Carvalho recua e diz que 'Jornada' terá clima tranquilo

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República mudou de ideia e agora considera que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) ocorrerá sob clima de tranquilidade. Nesta quinta-feira, 27, ele disse não haver risco de as recentes manifestações afetarem o evento, programado para julho, no Rio de Janeiro. Agora, inclusive, avalia que o encontro poderá ser um "marco". Carvalho esteve presente no Seminário Memória e Compromisso, realizado em Brasília.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

27 Junho 2013 | 11h49

Na sexta-feira passada (21), Carvalho disse que a JMJ poderia se desenrolar dentro de um clima de manifestações. "A Jornada pode, nós temos de ter clareza, ocorrer dentro de um clima que não vou dizer igual aos dias de hoje, pois a conjuntura evolui tão rapidamente que não temos como profetizar como vai acontecer, seria temerário. Mas teremos de estar preparados para a Jornada ocorrer inclusive em um clima com manifestações no País", disse o ministro, em comentários feitos um dia depois de um grande protesto na Esplanada dos Ministérios, durante o qual o Palácio Itamaraty sofreu danos e quase foi invadido.

Hoje, no entanto, Carvalho classificou o atual momento brasileiro como "uma primavera em que o País se levanta e afirma a necessidade de participação". Ele contou ter conversado com o governo do Rio de Janeiro e com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre o evento.

O Seminário Memória e Compromisso, que contou hoje com a presença de Carvalho, está sendo realizado em Brasília pela a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tem por objetivo relembrar a atuação dos cristãos no processo de anistia política e de redemocratização do Brasil durante o período de 1964 a 1988.

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