Casal e filhas de 2 e 8 anos são assassinados em Americana

Segundo investigação da polícia, crime pode ter sido motivado por vingança ou por cobrança de dívidas

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2009 | 17h49

Um casal e duas crianças foram mortos entre a noite de quarta-feira e a madrugada desta quinta-feira, 15, em Americana, no interior de São Paulo. O empresário Robson Douglas Tempesta, 39 anos, e sua mulher Ana Paula Duca Tempesta, de 31, foram atingidos, na última noite, por 16 tiros no escritório em que trabalhavam, na Rua Brigadeiro Faria Lima, no bairro Jardim Santana.   As filhas do casal, duas meninas de 2 e 8 anos que estavam com os pais, foram encontradas mortas nesta manhã, com sinais de estrangulamento, às margens da Rodovia Hélio Stefin (SP-75), conhecida como Rodovia do Açúcar, na altura da cidade vizinha de Elias Fausto.   Até o fim desta tarde, ninguém havia sido preso. De acordo com o delegado seccional de Americana, João José Dutra, a hipótese mais provável é de que o crime tenha sido motivado por vingança ou cobrança de dívidas. "O rapaz tinha negócios mal resolvidos e isso fez com que ele tivesse desafetos na cidade", afirmou o delegado.   Contra Tempesta há ao menos dois inquéritos policiais abertos, pelo suposto crime de estelionato. Segundo informações do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado de São Paulo, há outros dez processos cíveis em que o empresário é réu. O delegado informou que Tempesta trabalhava no ramo de shows, com exibição de performances em veículos como caminhonetes, em arenas de grandes eventos.   Segundo apuração da Polícia Civil, o casal teria sido morto entre as 18 e 20 horas de quarta-feira. Nesta tarde, o delegado seccional não tinha informações sobre possíveis testemunhas que teriam ouvido os disparos ou visto a movimentação em frente ao escritório das vítimas. "Era uma noite muito chuvosa e ainda não temos essas testemunhas. Ou as pessoas não viram e ouviram, ou estão ainda com medo de se apresentar", disse o delegado.   Um funcionário da empresa, cujo nome foi preservado pela polícia por segurança, disse que foi ao local à noite porque tinha um encontro marcado com o proprietário do escritório. "Ao chegar, verificou que o lugar estava trancado, mas com a luz acesa. Ao conseguir abrir a porta, encontrou os corpos", afirmou Dutra. O delegado disse que o funcionário sabia que as crianças estavam com o casal no escritório, mas quando entrou, as meninas não foram encontradas.   A polícia informou que Tempesta teve 12 perfurações no corpo e sua mulher, três. "Isso não significa que são 12 tiros no mesmo corpo. Um mesmo tiro pode causar mais de uma perfuração", observa o delegado. Os tiros acertaram cabeça, tronco e membros das vítimas. Os corpos das duas meninas foram encontrados às 6h40 desta quinta-feira.   A polícia trabalha em parceria com especialistas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da capital paulista, e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana. O seccional informou que o delegado da DIG, Cláudio Eduardo Nogueira Navarro, ouviu outros funcionários da empresa, mas que os trabalhos não poderiam ser interrompidos até o fim desta tarde para não atrapalhar as investigações.

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