Casa comprada por grupo de Abadía irá a leilão

Localizada em um dos mais caros condomínios da Costa Verde Fluminense, a casa que teria sido vendida por um laranja do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao grupo do megatraficante Juan Carlos Ramírez Abadía, preso em agosto, está vazia desde o fim do primeiro semestre, de acordo com caseiros que trabalham no local. As obras de reforma da casa de dois andares, com piscina e deque privativo, foram paralisadas após a Operação Farrapos, que prendeu Abadía. A residência irá a leilão por decisão da Justiça Federal. A suposta transação foi revelada em discurso na Assembléia Legislativa, na quarta-feira, pela deputada Cidinha Campos (PDT-RJ). O deputado Eduardo Cunha nega as acusações.A casa, em Angra dos Reis, foi vendida por Alexandre D?Thuin da Cunha Gomes, dono da empresa Gap Distribuidora por US$ 800 mil (cerca de R$ 1, 6 milhão) a Daniel Maróstica, operador do traficante. De acordo com a denúncia da deputada, a mando de Eduardo Cunha. Conforme revelou a deputada, Francisco Roberto Cunha Gomes é fiscal de receita e foi investigado na CPI da Assembléia que apurou a queda na arrecadação do ICMS. Ele é pai de Alexandre, em nome de quem o imóvel está oficialmente registrado. Procurado ontem à tarde, Francisco Gomes desligou o telefone quando o repórter se identificou. As investigações da Polícia Federal revelam que a casa teria sido vendida por US$ 800 mil ao traficante e em seguida recomprada por Alexandre por US$ 700 mil. De acordo com as acusações da deputada Cidinha Campos, o deputado federal Eduardo Cunha estaria por trás da negociata e Abadía teria desistido do negócio porque o local seria muito visado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

12 de outubro de 2007 | 09h48

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