada a elaboração de "plano piloto" a qualquer órgão público.

RAUL DE GODOY FILHO, 3º promotor

josepacola@mp.sp.gov.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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"Já que os políticos nos achacam estritamente dentro da lei, por que negar o mesmo direito

aos flanelinhas?"

NELSON CARVALHO / SÃO PAULO, SOBRE A ‘LEGALIZAÇÃO

DA EXTORSÃO" (9/12, A3)

nscarv@gmail.com

"Essa é uma bizarrice típica de um país como o Brasil"

JOÃO CARLOS BRAGA JR. / SÃO PAULO, IDEM

cuquineto@hotmail.com

"D. Deuzeni ‘não sabia’ que precisava de autorização para reformar o parque. Mais uma do legado Lulla"

GUTO PACHECO / SÃO PAULO, SOBRE A ÁGUA BRANCA

daniguto@uol.com.br

 

 

 

 

 

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

 

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.328

TEMA DO DIA

Um quarto do PIB cabe a seis municípios

Mesmo com queda, SP lidera com 11,8% de participação, enquanto 1.313 municípios somam só 1%

"O Brasil precisa desenvolver-se de forma igual, e não ficar concentrado em uma região."

SILVIO SOARES

"Tamanho é uma vantagem e um problema para SP. Ela pode se dar ao luxo e diminuir um pouco ganhando em qualidade."

LUIZ VALÉRIO

"A queda de SP está dentro da margem. Para caracterizar uma tendência, é preciso considerar uma década de análise."

WILSON ELITO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

ASSASSINATO

O que é que está acontecendo com este país, onde prefeitos são assassinados? E não são prefeitos dos mais longínquos rincões do Brasil, não, pois a vítima agora foi o prefeito de Jandira, sr. Braz Paschoalin (PSDB). Será que mais uma vez teremos testemunhas assassinadas, uma polícia anestesiada e mais "Sombras"? Qualquer que seja o motivo desta barbárie, os assassinos devem ser encontrados e punidos. Mas é o que acontece quando agentes políticos abrem precedentes, não dando o exemplo, só acobertando criminosos. É uma vergonha, pois parecemos o Velho Oeste americano, e não uma democracia emergente com instituições consolidadas e neutras.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

 

 

 

 

 

 

 

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UNICAMP OU UNI-PT?

Mais um escândalo está para explodir, agora envolvendo a Unicamp, onde o sr. Aloizio Mercadante cursou os créditos e finalizou o seu mestrado em 1989 e agora, 20 anos depois, prestes a virar ministro, está usando os mesmos créditos para fazer a defesa de uma tese. Considerando que o regulamento interno da Unicamp prevê que um doutorando tem quatro anos para cursar os créditos e defender a tese, não podendo prorrogar tais atividades por mais de 50% deste tempo, ou seja, deve fechar créditos e defesa em seis anos, no máximo, pergunto: quem da Unicamp será o responsável por quebrar essa regra e baseado em que motivo?

Com a palavra o reitor da Unicamp.

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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CRIME HEDIONDO

O sr. Mercadante vai receber dia 17 título de doutor pela Unicamp, sem ter tido de se submeter às mesmas regras dos demais doutorandos do curso de pós-graduação no Instituo de Economia. Pelo regulamento, o senador teria apenas o direito a receber um certificado de especialização lato sensu, jamais o título de doutor. Após os quatro anos a que teria direito pelo regulamento do programa, ele poderia postergar a defesa da tese uma única vez, por seis meses. Postergou por 20 anos, descumprindo, portanto, os prazos regimentais. Se for diplomado como doutor, o virtual ministro da Ciência e Tecnologia estará cometendo um crime hediondo contra as tradições mais caras da academia nacional. Nada muito diferente do que comprar um diploma. À Unicamp resta prestar contas à população e, em especial, a todos aqueles que estão gastando quatro anos de sua vida, com dedicação integral, para a obtenção de tão laborioso título. Até onde haveremos de chegar com essa leniência a atitudes tão pouco éticas e que representam maus exemplos para o povo brasileiro, que, infelizmente, já nem mais se impressiona com esse tipo de engodo, de tão banais eles vão se tornando? E o meio acadêmico, o que tem a dizer sobre isso? E a mídia, por que não se pronuncia a respeito?

Louise Angrimani louiseangrimani@gmail.com

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

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DOUTORADO INSTANTÂNEO - NOVA MODALIDADE

Mercadante vai virar "doutor" pela prestigiosa Unicamp apenas com a apresentação de uma dissertação, sem ter sequer preenchido os requisito exigidos pela instituição para obtenção do título. Para obter o título de doutor em Economia é preciso cumprir pelo menos 120 créditos em disciplinas de pós-graduação, o que exige três semestres. Cada disciplina vale 12 créditos e estudantes em tempo integral cursam normalmente três disciplinas por semestre. É preciso também elaborar uma tese de doutorado equivalente a outros 150 créditos. Assim, diante disso, seria o novo "doutor" melhor que os demais, que tanto se sacrificam para a obtenção do referido título? E como ficará a partir de agora a credibilidade da Unicamp? Por que tudo tem de acontecer desse jeito no Brasil, à custa do compadrio e do privilégio? Será que não dá para entender que nenhum país alcançara o status de desenvolvido dessa forma? E como é injusto com os demais postulantes ao título. Revoltante! Absurdo! Inadmissível! Lamentável! A banca: Maria da Conceição Tavares, João Manuel Cardoso de Mello, Delfim Netto e Bresser-Pereira, O orientador da tese é o professor Mariano Laplane, também diretor do IE-Unicamp.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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BIGODE SEDUTOR

 

A notícia de que o sr. Aloizio "irrevogável" Mercadante, alardeado futuro ministro do governo Dilma, poderá ser doutor, depois que apresentar sua "tese", que mais parece uma dissertação, surpreendeu muitos que cursam seu doutorado na renomada Unicamp.

Para chegar a esse ponto Mercadante deveria ter 120 horas, ou três semestres de curso em disciplinas de pós-graduação, além de ter o mínimo de publicações que qualquer doutorado exige. O título da tese é: "As Bases do Novo Desenvolvimentismo: Análise do Governo Lula. E a banca reúne nomes da economia nacional, como Maria da Conceição Tavares e Delfim Netto, entre outros.

Pois bem, como checar se o ministro realmente cumpriu todas as etapas, se nem ao menos, no Plataforma Lattes (site onde se encontra toda a documentação do aluno), conseguimos encontrar seu currículo, que deve estar lá, mas não à vista? Será que o "belo" bigode de Mercadante seduziu uma das mais tradicionais instituições de ensino do País? Não podemos crer!

Aguardemos!

Lígia Bittencourt ligialbc@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

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DOUTOR "ALOPRADO"?

Como pode o senador Aloizio Mercadante tornar-se doutor pela Unicamp depois de 20 anos parado? Passando por cima do regulamento da universidade, assim, sem mais nem menos? E a dona Maria da Conceição Tavares, qual critério vai usar para transformá-lo em doutor, o simples fato de ser ele "irrevogável"? Senhores, prestem atenção ao que vão fazer, pois uma vez aberta a porta da permissividade, ela jamais será fechada. E onde vai parar a credibilidade da Unicamp? Não tem um nome a zelar? Ou alguém me explica como se dará esse título ou serei obrigada a acreditar que ser aloprado neste país é uma credencial para virar doutor. Só se for doutor na malandragem. Unicamp, não decepcione seus milhares de alunos e ex-alunos. Isso é uma afronta contra aqueles que estudam, se dedicam e dão o sangue para obter o título de doutor.

 

 

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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A TESE

Quem já fez doutorado em qualquer especialidade sabe que primeiro precisa escolher o assunto para pesquisa. Despender horas e anos de estudo. Encontros infindáveis com o instrutor da tese. Perder horas e horas de sábado ou domingo numa sala de aula para se informar melhor. Ter acesso a vários livros, nacionais e principalmente estrangeiros, e estudar sem limite e hora. Engraçado que o senador Mercadante mora há oito anos em Brasília, trabalha no Senado (ou deveria) e de repente fará apresentação de doutorado na Unicamp, que fica no interior de São Paulo, com direito a vários ilustres mestres compondo a banca examinadora. Estranho que políticos adoram espalhar aos quatro ventos toda a trajetória política, incluindo honras e méritos, mas nunca ouvimos ou lemos nada mencionando que Mercadante estava se preparando para virar "doutor". Mas como todo doutor publica um livro sobre os resultados de sua pesquisa, esperamos muito ansiosos o lançamento da tese defendida pelo dr. Aloizio Mercadante! Precisaremos correr antes que se esgote (sic)...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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MAIS UM INCOMUM

Nem só Sarney tem tratamento preferencial no Brasil por não ser um cidadão comum, como afirmou Lula. Agora sabemos que também Mercadante pode atropelar as regras e as leis no intuito de se tornar um "doutor em Economia"...Se ele fosse um brasileiro qualquer e estivesse obrigado a seguir o regulamento do doutorado em Economia da Unicamp, teria de seguir alguns passos. Por exemplo, o prazo de quem cumpre um programa de doutorado é de no mínimo quatro anos, e com muita dedicação! Mercadante está comprovadamente afastado do ambiente universitário, politicando há mais de 20 anos, com o acréscimo de que nunca defendeu a sua tese. Mas existe uma explicação para que ele consiga essa regalia: entre outras figuras reconhecidamente aliadas políticas, faz parte da banca examinadora a economista Maria da Conceição Tavares, portuguesa naturalizada brasileira, filiada ao PT e que considera o Lula um gênio. Daí que ela e os demais vão colaborar com o famoso "jeitinho" para transformar Mercadante em mais um "dotô"... que é tudo o que ele tem capacidade de ser, já que, de sua parte, não houve nenhuma dedicação ao estudo. Uma pena que o economista João Manuel Cardoso de Mello, um dos fundadores da Unicamp, vá fazer parte da banca também, o que torna esta farsa muito mais vergonhosa por ajudar a manchar o nome dessa prestigiosa escola!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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MARACUTAIA

Até o impossível acontece nesse Brasil do PT. Se for confirmada a hipótese de que Mercadante defenderá uma tese de doutoramento em Economia na base do jeitinho que caracteriza o modus operandi do País atual, nada mais me espanta. O intrigante é saber que doutores se prestem a entrar nessa verdadeira maracutaia sem se preocupar com o nome a zelar da Unicamp, que até onde sabemos goza de total credibilidade. A conferir.

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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TIRIRICA E O IRREVOGÁVEL

 

 

O palhaço Tiririca foi aprovado em seu teste e declarado "alfabetizado em termos" (?!). Agora o senador Aloizio Mercadante, futuro ministro da Ciência e Tecnologia do governo Dilma Roussef, também vai, milagrosamente, defender tese para um doutorado pelo Instituto de Economia da Unicamp. Dois "milagres" de nosso sistema educacional vão transitar nas nobres salas do governo em Brasília. Um que se declara "palhaço" e o outro que arrumou um jeitinho para ser declarado "doutor". O circo está montado e, infelizmente, quem se sente palhaço somos nós, pobres mortais, que lutamos pelos caminhos honestos, rachando nos estudos para conquistar um título acadêmico e, mesmo assim, mal sobrevivendo no mundo competitivo. Parece que o negócio é ser um gozador ou um que goza da amizade do rei. Eis nosso triste Brasil!

Silvano Corrêa

São Paulo

 

 

 

 

 

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PATINANDO

O futuro ministro Aloizio Mercadante entrará em cena para defender, no Instituto de Economia da Unicamp, o título de doutorado com a tese "As bases do novo desenvolvimento: análise do governo Lula", que, certamente, será recheada de inverdades e fantasias, mas que não lhe tirará o mérito nem o brilho, aprovada que deverá ser de antemão, pois ninguém iria contra os desejos de Lula, considerando-se boa parte da banca julgadora. Mas o mais grave é que para chegar a tal estágio qualquer mortal tem necessidade de percorrer uma longa trajetória estafante, que, com toda a certeza, o senador a fez de patins, por ser mais prático e rápido. Certamente mais uma benesse do atual governo "democrático", que tudo pode - mesmo o impossível - para benefício próprio e de seus correligionários.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

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SEU DOTÔ

 

 

É vedadi qui o sinhô Mercadante vai virá dotô? É vedadi qui a nhá Maria da Conceição Tavares vai fazê o sinhô virá dotô cum a ajuda du seu João Manuel Cardoso de Mello?

Nossa Sinhora, será qui num dá pro sinhô mi ajudá a virá dotôra dispois qui o sinhô virá dotô?!

Brigadu

 

Nhá cecilia Miklos Dale ceciliamdale@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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PROTESTO

Que a Unicamp queira doar diplomas de doutorado em Economia a qualquer um, ela sabe onde quer jogar o seu prestígio. Agora, o povo pagar a caixinha de lápis de cor usada na brilhante tese que será "defendida", aí eu protesto. Isso é demais! E o Cofecon o que acha?

 

 

 

Flavio Marcus Juliano, economista opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO

No lullo-petismo é assim: "cumpanhero" não eleito ou não reeleito tem direito a Ministério.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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MODÉSTIA

Como Lulla é modesto! De todas as promessas, a única que não conseguiu cumprir foi baixar o preço do gás. Dá para acreditar???

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

 

 

 

 

 

 

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PAÍS DOS TIRIRICAS

 

Excelente abordagem feita pela leitora sra. Izabel Avallone, intitulada "País dos Tiriricas", publicada sábado passado, 4/12. Que me permita a sra. Avallone, eu vou ainda mais longe. Não são somente os nossos governantes que se interessam em manter o povo nessa nuvem de obscurantismo, nessa ignorância propícia aos desmandos e mazelas. Classes elitizadas, inclusive caciques da educação, são muito interessados em manter o analfabetismo funcional em evidência crônica no seio da sociedade nacional.

Contudo, ressalto, somos nós, povo brasileiro, os maiores responsáveis por essa situação. Enquanto formos dispersos, não nos unirmos em torno de objetivos e deflagrarmos movimentos consolidados em caráter nacional, exigindo, cobrando e controlando, estaremos à mercê daquilo que nos é imposto e acabamos por aceitar passivamente.

Infelizmente, só conseguimos união nacional em modalidades esportivas, sobretudo futebol. Aí, sim, o povo brasileiro demonstra sua capacidade de coesão, seu espírito de união.

Em meu livro "O AMOR QUE FICOU", onde conclamo à união nacional para mudarmos o modelo educacional do País, objetivando edificarmos o novo cidadão brasileiro com maior embasamento sociopolítico-econômico, imbuído de sentimento pátrio, dentro de uma nova ordem cívica e preceitos morais e éticos mais elevados, e com a adequada valorização do professor, enfatizo no capítulo 7: "Temos que vestir a camisa do patriotismo em todos os momentos, não apenas nos eventos esportivos. Cantar o hino nacional a cada instante, marejar os olhos de lágrimas ante a emoção de conquistas sócio-econômicas mais justas e necessárias, orgulharmo-nos de sermos brasileiros por nossa capacidade de organização sociopolítico-econômica e não por sermos campeões de maracutaias e de índices negativos alarmantes.

Temos que rir e sorrir ante a alegria de sermos uma Nação com níveis de qualidade de vida elevados e vivermos em um paraíso beneficiado pela natureza, abençoado pela beleza que enche os olhos do mundo inteiro e não das piadas tragicômicas de nossas imperfeições e misérias."

Espero que um dia possamos acordar desse sono, sair do comodismo e nos darmos as mão.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

 

 

 

 

 

 

 

 

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ALUNOS DELINQUENTES

 

Na terça-feira (7/12) à noite, uma emissora de tevê mostrou uma matéria jornalística feita em algumas escolas do País, com cenas e depoimentos que deram uma pequena amostra de como e por que o Brasil continua colocado naquele bloco dos países com os piores indicadores em educação. As imagens mostraram professores desanimados, doentes, assustados e ganhando salários de fome para ensinar alunos, dos quais apenas uma minoria tem vontade de aprender e o resto não passa de delinquentes. Esse resto é composto de moleques e adolescentes já fazendo gênero "malandro violento", numa atitude típica para assustar professores e os demais alunos, De uma classe com 40 alunos, talvez dois ou três cheguem a uma faculdade, outro tanto pode ser que termine o ciclo e boa parte sairá semianalfabetizada, sem condições de conseguir emprego para ganhar mais que o salário mínimo. Sobrará o resto, o lixo dessa turma, os tais malandros, já com morte anunciada ainda na juventude, assados em micro-ondas de pneus e "desovados" com a boca cheia de formigas. O texto é cru? É, mas é a realidade. A solução para mudar esse clima? Não sei, mas exemplos ruins para estimular vagabundo que não quer estudar estão aí na nossa cara, começando por um presidente que passou oito anos de mandato vangloriando-se de não ter uma faculdade e recentemente a Justiça Eleitoral permitindo que um semianalfabeto assuma o cargo de deputado federal.

 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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ALUNO QUE FAZ BAGUNÇA

A respeito da notícia publicada ontem no Estadão, na página A28, de que um aluno de 10 anos foi desembarcado de um ônibus escolar por desrespeitar o professor e o motorista, perrmitam-me uma opinião.

Embora a atitude do motorista à primeira vista dê a impressão de ser truculenta, já está na hora de deixarmos de hipocrisia e lidar com a falta de educação que deveria vir de casa, à altura da situação quando esta se nos apresenta. Chega de passar a mão na cabeça desses futuros problemas sociais.

A criança, no caso, aluno, não recebendo a reprimenda forte o bastante de acordo com a falta, pois a psicologia infantil não permite, é o mesmo aluno que "amanhã" vai dar uma facada no professor.

Sou professor formado e não aguentei dar uma aula por um período completo, numa substituição eventual. Foi a última vez que entrei numa escola para trabalhar.

Graças a Deus, optei por outra profissão, na qual fui feliz.

Ronaldo Rodrigues ronal.ro@terra.com.br

Guararapes

 

 

 

 

 

 

 

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EXCEÇÃO À REGRA

Se antes eu tinha algumas desconfianças quanto a qualidade estética desse projetinho mequetrefe que Oscar Niemeyer fez para o Parque Dona Lindu, por encomenda da Prefeitura do Recife, agora, depois de visitar o projeto feito por ele para a Prefeitura de João Pessoa, na Paraíba, minhas dúvidas foram potencializadas. Fica difícil acreditar que o mesmo talento que projetou o Parque Estação Cabo Branco, instalado na capital paraibana, em 2008, tenha projetado aquelas duas "caixas d'água" erguidas no Parque Dona Lindu, aquele monstrengo que a Prefeitura do Recife está construindo em Boa Viagem, e que apesar de haver sido cinicamente inaugurado pelo presidente Lulla, em 2008, continua em obras, e até agora, dois anos depois, ainda não foi entregue aos recifenses. Num país minimamente sério, alguém teria de dar explicações públicas quando ao valor pago por aquele projeto arquitetônico, que parece ter sido comprado numa feira de ponta de estoque, ou mesmo pela montanha de verbas públicas que já foi "torrada" na obra.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

 

 

 

 

 

 

 

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TOMBAMENTO DE PACAEMBU E JARDINS

Mal se tombou e, sem procura, já se especula valorização de 100%. 130 casas à venda, sem interessados, e já se parte de preços de R$ 700 mil a R$ 10 millhões. Em reportagem passada, 290 imóveis vazios em São Paulo.

Ah! É um truste.

 

Fernando Makoto Fucamizu fernandofucamizu@hotmail.com

Marília

 

 

 

 

 

 

 

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CRESCER NÃO É AUMENTAR

 

 

Washington Novaes tocou num ponto crucial para o desenvolvimento sustentável, especialmente no Brasil e suas regiões metropolitanas, que é o crescimento das cidades ("Que fazer com nossas cidades?", 10/12, A2). Após os dados do Censo do IBGE, muito comentário houve sobre o pequeno crescimento populacional de várias cidades, sendo que muitas tiveram diminuição no número de habitantes na última década. Comentários esses sempre com conotação negativa. Ora, crescer economicamente não pode significar aumento de população. Economia sustentável pressupõe a possibilidade de planejamento e a manutenção da população em níveis baixos de crescimento, aumentando, sim, seu conforto e mitigando mazelas. O governo paulista deverá ter uma secretaria especial para assuntos metropolitanos e espero que a pauta principal seja o estímulo de fórmulas de barrar o crescimento numérico e investir no crescimento da qualidade das grandes cidades.

 

 

Atenciosamente,

 

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

 

 

 

 

 

 

 

 

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CIDADE SEM LEI?

Editorial do Estadão de 9/12 (A3) critica tentativa de tornar legal o uso privado das ruas públicas pelos flanelinhas. Eu não vejo esse mesmo tom crítico ser empregado com relação aos valets que operam a serviço dos bares da Vila Madalena. As empresas OMB Park, Estacionamento, Estapar Estacionamentos S/C Ltda., etc., devem por lei guardar os veículos em estacionamento fechado com seguro e, por lei, cabe à Prefeitura fiscalizar esses estabelecimentos quando fazem uso privado das ruas públicas. Os órgãos públicos fiscalizam? A mídia divulga denúncias sobre o abusos dos valets?

Não somente as firmas OMB Park e Estacionamento exploram as ruas do bairro City Pinheiros e praticam o estacionamento ilegal. Agora temos a Park Star (da Vila Olímpia) e até a Estapar. Não é vergonhoso ver esses estabelecimentos prestarem serviço privado (para os bares da Vila Madalena) em ruas públicas de um bairro residencial? Ah, eu havia me esquecido que foi a próprio CET que desviou o tráfego de passagem para a Rua dos Minranhas, em desacordo com o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, Lei 13.430/02: "Art. 84. São diretrizes para a Política de Circulação Viária e de Transportes

IV- a restrição do trânsito de passagem em áreas residenciais"...

Note-se que a Ruas dos Miranhas tem apenas três minúsculos quarteirões, estritamente residenciais! Um comentário curioso: os valets estacionam apenas na frente das residências dos moradores que assinaram abaixo-assinado contra o trafego pesado (ônibus caminhõe, vans de serviço) e contra os valets, encaminhado ao promotor de Justiça. Como é que eles sabem quem assinou?

Enquanto a Subprefeitura de Pinheiros deixa de autuar os valets, mais e mais firmas ilegais ocupam as ruas já saturadas (como nossa paciência) em proveito dos interesses privados de bares da Vila Madalena. A nova firma, OMB Park, e a velha Estacionamento exploram as ruas do bairro City Pinheiros e praticam o estacionamento ilegal. Gostaria de saber onde são empregados nossos impostos (30% de aumento por melhorias. Quais?). Até onde posso ver, somente os bares foram recompensados e ditam o nosso comportamento nos fins e dias de semana também: quarta, futebol; quinta, futebol; sexta, baladas, etc... Somos prisioneiros de seus hábitos. E como não bastasse, moradores são ameaçados por métodos muito populares durante o vigor dos regimes de excessão.

Estamos fartos de reclamar e não obter resposta às nossas justíssimas demandas! Os bares da Vila Madalena tomaram as calçadas para uso de seus clientes. É ilegal? Sim, mas quem reclama? Tomaram as ruas do bairro residencial próximo (City Pinheiros) para estacionamento dos carros de seus clientes. É ilegal? Certamente, e isso reclamamos diariamente pelo efeito deletério à nossa vizinhança. Tomam agora o passeio púbico em frente de minha residência com hordas de manobristas perigosos, impedindo o acesso ao meu lar. Já não saía durante a noite, mas agora nem abrir a garagem de minha casa posso!

Quinta feira havia, por volta das 21 horas, manobristas por todos os lados (em nenhum outro lugar do bairro isso ocorria, só nas proximidades de minha residência). Manobristas vestidos de preto, ocultos na sombra das árvores do calçamento, dentro e fora dos carros, faziam ponto bem em frente da porta de entrada de minha casa (onde era proibido estacionar, mas a CET liberou sem consulta aos moradores). O que fazem eles lá? Quem os mandou ficarem plantados lá? Dei várias voltas antes de tentar entrar em casa, vindo do trabalho. Uma hora abordei-os do carro, dizendo que não sentia vontade de abrir a porta de minha residência, que eles estavam a serviço dos bares, e não ao nosso serviço, e que a prática é ilegal! Isso foi suficiente para eles partir para ameaça, ofensa, etc. Saí à procura de uma viatura policial. Não encontrei nada. Mais tarde encontrei o guarda e ele se postou ao lado dos manobristas para que eu pudesse entrar na garagem sem ser surpreendido por algum deles (o portão é automático e demora muito até fechar completamente!). Pois bem, o que faço?

Quando vão deixar de ser passivos e passar a autuar os incontáveis serviços de valet que operam na região em benefício dos bares, baladas e restaurantes da Vila Madalena? Coleciono os tickets que os manobristas deixam cair na guia em frente de minha residência, onde estacionam os carros de clientes de estabelecimentos localizados na Rua Aspicuelta (os piores deles, porque são perigosos e ameaçam!), da Morás (vejam só, bar na Rua Morás!), da Mourato esquina com Wisard (estacionam, mas dizem que não!). Ocupam descaradamente todas as vagas do bairro, agora como se tivessem traçando a nova linha que divide o bairro City Pinheiros, de tal maneira que não nos permitem mais receber uma visita em casa (ou mesmo médico, como a vizinha que tinha dificuldade de receber assistência médica para o seu marido enfermo, que faleceu recentemente!). Pela omissão, a prática se tornou dessiminada. Nada temem, enfrentam e até deixam o ticket (o campeão é um tal serviço tercerizado denominado Estacionamento, tenho centenas destes tickets com faixas e bandas laranja com texto em azul "navy"). Será que esta administração não é capaz de estabelecer a ordem?

E os micro-ônibus da EMTU, outra vergonha desta administração conivente com a contravenção. Vão continuar passando por vias residenciais?

Hordas de manobristas a serviço dos bares acampam na frente de nossa casa em

demonstração de que a lei não se aplica a eles. Estamos aguardando ser esfaqueados por um deles a qualquer hora. Responsabilizaremos esta administração por isso!

Já solicitei à CET que multasse os carros estacionados em lugares irregulares inúmeras vezes. Nunca vi sequer um agente da CET multando-os, como disse a resposta de Adele Nabhan em carta que foi publicada na coluna "São Paulo Reclama" (C2), do Estadão.

E o problema tem sido agravado a cada dia que passa.

É um absurdo que nossas demandas e reclamações não sejam atendidas por esta administração!

 

 

 

Domingos H. U. Marchetti dhumarchetti@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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"LEGALIZAÇÃO DA EXTORSÃO"

A Prefeitura de São Paulo não pode permitir o loteamento do espaço público em detrimento dos cidadãos. Já vivemos sob a coerção dos flanelinhas, que, absolutamente, não

guardam carros, pois quando ocorrem furto ou avarias eles fogem, ou lavam as mãos por medo, conivência e até participação (já aconteceu comigo). O Ministério Público não pode favorecer bandidagem!

 

 

 

Francisca de Lurdes Silva franciscadelu@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FLANELINHAS

Concordamos com proibir de vez a atividade dos flanelinhas, que já tomaram conta do Rio de Janeiro. No entanto, o serviço público é indispensável e deve ser executado como tal, em vista do grande número de automóveis que precisam ficar estacionados em locais públicos determinados. Executado por funcionários públicos concursos, treinados, qualificados e fiscalizados. E cujas funções não seriam apenas de "guardar" os veículos, mas prestar outras assistências que, eventualmente, se fazem necessárias. Vimos o exemplo no Uruguai. Não se trata de institucionalizar algo de origem duvidosa, mas de criar o serviço público, sob pena de se vir a coonestar máfias organizadas no setor.

 

 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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PURA DEMAGOGIA

A verdade é que esses flanelinhas estão na rua "cuidando de carros" porque compensa economicamente, não se pode falar que é por causa do desemprego. A legalização de sua atividade é pura demagogia.

Italo Benvenuti Capraro icapraro@terra.com.br

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

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É DEMAIS!

 

É um absurdo, uma vergonha, a Prefeitura querer testar o "flanelinha oficial" em áreas críticas. Não basta o que pago de impostos, para ter isso agora? É muita falta de vontade e criatividade de nossos gestores!

 

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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VEÍCULOS IRREGULARES

Na carta do leitor sr. Macmiller Ribeiro (10/12) está colocado que "a administração Serra/Goldman estruturou e implantou em quatro anos um novo sistema de radares para ajudar a tirar de circulação parte dos 5,2 milhões de veículos sem licenciamento", e pergunta: "O que o governo federal está esperando para estender a iniciativa às estradas federais?" A resposta é simples: apesar de o sistema estar funcionando, nenhum veículo irregular foi retirado de circulação. A desculpa é não ter aonde colocar os mais de 2 milhões de veículos. Por educação e em respeito às pessoas que leem o Estadão, eu não dou agora a resposta que deveria, embora Goldman e Serra merecessem. Falta competência e vontade política do PSDB ao PT.

 

 

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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FAVELÃO

Impressionam os que não moram no Rio de Janeiro as imagens da cidade vistas de cima. Não pela beleza, e sim pela inevitável constatação de que as favelas ocupam, aparentemente, mais de metade da cidade. De cidade mesmo, urbanizada, limpa, com serviços públicos decentes, com "bairros com cara de bairro", é muito pouco o que se vê naqueles mapas mostrados na televisão. O Rio de Janeiro, pouco a pouco, vai se transformando numa enorme favela. Há um pequeno enclave de bairros, localizados na orla, onde reside a "corte", gente que vive decentemente, cidadãos de fato. Ao contrário do que tentam nos convencer, favela não é bonita. O que se vê é ocupação desordenada e ilegal do solo, a sujeira, pobreza, becos e escadarias em lugar de ruas, a miséria. É muito triste ver o que fizeram com a "cidade maravilhosa"!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

 

 

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INVASÃO DE ÉTICA

A notícia que o novo comandante das tropas que ocupam o Complexo do Alemão não tolerará nenhum desvio de conduta de seus subordinados é emblemático. Tal postura do general reflete o pensamento dominante da maioria da população, de um rígido comportamento ético em tal ocupação, mas que se espraia para outros segmentos sociais. Esse talvez seja o maior e melhor efeito que tal operação trará à Nação brasileira.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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CURITIBA SEM IPÊS

Difícil acreditarmos que, sem nenhum controle ou acompanhamento de um engenheiro florestal ou biólogo, simplesmente as árvores, que são ipês amarelos, plantadas ao longo da Rua Canadá, no Bairro Bacacheri, e outras ruas paralelas, estão sendo decapitadas pelos enormes facões e motosserras de pessoas que parece que ganham pela quantidade de galhos que são derrubados e colocados nos caminhões.

Pena que poucos saibam que são as árvores que mais absorvem a água das chuvas. A impermeabilização das cidades deu lugar ao cimento, à selva de pedra, ao asfalto para o tráfego de milhões de veículos, e as árvores são as primeiras vítimas. Os galhos que ali estavam eram os mesmos que na primavera deram milhares de flores e pólen às abelhas. Depois veio a semente e agora, no verão, viria a sombra. Mas agora tudo isso acabou, graças à Prefeitura.

Degradante para Curitiba, trágico para a luta contra o aquecimento global. E depois reclamam das mudanças climáticas e das chuvas que vêm com força total em janeiro...

A marcha e os facões da insensatez continuam contra a natureza e a vida.

Com tristeza,

Jose Pedro Naisser, jpnaisser@brturbo.com.br

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O ADEUS À ONÇA

Ontem, na coluna de Marcos Sá Corrêa veio à baila novamente a questão ambiental, desta feita o tema foram as onças. Admito que não fiz o dever de casa, não li o livro referência do artigo, mas pesquisei seus autores, encontrando os seguintes qualificantes:

"MIRANDA, EVARISTO EDUARDO DE

Evaristo Eduardo de Miranda é doutor em Ecologia, pesquisador da Embrapa, professor da USP e já fez três incursões anteriores no campo da religião, ao escrever os livros 'Água, Sopro e Luz', 'Agora e na Hora - Ritos de Passagem à Eternidade' e 'A Foice da Lua no Campo das Estrelas' (Ed. Loyola).

Da co-autora, John, Liana, nada, nem uma linha encontrei.

O que me causa espécie e que tenho me batido nos últimos anos é que no Brasil se vira doutor em alguma coisa com uma facilidade incrível, tendo em vista a crise de referência moral que acomete o País . Não temos um ídolo, um expoente ética para nos balizarmos. Vale o primeiro que aparece.

Assim é na segurança e criminalidade, onde os entendidos e estudiosos do assunto são antropólogos, sociólogos e outros que tais, que poderiam entender eventualmente de violência, mas não de segurança publica ou criminosos. O Rio de Janeiro é nosso melhor exemplo.

Voltando ao tema, a confusão cronológica e as razões do desaparecimento ou aparecimento das espécies deveria ser tema de escola de samba. Resumidamente, a migração da "Panthera" e/ou suas subespécies não se deu dessa forma, não estão em extinção no continente, muito menos no Brasil (onde há comida, bois, não há extinção), onde não há estudos científicos sobre o assunto, e o puma americano, nossa "Felis concolor", nossa conhecida suçuarana, grassa nos EUA, sendo um dos animais mais caçados esportivamente. A este respeito vai uma reflexão: o que acaba com a fauna e a flora são defensivos agrícolas, vegetarianos, mesmo porque não há tantos caçadores assim no mundo, e animais e plantas sem valor econômico nada valem porque, se não têm valor , valem ZERO, certo? Destino: extinção.

Os EUA são o país onde há a maior área agrícola do mundo e onde há o maior número de parques nacionais, a fauna mais abundante e o maior número de caçadores esportivos do mundo. Será que isso não diz nada às nossas referências ambientais?

Marco Antonio Moura de Castro mike.castro@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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JÁ FORAM...

O Palmeiras e Corinthians agora querem o Ronaldinho Gaúcho e o Adriano. Será que os dirigentes não perceberam ainda que queremos futebol, e não medalhões? Por que não se espelham no voleibol, que dá espetáculo e ganha quase tudo, somente renovando?

Cesare Morosini cesare@listasinternet.com.br

Guarulhos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INJUSTIÇA CONTRA OS VICE-CAMPEÕES

Em 2010, apesar de ser rebaixado no Brasileiro, o Goiás fez bonito ao ser o vice-campeão da Copa Sul-americana. Cruzeiro (vice) e Corinthians (terceiro) fizeram grandes campanhas no Brasileirão. O Santo André foi vice no Paulistão. O Vitória-BA, vice da Copa do Brasil. A Holanda, vice da Copa da África do Sul. E por aí vai. No entanto, na cultura preconceituosa do futebol brasileiro, muitos desdenham do vice-campeão, como se este fosse "o primeiro dos últimos", o que é injusto e uma rematada bobagem. É claro que todos querem ser campeões e "botar a taça no armário e a faixa no peito". Mas um time que chega às finais, decide e briga pelo caneco também deve ser admirado e reconhecido. Muitas finais são decididas nos pênaltis, numa verdadeira loteria. E inúmeras vezes o vice é um time melhor e superior ao campeão, como nas Copas do Mundo de 50, 54 e 74, por exemplo. O futebol não tem lógica, é imprevisível (uma caixinha de surpresas), e o importante é jogar bem e estar na briga pelos títulos. Por isso, parabéns também aos vice-campeões!

 

 

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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GOIÁS X INDEPENDIENTE

 

 

 

Após o término da partida entre Goiás e Independiente, pela Copa Sul-americana, com a vitória dos argentinos, ouviu-se em Porto Alegre, na madrugada de 9/12, tremenda gritaria e buzinaço por parte da torcida gremista.

O Brasil inteiro torcendo pela equipe do Goiás e a torcida de um único clube brasileiro torcendo pelos argentinos... Parecia que tinham ganho uma importante partida ou campeonato. Mas não. Apenas o direito de o clube disputar a próxima Taça Libertadores, na qualidade de quarto colocado no Campeonato Brasileiro....

Isso tudo lembra muito a história dos cavaleiros de Granada. Sim, aqueles Que, alta madrugada, saíram em disparada, numa louca cavalgada, brandindo lanças e espadas. E tudo isso pra quê? Pra nada...

 

Gilberto Espíndola Hofmeister gehof10@click21.com.br

Porto Alegre

 

 

 

 

 

 

 

 

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U2 EM SÃO PAULO

Alguém me sabe dizer onde está a organização do tão esperado show do U2 em São Paulo? Não percebi nenhuma organização, muito menos isonomia na venda dos ingressos. Será que algumas pessoas têm mais direito de comprar os melhores ingressos do que outras?

Sou fã "de carteirinha" do U2 desde meus 12 anos de idade e me senti extremamente prejudicada pela forma como está sendo feita a venda dos ingressos. Para o primeiro show, que acontecerá em 9/4/2011, cometi o erro de deixar para comprar na última fase das vendas, aquela destinada aos pobres mortais que não são conveniados ao cartão de crédito "tal" (nem cartão de crédito tenho) e também não possuem status para ser fãs da banda num site internacional. Ao tentar comprar o ingresso que eu desejava, o qual me colocaria cara a cara com a banda, chamado de red zone, apareceu uma mensagem informando que havia acesso limitado para essa operação.

Diante da frustração, percebi que não teria chances de comprar ingresso para o segundo show, em 10/4/2011, se esperasse pela última fase de vendas, e resolvi fazer uma "vaquinha" com mais pessoas que também gostariam de assistir, para que nos pudéssemos cadastrar no tal site para fãs (a inscrição é em dólar, só para começo de conversa). Consegui um cartão de crédito emprestado e fiz nosso cadastro no meu nome.

Ontem, às 10 da manhã, começou a "pré-venda", possível apenas aos membros do fã clube. Sim, eu fiquei exatamente uma hora tentando entrar no site do evento para fazer a compra e, quando finalmente consegui acesso, não tive "permissão" para comprar o ingresso para a tão sonhada red zone. Novamente apareceu uma mensagem informando que havia acesso limitado. Alguém me explica o que é esse "acesso limitado"? Limitado para quem e por quê?

Quem possui direito de acesso preferencial aos ingressos mais caros e que permitem a melhor visualização do show? Artistas? Pessoas ricas ou de grande influência na mídia? Pessoas que as emissoras de TV e demais meios de comunicação querem entrevistar durante o show, fotografar e usar como "notícia" em revistas de fofoca? O meu dinheiro, de uma assalariada, funcionária pública, que precisa usar o seu 13º salário para ter um momento de lazer, é menos válido que o dinheiro de ricos e famosos?

Pessoas como eu, que trazem o U2 no coração e vivem cada música da banda como trilha sonora de sua vida, deveriam ser mais respeitadas e valorizadas em tais eventos, pois somos nós que compramos os CDs originais, corremos atrás de revistas com reportagens sobre a banda. Somos nós os "malucos" que tatuam o nome da banda no corpo e mantêm suas músicas vivas para as próximas gerações...

Luiza Lux Lock u2lux@hotmail.com

Santa Cruz do Sul (RS)

 

 

 

 

 

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