Cartas - 23/04/2011

AE

AE,

23 de abril de 2011 | 02h44


 

 

 

DIREITOS HUMANOS

Criatura e criador

Ditado antigo ensina que pelo dedo se conhece o gigante. E Dilma está demonstrando que é uma grande pessoa, digna e humana, devotando respeito aos direitos humanos de todos os cidadãos do mundo, que pertençam a quaisquer governos e países, amigos nossos ou não, centrando sua política externa nos direitos humanos. Dá a primeira lição ao antecessor, que saltitava de um palavrório para outro ao apreciar o respeito aos direitos humanos, quando estava diante de ditadores amigos ou democratas não muito companheiros. Foi o que fez em Cuba e com Kadafi, Ahmadinejad e outros. Nossa presidenta, continuando firme em suas atitudes, não figurará, de futuro, entre as cem pessoas mais influentes do planeta, mas estará entre as dez, com certeza. A criatura já superou de muito o criador.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

 

 

 

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Mudança de rumos

A manchete do Estadão de 21/4 ressalta uma inflexão importante na política externa brasileira, com a ênfase nos direitos humanos. A presidente Dilma, ao apresentar essa nova face aos formandos e diplomatas no Instituto Rio Branco, mostra, uma vez mais, sua mudança de rumos em relação à gestão anterior, em direção a objetivos coerentes e aos interesses nacionais. No momento em que há levantes contra ditaduras de vários matizes, a posição do Brasil servirá para lançar pontes rumo ao futuro, distanciando-se do apoio a velhos ditadores.

PEDRO PAULO A. FUNARI

ppfunari@uol.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

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Contraventores

Muito pertinente a atitude de Dilma quanto aos direitos humanos na política externa do Brasil, país onde direitos humanos só valem para contraventores.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alto-falante

Se a presidente Dilma diz que o tema dos direitos humanos “está no centro da política externa brasileira”(21/4, A6), em nome de quem, então, falou o seu agora promovido assessor para Assuntos Internacionais, ao afirmar que isso “não significa que vamos tratá-lo como questão obsessiva a todo momento” ou “nos transformar em alto-falante permanente” (14/4, A13)?

JAIRO P. GUSMAN

jairogusman@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Promoção

Dilma Rousseff promoveu Marco Aurélio Garcia a cargo de “natureza especial”, com status superior. Cargo pífio, pois nem menciona a que se destina, mas como prêmio e agrado recebeu reajuste salarial de R$ 300 e o direito de empregar mais dois aliados – para nada fazerem com os três já existentes.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Que bom

Que bom que a presidenta Dilma, que no passado sempre esteve do lado dos terrorista e de tiranos como Fidel Castro, de quem é muito amiga e admiradora, agora coloque os direitos humanos como prioridade da política externa. Parabéns, presidenta.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CUBA

Haja tempo

Fidel renunciou formalmente à chefia suprema do Partido Comunista Cubano e conclamou a juventude da ilha a “construir o socialismo”. Vai demorar um pouco... Talvez ultrapasse o tempo gasto para construir a muralha da China e as pirâmides do Egito.

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O sofrimento continua

Fidel Castro afasta-se definitivamente do comando de Cuba, mas nada muda, decepcionando quem desfruta a liberdade e vê um povo tão oprimido sem ter como reagir, como fizeram os egípcios, os líbios e outros povos. Culpa dos próprios cubanos ou de um grupo de intelectuais comunistas de terceira categoria, os quais vivem entre Paris, Londres, Berlim e nunca pisaram na ilha – ou, se pisaram, foram recebidos e hospedados por Fidel com todas as regalias que o capitalismo pode oferecer. Pregar que o regime é o modelo ideal é fácil, qualquer idiota tem essa capacidade. Mas coragem de largar tudo, ir para lá trabalhar nos canaviais e passar fome ninguém quer. Cuba é o último símbolo da guerra fria e, curiosamente, interessa tanto aos EUA como à Rússia. Que Fidel tenha longa vida, depois Raúl e depois... quem vier. Muitos elogiam o sistema de saúde e educação da ilha. Na área da saúde, obesidade e dor de barriga não são problema. Problema é a falta de alimento. Na educação, qual é o nível dos profissionais formados nas universidades cubanas, se eles não têm acesso à tecnologia de ponta do restante do planeta? Pobre Cuba, o seu subsolo pobre não tem petróleo, ouro, diamantes nem metais raros, a razão de o país ser ignorado por todo o planeta.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cubanófilos

Nós, os cubanófilos, ao menos tínhamos a esperança de um mundo mais justo e menos predador. O que o capitalismo “democrático” tem feito? Ah, deve ter diminuído a tragédia das imensas desigualdades sociais, evitado guerras por interesses econômicos, cuidado da ecologia nas terras, mares e ares. O carro-chefe, EUA, não deve ter uma dívida superior a US$ 15 trilhões nem a Europa deve estar em crise. Se nada disso acontece, parabéns e nos perdoem.

MARCELO HOLTZ

marceloholtz@hotmail.com

Avaré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Gerontocracia

O comunismo é um regime romanticamente desejado por jovens e tocado por anciãos. Assim foi na União Soviética e está sendo em Cuba. Os jovens de 1968 incendiavam as praças do mundo invocando Karl Marx (provavelmente sem ler O Capital, ou, se lido, não entendido), Lenin, a gloriosa revolução de outubro de 1917 e o desabrochar do homem novo, enquanto a URSS sempre foi comandada por uma burocracia partidária autocrática e gerontocrática, até ruir. Como acontecerá, mais cedo ou mais tarde, com a utópica ilha caribenha.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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“Vamos ver se os direitos humanos de Dillma são os mesmos dos italianos que clamam pela extradição do terrorista Cesare Battisti. Ele vai ou fica?”

BEATRIZ CAMPOS / SÃO PAULO, SOBRE A NOVA ORIENTAÇÃO DA POLÍTICA EXTERNA

beatriz.campos@uol.com.br

“Saiu Fidel, mas Raúl continuará castrando”

A. FERNANDES /SÃO PAULO, SOBRE A DITADURA CUBANA

standyball@hotmail.com

 

“Até quando os cubanos postergarão a organização de um dia de fúria contra Raúl Castro?”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveira@netsite.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TEMA DO DIA

 

Dezenas de mortos em conflitos na Síria

 

Manifestações contra o regime de Bashar al-Assad acontecem em diferentes regiões do país

 

“O Irã, que tem armas sofisticadas e potentes desenvolvidas por cientistas e engenheiros, tem pacto militar com a Síria.”

PAULO SILVIO

 

“No Brasil, morrem mais de 50 mil todos os anos. Vamos falar dos nossos números, que exigem uma revolução já!”

MARCO MAIA

 

“Mister Obama é tão hipócrita quanto Bashar al-Assad. Com a diferença de que Assad mata seu próprio povo.”

ISMAEL PESCARINI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DIREITOS HUMANOS

Criatura e criador

Ditado antigo ensina que pelo dedo se conhece o gigante. E Dilma está demonstrando que é uma grande pessoa, digna e humana, devotando respeito aos direitos humanos de todos os cidadãos do mundo, que pertençam a quaisquer governos e países, amigos nossos ou não, centrando sua política externa nos direitos humanos. Dá a primeira lição ao antecessor, que saltitava de um palavrório para outro ao apreciar o respeito aos direitos humanos, quando estava diante de ditadores amigos ou democratas não muito companheiros. Foi o que fez em Cuba e com Kadafi, Ahmadinejad e outros. Nossa presidenta, continuando firme em suas atitudes, não figurará, de futuro, entre as cem pessoas mais influentes do planeta, mas estará entre as dez, com certeza. A criatura já superou de muito o criador.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

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Mudança de rumos

A manchete do Estadão de 21/4 ressalta uma inflexão importante na política externa brasileira, com a ênfase nos direitos humanos. A presidente Dilma, ao apresentar essa nova face aos formandos e diplomatas no Instituto Rio Branco, mostra, uma vez mais, sua mudança de rumos em relação à gestão anterior, em direção a objetivos coerentes e aos interesses nacionais. No momento em que há levantes contra ditaduras de vários matizes, a posição do Brasil servirá para lançar pontes rumo ao futuro, distanciando-se do apoio a velhos ditadores.

PEDRO PAULO A. FUNARI

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Contraventores

Muito pertinente a atitude de Dilma quanto aos direitos humanos na política externa do Brasil, país onde direitos humanos só valem para contraventores.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

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Alto-falante

Se a presidente Dilma diz que o tema dos direitos humanos "está no centro da política externa brasileira"(21/4, A6), em nome de quem, então, falou o seu agora promovido assessor para Assuntos Internacionais, ao afirmar que isso "não significa que vamos tratá-lo como questão obsessiva a todo momento" ou "nos transformar em alto-falante permanente" (14/4, A13)?

JAIRO P. GUSMAN

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Promoção

Dilma Rousseff promoveu Marco Aurélio Garcia a cargo de "natureza especial", com status superior. Cargo pífio, pois nem menciona a que se destina, mas como prêmio e agrado recebeu reajuste salarial de R$ 300 e o direito de empregar mais dois aliados - para nada fazerem com os três já existentes.

ANGELO TONELLI

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Que bom

Que bom que a presidenta Dilma, que no passado sempre esteve do lado dos terrorista e de tiranos como Fidel Castro, de quem é muito amiga e admiradora, agora coloque os direitos humanos como prioridade da política externa. Parabéns, presidenta.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

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CUBA

Haja tempo

Fidel renunciou formalmente à chefia suprema do Partido Comunista Cubano e conclamou a juventude da ilha a "construir o socialismo". Vai demorar um pouco... Talvez ultrapasse o tempo gasto para construir a muralha da China e as pirâmides do Egito.

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

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O sofrimento continua

Fidel Castro afasta-se definitivamente do comando de Cuba, mas nada muda, decepcionando quem desfruta a liberdade e vê um povo tão oprimido sem ter como reagir, como fizeram os egípcios, os líbios e outros povos. Culpa dos próprios cubanos ou de um grupo de intelectuais comunistas de terceira categoria, os quais vivem entre Paris, Londres, Berlim e nunca pisaram na ilha - ou, se pisaram, foram recebidos e hospedados por Fidel com todas as regalias que o capitalismo pode oferecer. Pregar que o regime é o modelo ideal é fácil, qualquer idiota tem essa capacidade. Mas coragem de largar tudo, ir para lá trabalhar nos canaviais e passar fome ninguém quer. Cuba é o último símbolo da guerra fria e, curiosamente, interessa tanto aos EUA como à Rússia. Que Fidel tenha longa vida, depois Raúl e depois... quem vier. Muitos elogiam o sistema de saúde e educação da ilha. Na área da saúde, obesidade e dor de barriga não são problema. Problema é a falta de alimento. Na educação, qual é o nível dos profissionais formados nas universidades cubanas, se eles não têm acesso à tecnologia de ponta do restante do planeta? Pobre Cuba, o seu subsolo pobre não tem petróleo, ouro, diamantes nem metais raros, a razão de o país ser ignorado por todo o planeta.

LUIZ RESS ERDEI

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Cubanófilos

Nós, os cubanófilos, ao menos tínhamos a esperança de um mundo mais justo e menos predador. O que o capitalismo "democrático" tem feito? Ah, deve ter diminuído a tragédia das imensas desigualdades sociais, evitado guerras por interesses econômicos, cuidado da ecologia nas terras, mares e ares. O carro-chefe, EUA, não deve ter uma dívida superior a US$ 15 trilhões nem a Europa deve estar em crise. Se nada disso acontece, parabéns e nos perdoem.

MARCELO HOLTZ

marceloholtz@hotmail.com

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Gerontocracia

O comunismo é um regime romanticamente desejado por jovens e tocado por anciãos. Assim foi na União Soviética e está sendo em Cuba. Os jovens de 1968 incendiavam as praças do mundo invocando Karl Marx (provavelmente sem ler O Capital, ou, se lido, não entendido), Lenin, a gloriosa revolução de outubro de 1917 e o desabrochar do homem novo, enquanto a URSS sempre foi comandada por uma burocracia partidária autocrática e gerontocrática, até ruir. Como acontecerá, mais cedo ou mais tarde, com a utópica ilha caribenha.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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"Vamos ver se os direitos humanos de Dillma são os mesmos dos italianos que clamam pela extradição do terrorista Cesare Battisti. Ele vai ou fica?"

BEATRIZ CAMPOS / SÃO PAULO, SOBRE A NOVA ORIENTAÇÃO

DA POLÍTICA EXTERNA

beatriz.campos@uol.com.br

"Saiu Fidel, mas Raúl continuará castrando"

A. FERNANDES /SÃO PAULO, SOBRE A DITADURA CUBANA

standyball@hotmail.com

"Até quando os cubanos postergarão a organização de um dia de fúria contra Raúl Castro?"

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveira@netsite.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dezenas de mortos em conflitos na Síria

Manifestações contra o regime de Bashar al-Assad acontecem em diferentes regiões do país

"O Irã, que tem armas sofisticadas e potentes desenvolvidas por cientistas e engenheiros, tem pacto militar com a Síria."

PAULO SILVIO

"No Brasil, morrem mais de 50 mil todos os anos. Vamos falar dos nossos números, que exigem uma revolução já!"

MARCO MAIA

"Mister Obama é tão hipócrita quanto Bashar al-Assad. Com a diferença de que Assad mata seu próprio povo."

ISMAEL PESCARINI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PÁSCOA JUDAICA E LIBERDADE

Durante toda a próxima semana, até a terça-feira subsequente, teremos a Páscoa Judaica, cuja memória histórica corresponde à libertação do povo judeu do cativeiro egípcio. Muitas horas para reflexão sobre a mais importante palavra do léxico mundial e o fato sociológico que supera em valor todos os demais: liberdade, que se encontra em profundo questionamento entre os povos árabes, muçulmanos, africanos e deveria inspirar firmemente as negociações de paz entre o Estado de Israel e os palestinos.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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BANALIZAÇÃO DE JESUS

 

Levado pela curiosidade, assisti, nesta quinta-feira, 21 de abril, à encenação da Paixão de Cristo, pela TV Aparecida, canal 170 da Tva.

Belos cenários, figurinos perfeitos, bons atores, alguns globais, som excelente. Infelizmente, tal encenação mais parecia um show visual, com direito a efeitos especiais, bem ao gosto do público atual. Como ato de fé, em nenhum momento vislumbrei isso. É possível até que algumas mulheres piedosas, ali presentes, deixassem cair algumas lágrimas, como cheguei a ver nas matinês do cinema de meu bairro, na minha infância. Os demais que ali se espremiam estavam mais preocupados em tirar fotos, com suas câmeras digitais, pois o que se via de

flashes era digno de um show do Paul McCartney. Enfim, espiritualidade, nenhuma.

o que se deixou perceber, isso sim, através do texto, eivado de frases que nada têm que ver com os quatro evangelistas, foi o descaramento com que o mesmo procurou responsabilizar o povo judeu pela morte de Jesus e, cinicamente, absolver Roma de tal condenação. Será que esse autor não sabe que os 12 apóstolos eram judeus? Que Nicodemus e José de Arimateia, membros do Sinédrio, eram também judeus? E que o povo que seguia Jesus, na sua quase totalidade, era formado por judeus? Seria o autor desse texto antissemita? Sim, pergunto porque muitas das

"falas acrescidas" aos quatro Evangelhos constantes do Novo Testamento foram intencionalmente ali colocadas visando tal propósito.

Infelizmente, cada vez mais se banaliza a figura de Jesus. Fazendo dele instrumento de interesses escusos, em filmes, em encenações, em livros, na televisão. Surpreende-me a posição da Igreja Católica, que, com certeza, assistiu a essa encenação e se quedou calada.

 

Orlando Batina obatina@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEUS E A RECEITA

Em datas especiais como a Sexta-Feira Santa, igrejas convocam fiéis para megaeventos com a presença de cantores famosos e várias atrações para atrair cada vez mais público. É uma clara disputa religiosa entre as várias "marcas" (talvez seja o termo mais adequado) de religião existentes num país livre como o Brasil. Todo e qualquer evento de grande porte envolve investimento e, é lógico, se aguarda um retorno financeiro de alguma forma. Algumas igrejas vão direto ao ponto e sem pudor deixam claro que sem doação não tem perdão e vida eterna, tudo isso em nome de Deus. A Receita Federal deveria tratar a igreja como uma empresa, ou ao menos os seus dirigentes como empresários de sucesso e cobrar imposto sobre os altíssimos ganhos. Seria um grande favor para o Todo-Poderoso já receber um pecador que pagou parte dos pecados aqui, na Terra... Em dinheiro.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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REFLEXÕES SOBRE A SEMANA SANTA

Exalta-se Cristo como vitima dócil, como se ele tivesse vindo ao mundo para pregar isso.

Esquecemos de seus algozes, entre os quais o clero da época; esquecemos de sua ira no templo; esquecemos as maldades humanas dos governantes e seus asseclas, etc. Esquecemos sua mensagem, que de fato foi não sermos iguais a Ele, porque para isso até o chamamos de "Deus", mas para não sermos iguais a seus algozes, e parece que, se Ele voltasse a aparecer por aqui, seria de novo sacrificado pelas mesmas figuras de sua época.

E em sinal de humildade, lavamos os pés das pessoas com vasilhas de ouro, com paramentos ricos, etc., etc.! É o cinismo clerical do templo mercantilizado que Jesus "depredou", irado!

Muito antes de sermos "ovelhas dóceis dos templos", temos entender a ira dos justos, conforme mostrou Cristo, mas reconhecendo as leis temporais que nos regem, ainda que feitas exatamente por quem as rejeita. A solução começa por corrigir de cima para baixo, essa é doutrina cristã.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DOM HELDER: FORTE E HABILIDOSO

Dom Helder Pessoa Câmara, por sua simplicidade, humilde e estatura franzina, nos faz lembrar o jumentinho que Jesus escolheu para montar, na sua entrada em Jerusalém, animal sem aparente beleza, mas de uma importância, força e resistência extraordinárias (cf. Mt 21, 2-8). O pastor dos empobrecidos foi assim, no seu temperamento e na sua audácia sem limites. Isso acontecia quando tinha de defender seus pontos de vista, com um profundo desejo, usando de todos os meios possíveis, para que a Igreja se engajasse na causa dos empobrecidos, fosse mais servidora e mais fiel à vontade daquele que a instaurou e menos "senhora e rica".

Falamos de uma criatura humana extremamente habilidosa e com grande desenvoltura, que se tornou o mais influente bispo brasileiro no Concílio Vaticano II (1962-1965), a ponto de decisivamente contribuir para que a Igreja, no nosso Continente Latino-Americano, nos anos que se seguiram, fizesse a sua "opção profética e preferencial pelos pobres".

O grande teólogo José Comblin, falecido recentemente, aos 88 anos, que conviveu muito de perto com o querido arcebispo de Olinda e Recife, dizia: "Ele era um articulador de primeira grandeza, com noção de que, às vezes, sua influência seria maior se ficasse calado e não se manifestasse". Muitas vezes seus próprios colegas bispos ignoravam de onde vinham as excelentes propostas e contribuições que estavam votando".

Já bem antes do Concílio, as vésperas da inauguração de Brasília, Juscelino Kubitschek chamou dom Helder e o convidou para ser o prefeito da nova capital federal, sendo insistente.

Afirmou que tinha o parecer favorável de todos os líderes partidários, depois de consultá-los. Dom Helder recusou polidamente, dizendo: "Hoje, senhor presidente, eu estou aqui, frente a frente, debatendo com o senhor pontos de vista com absoluta liberdade e sem condicionamentos de qualquer ordem. No dia em que me incorporar ao seu grupo de comando, dentro das injunções concretas das práticas políticas, eu estarei amarrado, balançando a cabeça para concordar com o que o senhor disser, deixando de lhe trazer a colaboração original e independente da Igreja. Eu quero ter sempre um canal de diálogo livre e respeitoso com o Estado para cobrar o seu dever. Quero fazê-lo em nome de Deus e do povo. Quero ser a boca dos que não têm vez nem voz".

Compreendemos a força e a habilidade de dom Helder, a partir daquilo que é belo e maravilhoso no poeta ou escritor, ao externar o que tem dentro de si: suas fantasias e suas ideias. Aquilo que ele tem na mente e no coração, releva-o e manifesta-o. Assim, também, foi o que aconteceu com os autores sagrados, ao redigirem as Sagradas Escrituras. Há tanta coisa bonita e surpreendente, muitas vezes com tanto exagero que se tem a impressão de ir além do sagrado.

No último versículo do Evangelho de São João o autor sagrado afirma que o que Jesus realizou neste mundo é belíssimo e maravilhoso. E, se tudo fosse escrito, em livro algum caberia. O milagre da multiplicação dos pães (Mt 14, 13-21) finda dizendo: "Os que comeram dos cinco pães e dos dois peixes eram cinco mil homens sem contar mulheres e crianças". Estudiosos e especialistas da Palavra de Deus, sem negar, evidentemente, a divindade do Filho de Deus, acham um exagero, para aquele tempo, o grande número de pessoas.

Deus fez o homem com uma imaginação fértil e criadora, chamando-o a participar da sua natureza divina. Aí está sua grandeza. A Terra tornou-se pequena para caber a criatura humana, grandiosa na sua capacidade de imaginar e realizações em todos os sentidos.

Padre Manfredo Oliveira, cearense de Limoeiro do Norte, grande figura humana e um dos maiores filósofos da atualidade, na sua mente dadivosa, foi extremamente feliz ao afirmar que dom Helder não cabia dentro da Igreja. Certamente ele quis enaltecer sua força imaginadora, seus talentos, sua sensibilidade e a inteligência privilegiada do pastor dos empobrecidos, que com habilidade soube perceber todas as novidades e os desafios do século 20 e colocá-los no seu coração, procurando dar-lhes uma resposta, vinda da criatura humana, na sua dignidade de filho de Deus.

Já o cardeal Aloísio Lorscheider falava de dom Helder assim: "Foi um corifeu, com uma visão

de futuro e com grande influência, muito respeitado e inquieto como uma barata tonta. Sua tribuna foi sua sabedoria em agir e articular nos bastidores", com uma oratória vibrante e com gestos rasgados que sensibilizavam e arrebatavam as multidões.

Tudo ele realizava, numa atitude de oração e na fidelidade ao Pai, no seu amor acendrado à Igreja. Ele mesmo dizia: "Abandonar a Igreja seria o mesmo que abandonar o meu próprio corpo". Por isso devemos acolher tudo o que se disse e o que ainda irão dizer desse homem profundamente amado por Deus. Ele, na sua grandeza, força e habilidade mística, via tudo em Deus e a partir de Deus. Extraordinária figura humana da esperança, de fato, é grande demais, e a Igreja é pequena para comportá-lo.

Padre Geovane Saraiva, pároco de Santo Afonso pegeovane@paroquiasantoafonso.org.br

Fortaleza

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JESUS É O EXEMPLO

A violência certamente não é a presença de guerras, e sim a falta de paz. Paz de espírito. Como falar sobre paz? Jesus é o exemplo de paz. Mesmo diante dos tormentos da cruz, não preferiu a revolta. São Francisco nos disse que a perfeita alegria é ser abandonado como Jesus na cruz e pelos próprios irmãos. A cultura de fazer tudo "mercadoria", o consumismo e o egoísmo são o que leva à falta de paz. A polícia prefere matar a averiguar a ação com mais cuidado. As mães preferem o comodismo a cuidar de crianças que, na verdade, dão muito trabalho. Assim a sociedade egoísta, vaidosa e orgulhosa não pensa em sacrifícios para manter a paz. Não há como viver em paz sem trabalhar pela paz. Vamos refletir e raciocinar: a nossa vida está contribuindo para a paz? O ódio é o amor em desequilíbrio. O ciúme é o amor em desequilíbrio. Vamos equilibrar a vida com amor e paz.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INDIGENTE

 

O matador do Realengo foi enterrado como indigente, pois a própria família, indignada, não reclamou o corpo. Impossível não sentir desprezo por essa criatura. Já foi tarde!

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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REALENGO

 

Sem qualquer pretensão de liquidar o assunto, espremendo tudo o que se falou de Wellington, claro que tem, sim, fanatismo religioso por trás da tragédia do Realengo. Basta ver que ele reivindicou, para encomendar seu corpo, um homem religioso para pedir perdão a Deus pela carnificina, que não fosse tocado por nenhum fornicador impuro e o cadáver fosse envolvido num lençol branco. Somado a isso tudo, devemos considerar a existência de uma sexualidade mal resolvida e histórico de mãe esquizofrênica. O ódio maior pelas meninas foi por representarem uma tentação inalcançável na sua adolescência. A preocupação com sua virgindade apareceu depois de ter-se tornado fanático religioso. O alegado bullying foi mera desculpa, já que nunca deve ter se aproximado das meninas para ter sido repelido. O seu sonho de estourar na mídia como herói imaginário foi orquestrado pelo inegável desequilíbrio mental congênito.

 

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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GRITO DE ALERTA

A tragédia ocorrida na escola do Realengo deve servir como um grito de alerta para pais, alunos, professores e autoridades sérias, aqui incluídas as autoridades religiosas. Na realidade, o bullying, ou provocação feita por colegas contra os mais fracos, tímidos, mais carentes ou qualquer outro adjetivo que denote diferença entre a "vítima" e a maioria, sempre existiu. Mas hoje vem tomando proporções estarrecedoras, principalmente porque as crianças e/ou adolescentes crescem sem limites e também sem noção do respeito aos demais. Noções estas que se adquirem na mais tenra idade, dentro de casa.

E aqui começa o problema: é de pequeno que se torce o pepino, reza a sabedoria popular, mas as famílias estão deixando ao deus-dará a educação e formação de suas crianças, tornando-as verdadeiras "crionças" (criança + onça), em que a agressividade tem prevalência sobre qualquer outra característica. Os pais atuais deixaram de ensinar aos filhos aquelas palavrinhas básicas, até porque eles próprios deixaram de usá-las: "por favor", "com licença", "obrigada", etc. A gentileza e as boas maneiras estão, há muito, esquecidas e desprezadas. Por isso não é à toa que vemos tanta agressividade nas escolas, no trânsito, na rua e até mesmo dentro de casa.

Não seria este um bom momento para reflexão profunda?

 

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OS MALES DO BULLYING

Pela tendência da nossa sociedade, o bullying jamais terá punição. Essa impressão aumenta ao assistir no noticiário matinal da tevê, a uma matéria sobre o assunto registrando cena desse abuso e um entrevistado discorrendo sobre a necessidade de criarmos leis para punir os que o cometem. Foi o suficiente para uma apresentadora do programa reagir, perguntando: o que fazer com os "coitadinhos menores" que fazem isso? Mandar para algo como uma Febem? Infelizmente, esse é o raciocínio que prevalece sobre o assunto menores infratores, não importa a respeito de quê, mas sempre tratados como coitadinhos, merecedores de pena, mesmo quando boa parte destes até já é barbada. Esses menores malfeitores sabem muito bem o mal que causam e se, quando praticassem algum tipo disso, tomassem uma surra de chicote, duvido que repetissem. Mas a punição deveria começar pelos pais desses criminosos, punidos com multas pesadas e até cadeia, porque falham na educação da prole a partir de casa, algo que a maioria de hoje não cumpre essa obrigação primordial.

Laércio Zannini zanix@hotmail.com

Garça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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RASTREAMENTO EM SITES

"Colégios rastreiam sites em busca dos autores de ofensas" (17/4, C4). O bullying é de responsabilidade das escolas de qualquer nível, isto é: combate, controle dos alunos e ação criminal envolvendo os pais dos autores.

As agressões e humilhações são antigas, não é novidade. Eu sofri pela minha origem, porém sangrei, no murro, muitos agressores. É uma questão natural, que está incontrolável pelo acesso sem limites à internet e aos "bons exemplos". O rastreamento em sites é um primeiro passo, com punições exemplares.

A sociedade está se animalizando bestialmente?!

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MACAQUICES

Dia virá em que deixaremos de ser apenas macacos de imitação?

Dia virá, eu sonho, em que teremos o nosso idioma respeitado, com termos novos, próprios, sem termos de nos sujeitar a acordos tolos ou a macaquear constantemente os outros povos, que têm idiomas de outras ou até da mesma origem. Esse dia virá, eu espero, ainda que não mais esteja por aqui para apreciar.

Desabafei, mas ainda assim serei forçado a imitar a macacada, para falar sobre bullying (bully=tirania, valentia), essa prática que nunca foi novidade entre nós - cheios de apelidos -, mas que não nos leva ao crime ou ao desatino.

Comecemos pelo fim do enredo - este momento -, quando a sociedade, submissa aos ditames da moda, do dinheiro, da posição social e da vaidade desenfreada e tola, vai perdendo o rumo e o sentido da própria existência.

Este momento é crucial e não serão leis penais que vão impedir que os mais fracos emocionalmente se percam por um olhar de pouco-caso ou não se deixem desabar por conta de serem tratados jocosamente em razão de raça, estrutura física, crença religiosa, status cultural e até, e principalmente, pela condição econômica e social.

Aí, para quem vê, enxerga e raciocina com lógica e sensibilidade, a percepção mostra que é uma questão moral, muito mais que qualquer outra - até a psíquica -, a criar esses monstros capengas, filhos de uma estrutura social concentradora de bens e de rendas, em detrimento da grande maioria que vive à margem do progresso social... Regresso moral é outra coisa.

A questão é séria e muito mais profunda do que veem os estrábicos que pretendem coibir a prática do "sarro" com leis, tribunais e grades de prisão; a coisa vai muito mais fundo, principalmente porque a facilidade da comunicação colocou ao nosso pobre alcance todas as mazelas, todos os desequilíbrios, todas as dores e todas as doenças que se desenvolvem nas mentes e nos hábitos de alguns povos tidos como mais desenvolvidos. É de lá que importamos o bullying e transformamos o velho "sarro" em motivo para que os desajustados sociais, os desequilibrados mentais imitem os seus semelhantes covardes, que em seu acanhamento incontrolável atacam inocentes, como se as próprias fraquezas pudessem ser sanadas através da violência ou da morte.

A Páscoa vem aí e que ninguém caia na asneira de chamar nenhum "dentuço" de coelho.

A questão é muito profunda, vasta, tem inúmeros desdobramentos, e não serão estas linhas que irão ajudar a resolver o problema, mas elas se prestam ao despertar lógico daqueles que querem matar formigas com tiros de canhão. Quem sabe, napalm...

Carlos Delphim Nogueira da Gama Neto carlosgama@croniquetas.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PRÁTICA PERVERSA

Não é apenas nos tempos de hoje que acontece a prática do bullying. O ato perverso e cruel chamado bullying sempre existiu. E quem já não sofreu essa crueldade na sua infância? A realidade tem mostrado que os que sofrem esse abuso por parte dos inconsequentes são os que apresentam algum problema ou são diferentes dos demais alunos ou pares. Os tímidos e introvertidos são alvos certos dos maldosos, que sentem prazer em humilhar, provocar, agredir e formam grupos para constranger a infeliz vítima desse mal chamado bullying. Os que têm instinto maligno e perverso pegam no pé das vítimas como carrapato e não param de infernizá-las, por isso, consciente ou inconscientemente, acabam criando os "monstrengos" como Wellington e muitos outros, que foram manchetes no mundo inteiro. A verdade é que esses são vítimas dos maus tratos e, sendo eles indefesos, acabam frustrados e inconformados com a situação de eternas vítimas. As próprias escolas são responsáveis por saber da existência do bullying. Os alunos sabem e até incentivam os que praticam esse mal, uns achando que é mera brincadeira, outros com prazer de ver as vítimas crucificadas.

A irresponsabilidade das autoridades escolares (professores, diretores e o próprio Ministério da Educação), sabedores que são dessa prática nefasta nas escolas, nada fazem. Além dos tímidos e introvertidos, os alunos de cor negra, os chamados de raça amarela, os magrinhos, os feios e gordinhos são alvos ferozes dos "pitbulls" humanos ou humanóides. A gravidade dessa prática ignorada pelas autoridades escolares, não só brasileiras, mas do mundo inteiro, tem criado os "monstrengos" que, na verdade, são vítimas da crueldade implacável dos próprios pares, que os tratam como se monstros fossem. Infelizmente, a nossa realidade e do mundo é essa.

A sabedoria contida no livro dos sábios, ou melhor dizendo, na Bíblia Sagrada, está revelada: "Tal como agis se sucederá". Não é hora de recriminar os frutos das agressões, e sim de corrigir as falhas existentes nas escolas que, até hoje, nada fizeram contra os praticantes do chamado bullying. As escolas é que formam o caráter das pessoas e se elas fecham os olhos para as coisas ruins que acontecem dentro delas para depois lamentarem os incidentes acontecidos, é uma lástima. As autoridades constituídas são autoridades, e não simplesmente autoridades constituídas para ver as coisas acontecerem. O lema daqui para a frente deve ser consertar, reparar o que está errado e melhorar o que pode ser melhorado. A mente sábia foi dada ao homem para fazer uso para o bem, e não para o mal.

Paul Morin (Paulo Hirano) paulmorin2002@terra.com.br

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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IDEIA BURRA

Promotores da Infância e Juventude de São Paulo querem que o bullying seja considerado crime. Excelente a reação do Ministério Público ao massacre de Realengo, a qual vai de encontro à ideia de sensato comentário nesse Fórum do tenente Dirceu (9/4), que asseverou a necessidade do empenho de cada brasileiro, e à ideia deste assinante de despertar em cada um de nós efetiva atuação a fim de impedir bullying, discriminações e outras agressões sociais similares, analisando o comportamento dos filhos na escola e no meio onde vivem, dando-lhes a devida orientação se participarem ativamente ou tomando drásticas providências se forem vítimas. A par disso, vai minha indignação à atitude do Legislativo, que em todo caso de comoção nacional se pronuncia com demagogia e pouca inteligência. Especialmente a de iniciativa do grande enganador, digo, senador Sarney, a qual, além de onerar inutilmente o erário com elevada despesa do "plebicito" para modificar a legislação sobre armas, é muito burra. O senador esqueceu-se de providências inerentes à segurança nas escolas e problemas de agressões sociais que criaram o monstro, sendo certo que não foi informado de que 47% das armas em circulação no País são ilegais, sendo duas dessas compradas na clandestinidade, para serem instrumentos do massacre de Realengo.

 

Amauri Alonso Ielo amauriielo@gmail.com

Guarujá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PLACEBO

Como as escolas irão combater o bullying, se até os professores são agredidos em salas de aula? Estatísticas mostram que mais de 80% deles já sofreram agressão física ou psicológica por parte dos alunos e pais. Eles, que representam a autoridade dentro da sala de aula, são reféns de alunos mal-educados, violentos e sem nenhum limite, imagine os próprios colegas, normalmente crianças educadas e frágeis! Deveriam em primeiro lugar combater pais e crianças mal-educadas. O exemplo precisa começar pela conduta da própria escola e diretores exigindo respeito e limite em todos os níveis. Voltar ao velho e bom exemplo do passado, em que a escola era autoridade máxima, não, como hoje, a mínima. Exigir combate ao "bullying" é como dar placebo para combater doença grave. Criança não nasce sabendo se comportar socialmente e a escola precisa ter autonomia e autoridade para ensinar respeito humano e convivência saudável em sociedade, quando está faltando em casa! Faltam limite e respeito, e a escola tem, sim, de ensiná-los!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORTAR O MAL PELA RAIZ

Não me lembro onde li que queremos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas nos esquecemos de deixar filhos melhores para o nosso mundo. Verdade absoluta.

Hoje muitos filhos creem que tudo podem, já que os pais trabalham fora o dia inteiro e quando os veem lhes permitem que façam tudo, como compensação pelo tempo que estiveram longe, criando então uma geração que não dá a mínima aos valores morais mais elementares. Além do que há esses sociopatas que são eleitos e mostram a cada dia aos jovens que nada acontece com os poderosos.

Então essas crianças não são punidas pelos pais em casa e não veem quem é eleito para exercer um trabalho positivo para a sociedade ser punido quando faz algo errado. E como esses sociopatas fazem coisas erradas!

Creio que falta boa vontade dos políticos para acabarem com a violência.

Moro em Osasco e aqui há uma praça chamada Praça do Samba, bem próxima a uma escola estadual. Essa praça é cercada por grades e antes, quando anoitecia, os portões eram fechados, hoje ficam abertos e o que se vê à noite não é nada agradável para quem se preocupa com a juventude. Alunos que deveriam estar estudando ficam sentados no encosto dos bancos, fumando, bebendo e sabe-se lá mais o quê, nos meios dos arbustos. O cheiro de maconha fica no ar.

Será que a polícia não sabe disso? Duvido! Sabe muito bem, tanto que logo que foi cercada ficava um carro da Guarda Civil em um ponto coberto para impor um certo respeito, mas hoje a prefeitura esqueceu o local.

Quem passa na frente de todas as escolas, principalmente à noite, vê muitos alunos sentados na calçada, em vez de estarem na sala de aula, conversando com outros jovens que não estudam e ficam com seus carros e motos atrapalhando o trânsito, cantando as meninas, vendendo drogas. Todos veem, mas a polícia finge que não.

Será que não há como a Secretaria de Segurança colocar na frente de cada escola um carro com dois policiais? E fazendo ronda nos arredores para forçar esses "cabuladores" a assistirem às aulas e espantar os desocupados? Com isso o número de armas portadas pelos alunos diminuiria consideravelmente ou cairia a zero.

Também se os políticos resolvessem construir nos bairros centros esportivos e culturais bem montados, com todos os tipos de atividades e boa refeição durante todo o dia, fariam com que as crianças desde cedo ficassem nesses locais, impedindo que fossem alvos dos marginais.

O melhor de tudo é impedir que o mal cresça. Basta que as autoridades tenham boa vontade e seriedade em seus objetivos, gastando hoje pouco, construindo centros esportivos e culturais, para criar homens e esportistas que darão orgulho aos seus pais e ao seu país. E não erguendo futuramente mais penitenciárias, para impedir que marginais saiam para matar e roubar.

Alberto Souza Daneu adaneu@gmail.com

Osasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PRECISAVA DESSE NEOLOGISMO?

A palavra nova e importada poderia ser aporrinhação e outras, que o Dicionário Aurélio Século XXI prefere reunir em apoquentação, de menor uso, com ênfase no verbo apoquentar: chatear, vexar, afligir, aborrecer, atenazar, aperrear, azucrinar. Nas escolas ou instituições semelhantes de convivência educacional de jovens, aparecem alguns indivíduos prepotentes que, quase sempre de modo covarde, escolhem um ou alguns colegas mais fracos para contínua perseguição. A maioria, que inclui as meninas, geralmente menos dispostas a atitudes desse tipo com as outras meninas, omite-se completamente. A covardia da aporrinhação, ou bullying, com humilhações em espaços mais amplos e atos mais reprováveis em outros lugares dos estabelecimentos educacionais também resulta da omissão. Bernanos, o grande escritor católico autor do "Diário de um Pároco De Aldeia" e "O Diálogo das Carmelitas", afirmava que o pecado mais grave é a omissão.

No jornal O Estado de S. Paulo de 18/4, a manchete: "Bullying motivou 87% de ataques em escolas, diz estudo". Subtítulo: "Governo americano analisou 66 casos no mundo, entre 1966 e 2011; matador de Realengo também alegou ter sido perseguido por colegas."

O psiquiatra americano Timothy Brewerton tratou de "estudantes sobreviventes do massacre de Columbine, que deixou 13 mortos em 1999". Além do número da manchete, Brewerton revelou, em recente palestra no Rio, outros contidos em estudo feito pelo serviço secreto do seu país: 76% dos ataques foram praticados por adolescentes com "fácil acesso às armas de parentes"; 70% dos atentados em escolas ocorreram nos EUA. Na palestra para psiquiatras da Santa Casa, o especialista alerta para o pronto tratamento dos distúrbios, como a esquizofrenia e o bipolar, na infância. Ele salientou que "as crianças são mais vulneráveis aos traumas psicológicos e podem desenvolver o transtorno de estresse pós-traumático, depois de presenciarem eventos violentos, como o massacre na Escola Tasso da Silveira. ‘Elas passam a generalizar e pensar que o mundo é apenas um lugar perigoso e a escola não é segura’."

Sobre Realengo, destaque do Estadão para a receita de Brewerton: "Se as crianças querem dormir com a luz acesa, os pais devem deixar até que elas não necessitem mais. Nos primeiros dias de escola, os pais devem acompanhar as crianças e, se possível, até ficar com elas durante a aula. Apenas se o medo persistir os pais devem procurar ajuda profissional." Com a globalização, para resumir a importante divulgação da mídia, não valeriam as sugestões do americano para outras situações, até preventivas?

No mesmo jornal, outra manchete: "Agressão é exibida online". Subtítulo: "Caso de bullying em escola de cidade alagoana será investigado pelo Ministério Público Federal." A cena divulgada na internet mostra jovem espancado e ameaçado por outro colega. Aquele recebeu deste nove tapas no rosto. "As imagens mostram ainda que outros alunos zombaram da vítima e mandaram que ele dançasse a música da cantora Lady Gaga, só porque o garoto havia assumido que era homossexual." Note-se que o autor da agressão "filmou tudo, enquanto praticava o ato de violência, e postou o vídeo na internet."

O comentário de Sérgio Telles, no mesmo jornal e data, merece meditação; "Alô, alô Realengo, um triste abraço". O autor dos múltiplos e trágicos disparos na escola de Realengo "era continuamente vítima de ataques por parte dos outros alunos" e tinha "um único companheiro (‘fanho’) e os dois eram chamados de ‘retardados’, especialmente pelas meninas". Telles cita o livro de que é coautor o psicanalista Guilherme Bibliani, "Humilhação e Vergonha - Um Diálogo entre Enfoques Sistêmicos e Psicanalíticos" (a ser lançado em maio pela Editora Zagadoni), que indica duas saídas para as vítimas de bullying: a de "vítima privilegiada", com seu rancor transformado em melancolia, ou a de "vingador".

O destaque editorial de Telles é: "Mas, afinal, o que é o bullying? É o nome novo para uma antiga realidade".

A resposta para a pergunta do título está aí. Se é fácil dar novos nomes a antigas realidades, bem mais difícil é mudar a realidade, da qual ninguém pode se vangloriar.

José Raimundo Gomes da Cruz jrgcruz@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MATÉRIA SOCIAL

Essa prática do bullying, tão comum entre as crianças e principalmente entre os adolescentes, deveria ser tratada com mais seriedade nas escolas, fazendo parte de alguma matéria social, que todos os anos seria lembrada, para mostrar desde cedo quão destrutiva se torna essa brincadeira.

Elaine Navarro elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DESEJO DE VINGANÇA

Assédio escolar, comumente referido pelo anglicismo bullyng, um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma.

Bullying pode ter motivado o massacre em escola do Rio.

Psicólogos alertam sobre importância dos colégios na prevenção desse tipo de violência.

Wellington Menezes de Oliveira, responsável pelo massacre na escola municipal Tasso de Oliveira, teria sofrido bullying no colégio.

Um dos fatores para Wellington Menezes de Oliveira entrar na escola municipal Tasso da Silveira, na manhã de 7 de abril, no Rio de Janeiro, e matar 13 crianças, pode ter sido o bullying. Segundo amigos dele e de sua família, o jovem era tímido, mantinha hábitos estranhos e teria sido muito zombado na escola quando estudante.

Psicólogos avaliam que sofrer humilhações e agressões no colégio nem sempre transforma a vítima em um adulto violento, já que quase todas as pessoas, em maior ou menor grau, já sofreram bullying.

No entanto, a agressão na escola somada ao desequilíbrio mental e à falta de orientação pode alimentar um perigoso desejo de vingança contra os colegas.

Antônio Dias Neme, professor antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Em solenidade na cidade de Ouro Preto (MG), a presidente Dilma Rousseff misturou História com "estória" ao traçar paralelo entre a luta dos envolvidos na Conjuração Mineira do século 18 e os movimentos de guerrilha que, cometendo assaltos, sequestros e mortes, tinham como ideal a cubanização do País. Muito ao contrário, os inconfidentes lutavam por uma causa paroquial. Sua causa maior era a liberdade dos escorchantes impostos/ouro, saqueados do Brasil e que serviram para que a Inglaterra se lançasse à escalada da Revolução Industrial. Um movimento de caráter econômico, regional, enquanto os movimentos pós-64 tinham caráter puramente ideológico, com forte conotação de um comunismo que hoje se mostra em via de total extinção. No século 18, o centro nevrálgico político econômico da Colônia eram as Minas Gerais, onde um nacionalismo nem despontava.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ALHOS COM BUGALHOS

Dona Dilma, oradora oficial das comemorações em homenagem a Tiradentes, ao ler seu discurso incluiu-se entre os inconfidentes mineiros. Talvez por ter participado dos movimentos de esquerda que atuaram contra o regime militar, na tentativa de trocar uma ditadura por outra, igual à que transformou Cuba em "potência econômica e militar" nestes últimos 50 anos. Um detalhe importante: esqueceram de avisar à "presidenta" que a Inconfidência Mineira jamais teve qualquer conotação ideológica, muito menos de esquerda. E se sofreu alguma influência, foi do iluminismo (precursor de várias correntes de pensamento, inclusive o socialismo), trazido da Europa pelos filhos da elite colonial que lá estudavam. Foi um movimento antitributário, desencadeado pela "derrama", surgido no seio da elite mineradora e de fazendeiros, para protestar contra a alta taxação de minérios (ouro) e o confisco de propriedades rurais estabelecidos pela Coroa Portuguesa. Diga-se de passagem: o mesmo que o atual governo está fazendo com a mineradora Vale e com as fazendas. Atitudes verdadeiramente imorais, como destituir o presidente de uma empresa privada e usar dinheiro público para financiar as quadrilhas do MST na invasão de propriedades rurais.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INCONFIDENTES TERRORISTAS?

Perdoe-me a presidente Dilma, mas a analogia que estabeleceu entre os Inconfidentes Mineiros do século 18 e os terroristas de esquerda do século 20 constitui a afamada falácia - et pour cause - da falsa analogia.

Nada mais típico dos adeptos da chamada "esquerda" - marxistas, leninistas, trotskistas, stalinistas, maoistas, fidelistas, guevaristas, etc. - do que o permanente empenho em praticar o revisionismo histórico, puxando as brasas para suas fogueirinhas particulares.

Os Inconfidentes, inspirados nas Revoluções Americana (1776) e Francesa (1789), que marcaram o fim do absolutismo e o advento da moderna democracia, rebelaram-se contra a espoliação tributária do poder colonial português, a que o Brasil era submetido.

Os terroristas dos anos 60 inspiraram-se nas revoluções russa (1917 - 1989), chinesa (1949 - ?), cubana (1959 - ?) e outras, que marcaram a implantação da tirania comunista sobre tantos povos.

Quiseram implantar, em 1935 e em 1964, regimes análogos no Brasil, mas perderam. Maus perdedores, afirmam até hoje "terem pegado em armas contra a ditadura", no que invertem a cronologia histórica. Na realidade, os não comunistas é que pegaram em armas, opondo-se à subversão que a esquerda praticava desde o final da 2.ª Guerra Mundial. E, pelo visto, ainda pratica. Em seu dicionário, "democracia" nada tem que ver com os ideais iluministas, mas com os bolcheviques.

Inconfidentes foram exilados por pretenderem liberar o Brasil do jugo português. Terroristas dos anos 60/70 se autoexilaram ou foram banidos por pretenderem submeter o Brasil ao jugo soviético-cubano-chinês.

Historia Magistra Vitae, ensinou Marcus Tulio Cicero, sra. "presidenta". Por favor, não a distorça.

Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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UMA DERROTA RESSONANTE

Para todos aqueles que ansiavam por mudanças contundentes em Cuba, o sexto congresso foi frustrante. A população local sente-se desesperançosa e os opositores, céticos, devido à ausência de afirmações realmente determinantes. Muito foi falado, entretanto, pouco pôde ser aproveitado. Em suma, a população adquiriu direitos de comprar e vender imóveis e veículos, algo antes feito com maestria clandestinamente e que agora é autorizado legalmente. Além disso, desde 1959, é a primeira vez que Fidel deixa efetivamente o poder.

A centelha de esperança sustentada pelos reformistas recebeu um balde de água fria quando foi noticiado que um ex-guerrilheiro de 80 anos assumiria o cargo de ''vice-presidente'' em Cuba. Esperava-se alguém mais jovem, e não um representante da velha-guarda tão fiel aos irmãos Castro.

Essa situação demonstra que o comunismo cubano está em decadência, uma vez que os líderes falharam na missão de deixar sucessores - há pessoas com até 87 anos ocupando altos cargos públicos. Todos aqueles ávidos por mudanças tiveram suas ambições adiadas - a data, no entanto, é indeterminada. Por conta dessa prorrogação, quem espera pela formação de uma democracia em um dos últimos resquícios do comunismo no mundo terá de aguardar a morte dos governantes, que, tal como o regime, tornaram-se obsoletos e nocivos a Havana.

Na ilha dos Castros, o sistema de governo é como uma religião. E faz exatamente esse papel. Tal como a Igreja Católica na Idade Média, os poderosos controlam o pensamento e as ações de seu povo segundo seus interesses.

Os sonhos da juventude estavam voando alto num balão de mudanças, que foi atingido pela flecha da desilusão ao fim do sexto congresso. Assim como os espanhóis fizeram com Franco, os cubanos terão de fazer com seus poderosos. E esperam que ele vá sorrindo... o quanto antes.

 

Paulo Eduardo Palma Beraldo paulo.eduardo10@hotmail.com

Bauru

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FUNDAMENTOS DE CUBA

Quando desembarcaram do iate Granma em Las Coloradas, em 2 de dezembro de 1956, Fidel Castro e seus 81 comandados pactuaram que estavam arriscando a própria vida para tomarem o território de Cuba para si próprios e que jamais abririam mão dessa posse de caráter vitalício. Disputas internas, inevitáveis, refinaram esse grupo, cujo objetivo precípuo nunca foi alterado. Disfarces de cunho revolucionário, ideológico ou patriótico só serviram para consolidá-los no poder.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEMOCRACIA EM TRÂNSITO

A democracia é um regime no qual o tempo e o espaço não são condicionados pela cronologia dos relógios do tempo inventado pelo homem. Esse tempo democrático é produto do crescimento espiritual, social e cultural da humanidade. Apresentando nuances que põem alguns povos e suas culturas próprias em destaque perante outros, ainda lutando contra suas próprias e impróprias culturas, que os escravizaram a tiranos circunstanciais que os dominaram usando paixões, superstições e ideologias que os impediam de adquirir discernimento e vontade próprios. Capazes de levá-los ao anelo maior da democracia: o amor próprio, a autoestima e o corolário maior deste perfil de liberdade: o livre-arbítrio, o direito de ir e vir, o pensamento livre e soberano, na conclusão final do ato maior da existência: viver e deixar viver! Para isso é necessário que os líderes estejam à altura dos ideais que representam, a ponto de serem visionários e aptos a se sacrificar em nome dos ideais que representam e sonharam. Assim foram Jesus Cristo, Abraão Lincoln, Gandhi, Martin Luther King, todos conscientes de suas investidas, pela fé, na certeza daquilo que Luther King sintetizou na célebre frase: "Eu tenho um sonho!" Gandhi, com seu Ainsa, palavra do sânscrito que significa não violência. Cristo com seu pedido a Deus, ao dizer: "Perdoai-os Senhor, eles não sabem o que fazem!" Do mesmo modo que Paulo se converteu na Estrada de Damasco, Franco, ao levar Juan Carlos a substituí-lo, não temos dúvidas de que Fidel, ao colocar seu irmão Raúl à frente do PC cubano, com este a modificar a transição econômica para o capitalismo, à feição do que fizeram a China, e a própria Rússia soviética, que financiou com milhões de dólares anuais Cuba, como sua filial comunista na América, dentro de pouco tempo teremos a verdadeira Cuba libre, aquela da democracia, anseio real de todo cidadão cubano esclarecido e humanista! Não duvidem: antes de cinco anos Cuba mudará seu perfil ditatorial para uma República democrática e totalmente sintonizada com os anseios de Monroe, da América para os americanos, numa formação de um estilo civilizado de viver e conviver, cujo exemplo - queiram ou não queiram os invejosos! - nos é muito bem dado pelos Estados Unidos da América do Norte, com sua constante luta para atingir o welfare comum a todo cidadão e a toda coletividade! Sursum corda!

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FIDEL

 

Finalmente Fidel Castro se convenceu de que pimenta, em Cuba, nos outros

não arde.

 

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TESTE

Direitos humanos (capa) e Cuba (A3), 21 de abril de 2011. Chama atenção o fato de o Estadão usar termos como "líder", "secretário-geral", "presidente", etc., para denominar indivíduos que lideram uma ditadura há mais de 50 anos. O termo adequado é "ditador". Com relação à promoção e defesa dos direitos humanos "sem concessões, sem discriminações e sem seletividade", a postura da presidente Dilma frente a Cuba será o teste da seriedade das suas declarações.

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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COMISSÃO DA VERDADE

Até parece que eles querem a verdade! No Uruguai, como aqui, no Brasil, o Partido Comunista propôs a instalação da "comissão da verdade" oficial para investigar e desvendar os desaparecimentos, torturas e assassinatos ocorridos durante o a ditadura militar (1973-1985). Lá como cá, dizem a mesma coisa: segundo organizações dos direitos humanos dos bandidos, só houve tortura e morte do lado deles; do lado de cá não houve nada, todos foram tratados com a maior diplomacia, gentileza e amor. Idêntico ao tratamento que o Fidel e sua equipe dão os cubanos.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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HEDONISMO

Antigamente, o tal Lula fazia uma cotização para alugar um ônibus caindo aos pedaços para assistir, juntamente com os seus companheiros, ao (ex-)clássico Parmeira x Curintchia. Atualmente, o tal Lula embarca num avião até a Espanha e assiste, sem os seus ex-companheiros, ao "clássico" Barcelona x Real Madrid. Pena que a URSSB (União das Repúblicas Sindicalistas de São Bernardo) proporcione esse hedonismo futebolístico somente ao tal Lula. Bom seria se proporcionasse também ao tal "povão"!

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FLU FEZ HISTÓRIA NA LIBERTADORES

Parabéns ao Flu pelos 4 x 2 no Argentinos Juniors, em plena Buenos Aires, resultado que garantiu a heroica classificação da equipe para as oitavas-de-final da Libertadores-11. O atual campeão brasileiro foi, mais uma vez, um exemplo de superação, garra, raça e honrou as melhores tradições do futebol brasileiro no exterior. Foi uma vitória épica do Tricolor carioca, que segue desafiando todas as previsões e os limites possíveis e imaginários. O tricolor Nelson Rodrigues já havia profetizado: "O Fluminense tem a vocação da vitória e das grandes glórias terrenas e sobrenaturais".

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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