Casos de dengue no País caem 80% em janeiro e fevereiro

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de casos graves e de mortes também sofreu uma redução significativa: 84% e 95%, respectivamente

Lígia Formenti, Agência Estado

18 Março 2014 | 12h54

BRASÍLIA - O número de casos de dengue caiu 80% nos primeiros dois meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Até fevereiro, foram contabilizadas 87 mil notificações. Em 2012, foram 427 mil casos. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de casos graves e de mortes também sofreu uma redução significativa: 84% e 95%, respectivamente.

"Isso é algo a se comemorar, mas não significa que possamos baixar a guarda", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, ao comentar os dados nesta terça-feira, 18. Ele lembra que o País está atualmente no meio do ciclo da dengue: tradicionalmente o maior número de transmissões ocorre entre janeiro e maio. "Caso as ações de prevenção sejam abandonadas, resultados obtidos até agora podem se inverter."

O Ministério da Saúde divulgou também o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta usada para indicar o risco das cidades para epidemia de dengue. O levantamento usa como base o número de criadouros do mosquito transmissor da doença numa determinada região. O trabalho mostra que 321 cidades brasileiras estão em situação de risco, o equivalente a 22% do total de municípios analisados. Ano passado, o índice era de 27%. Outras 725 cidades estão em situação de alerta.

Até o momento, a epidemia da dengue está concentrada: dez Estados registram 86% das infecções. Goiás registra as três cidades com maior número de casos notificados do País: Goiânia tem 6.089; Luziania, 2.888; e Aparecida de Goiânia, 1.838.

Copa. Três cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo figuram na lista de campeãs de casos de dengue no Brasil este ano. Belo Horizonte notificou até agora 1.647 casos suspeitos, São Paulo identificou 1.536 e Brasília, 1.483. Apesar dos números, o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, afirmou que o governo não espera transmissão importante para o período dos jogos. "As cidades apresentam os maiores números, mas num ano em que a transmissão pode ser considerada muito baixa", disse.

Barbosa disse estar tranquilo até mesmo com as cidades no Nordeste, que tradicionalmente apresentam um pico de transmissão nos meses de maio e junho, mais próximo, portanto, do período da Copa.

Ele observou, no entanto, que o trabalho de monitoramento será mantido. "Não queremos surpresa, vamos continuar adotando as medidas preventivas necessárias", afirmou. Barbosa observou que planos de contingência -colocados em prática quando a transmissão é significativa já foram revisados, sobretudo das cidades sede.

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