Caso Friboi: Julgamento deve terminar nesta sexta-feira

A sentença de Giselma Carmen Campos, acusada de mandar matar o ex-marido e diretor do frigorífico Friboi, Humberto de Campos Magalhães, deve sair ainda nesta sexta-feira (27). O crime ocorreu em 2008, quando Magalhães foi executado com dois tiros, no bairro Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.

FELIPE RESK, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

27 de setembro de 2013 | 16h08

O quarto e último dia do julgamento começou às 9h45, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O meio-irmão de Giselma, Kairon Vaufer Alves, que, segundo as investigações do Ministério Público, a ajudou a contratar os executores do crime, também está sendo julgado. Ambos passam por júri popular, composto por quatro mulheres e três homens.

Durante a manhã, a fase de debates entre acusação e defesa teve início com a apresentação do promotor José Carlos Consenzo. Após o intervalo para almoço, foi a vez dos defensores dos réus. Como eles têm duas horas e meia para apresentar os argumentos, a fase de debate só deve terminar por volta das 16h15. Caso considere necessário, o promotor pode utilizar mais duas horas para réplica, o que daria à defesa o direito à tréplica, com tempo igual. Após esses trâmites, o Conselho de Sentença se reúne para decidir se condena ou não os dois réus.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Giselma Carmen Campos planejou a morte do ex-marido junto com Kairon Vaufer Alves. O irmão por parte de mãe teria contratado dois homens, Osmar Gonzaga Lima e Paulo dos Santos, para matar o ex-marido de Giselma, em dezembro de 2008.

Kairon Alves já confirmou ter participado do assassinato de Humberto de Campos Magalhães e, na quinta-feira, 26, acusou a irmã de ser a mandante do crime. Ela, no entanto, negou.

Em 2011, Osmar Gonzaga Lima e Paulo dos Santos foram condenados a 20 anos de prisão em regime fechado. O primeiro por fornecer a arma utilizada no crime. Já o segundo por efetuar os disparos.

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