Casa Branca diz ter preocupações sobre quarentenas de Ebola em NY e Nova Jersey

A Casa Branca expressou preocupação com os governadores de Nova York e Nova Jersey sobre o impacto potencial de ordens de quarentena impostas aos trabalhadores médicos que retornam da África Ocidental que tiveram contato com pacientes com Ebola, disse um alto funcionário do governo neste domingo.

REUTERS

26 de outubro de 2014 | 19h51

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, e o governador de Nova Jersey, Chris Christie, tomaram as decisões na sexta-feira depois que um médico que tratou pacientes na Guiné voltou para Nova York infectado.

Illinois e Flórida disseram que também estão impondo medidas semelhantes.

"Nós temos que deixar os governadores de Nova York, Nova Jersey e outros estados saberem que temos preocupações com consequências não intencionais, de políticas não fundamentadas na ciência, que podem haver sobre os esforços para combater o Ebola na sua origem, na África Ocidental", disse um funcionário do governo Barack Obama, em um comunicado.

"Nós também queremos que esses Estados saibam que estamos trabalhando em novas diretrizes para o regresso de profissionais de saúde que irão proteger o povo americano contra casos importados, enquanto, ao mesmo tempo, nos permitindo a continuar a combater esta epidemia na África Ocidental", acrescentou o funcionário.

A Casa Branca vai consultar mais Estados sobre como as diretrizes serão desenvolvidas, disse o oficial, "e esperamos ter mais a dizer sobre isso nos próximos dias."

A preocupação da Casa Branca foram relatados pela primeira vez pelo New York Times.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, parte dos Institutos Nacionais de Saúde, afirmou à CNN, neste domingo, que as novas medidas poderão dissuadir os trabalhadores de saúde de ir para a África Ocidental para ajudar a combater a epidemia e que a melhor maneira de proteger os americanos é parar o Ebola na África.

Christie, falando mais cedo no programa "Fox News Sunday", se manteve firme. "Nós tomamos esta decisão e não tenho absolutamente nenhuma dúvida sobre isso", disse.

Uma enfermeira mantida em quarentena para monitoramento Ebola, em Nova Jersey, planeja mover uma ação judicial federal questionando seu confinamento como uma violação de seus direitos civis, afirmou seu advogado à Reuters neste domingo. [nL1N0SL0R0]

(Por Steve Holland e Sandra Maler)

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