Casos de H1N1 em perus no Chile não são alarmantes, diz OIE

O surto do vírus da gripe H1N1 entre perus no Chile não deve ser motivo de alarme, pois os casos em animais permanecem menores comparados à pandemia enfrentada pelos humanos, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na sexta-feira.

REUTERS

21 Agosto 2009 | 15h38

"Isso não deve ser transformado em um grande acontecimento", disse Monique Eloit, diretora-geral adjunta da OIE, com sede em Paris.

"Estamos diante de uma pandemia humana...Casos em animais são mais eventos incidentais", afirmou ela à Reuters.

A agência agrícola e pecuária do Chile (SAG) anunciou na quinta-feira que o vírus da gripe H1N1 foi detectado em duas fazendas 120 quilômetros a oeste da capital Santiago, na primeira vez em que o vírus é detectado fora de humanos e porcos.

A propagação do H1N1 para aves domésticas "não é surpreendente", já que o vírus contém linhagens humana, suína e aviária, afirmou Eliot, acrescentando que provavelmente o vírus foi transmitido por humanos, dado o grande número de casos humanos no Chile.

Após ser informada pelas autoridades chilenas sobre os casos nos perus, a OIE aguardava resultados detalhados para os próximos dias a fim de verificar as características e os efeitos da gripe descoberta nos pássaros, afirmou ela.

A OIE opõe-se ao uso do termo "gripe suína" para se referir à H1N1 em razão do número relativamente pequeno de casos entre porcos e a ausência de evidência clara de que foram eles que transmitiram o vírus aos humanos.

As notícias iniciais sobre a gripe suína levaram muitos países a banir a carne de porco e derivados importados da América do Norte, embora a maioria dessas proibições já tenha sido cancelada.

O vírus da gripe suína H1N1 foi observado pela primeira vez em março no México e na Califórnia. Os especialistas afirmam que ao menos 1 milhão de pessoas foram infectadas apenas nos EUA. No Chile, o vírus matou 128 pessoas e infectou outras milhares durante o inverno.

(Reportagem de Gus Trompiz)

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