Casal comprou casa, mas sofre com falta de água e esgoto

Edilma e Adelson Santos saíram da informalidade e viram rendimento dobrar; serviços básicos, porém, são escassos

TIAGO DÉCIMO, CORRESPONDENTE / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h03

Quatro anos atrás, Edilma e Adelson Santos, de 24 e 26 anos, respectivamente, deixaram a casa da mãe dela, na periferia de Salvador. O impulso para a mudança veio com o nascimento do filho.

Na época, os dois trabalhavam informalmente. Ela cuidava de crianças do bairro, e ele era ajudante de pedreiro. Por causa do filho, optaram por uma casa na mesma rua onde está a da mãe.

Desde então, a situação financeira só melhorou. Dos trabalhos informais, passaram a ter carteira assinada e salário fixo. Ela deixou as crianças da periferia para atuar como babá, registrada, em um bairro de classe média. Ele estudou, virou pedreiro e foi contratado por uma construtora. "Ganhamos ao menos duas vezes mais que há quatro anos", diz Edilma. O casal comprou a casa onde mora, trocou TV e geladeira. Fez melhorias no imóvel e adquiriu uma moto.

Do lado de fora do imóvel, porém, a situação não mudou. A rua segue sem asfalto, apesar dos apelos dos moradores. Dos serviços públicos, só o fornecimento de energia elétrica e o recolhimento do lixo chegam ao local. Não há abastecimento de água e coleta de esgoto.

"Quem mora na parte alta da rua têm 'gato' (ligação clandestina) de água, que vem de uma fábrica que fica perto", diz Edilma. "A gente tira água de um poço." A falta de esgoto fez com que os moradores instalassem encanamentos até um riacho próximo.

Por causa das carências, Edilma quer mudar de bairro, mas não faz planos. "Ainda pesa a facilidade de ter com quem deixar meu filho enquanto trabalho."

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