Casos de dengue no Rio sobem 32% em uma semana

No Estado já são 75.399 casos confirmardos e 79 mortes; prefeitura abre ação civil contra governo

Fabiana Cimieri, de O Estado de S.Paulo,

09 de abril de 2008 | 20h36

Os casos de dengue no Rio aumentaram 32% em apenas uma semana. Nesse período, mais 12 mortes foram confirmadas, aumentando de 67 para 79 o número de óbitos. Outros 80 estão sendo investigados. Também foram registrados 18.389 novos casos, totalizando 75.399 ocorrências da doença. O Estado divulga semanalmente os dados consolidados dos 92 municípios. Para tentar conter a epidemia e diminuir a letalidade da doença, o governo estadual abriu, desde o início do ano, 505 novos leitos e 10 tendas de hidratação, que recebem apenas pacientes com suspeita de dengue.   Veja também: Entenda a doença e veja os números  Dengue pode trazer prejuízos ao setor de Turismo no RJ   "Na semana passada, tínhamos 314 pacientes na fila de espera por internação, das quais 174 eram crianças. Hoje não temos nenhuma ", disse o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que admite que a epidemia ainda está no ápice.   Para o supervisor de Vigilância em Saúde da secretaria estadual, Victor Berbara, o regime de chuvas acima da média pode ter agravado a epidemia. "Em abril normalmente os casos caem porque é um mês mais seco, mas continuamos trabalhando com o pior cenário porque continua chovendo bastante", disse ele.   Em apenas um dia, de terça-feira para quarta-feira, foram registrados mais de 2.000 novos casos de dengue no município do Rio, onde a epidemia é mais grave. Até esta quarta, havia 45.463 casos confirmados e 46 mortos só na capital.   O governador Sérgio Cabral Filho publicou nesta quarta-feira, no Diário Oficial, um decreto que concede gratificação de R$ 500 aos bombeiros-militares que atuarem no combate à dengue, com efeito retroativo desde 1º de março.   De acordo com o texto, a gratificação está diretamente ligada à realização das seguintes tarefas: visita domiciliar aos imóveis para controle mecânico; biológico ou químico de criadouros de mosquito Aedes aegypti (transmissor da doença); mobilização da população através de mensagens educativas e distribuição de material informativo durante as visitas aos imóveis e vedação de depósitos desprovidos de tampas, com colocação de capas ou qualquer outro recurso disponível, com o fim de protegê-los evitar a proliferação do mosquito.   Cerca de 500 homens das Forças Armadas começaram nesta quarta a vistoriar as casas em busca de focos da dengue. Os 300 soldados do Exército visitaram imóveis em Realengo, na zona norte do Rio. Duas equipes de cem homens cada, da Marinha e da Aeronáutica, foram em residências da Ilha do Governador, também na zona norte.   Hospitais fechados   A Prefeitura do Rio deu entrada nesta quarta-feira, 9, em uma ação civil pública contra o governo do Estado, a União e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, pedindo a reabertura de leitos desativados em unidades hospitalares. A ação foi encaminhada pela Procuradoria-Geral do Município a 18ª Vara Federal.   Segundo a ação, os leitos desativados estão nos hospitais Geral de Bonsucesso, na zona norte, dos Servidores do Estado, no centro, do Fundão, zona norte, além do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, também na zona norte, e da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Albert Schweitzer, na zona oeste da capital fluminense.   (Colaborou Talita Figueiredo, especial para O Estado de S.Paulo)

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