Casos de nova gripe passam de 1.000 no mundo, diz OMS

Chefe da OMS diz que 'não há indicação de que estamos enfrentando uma situação similiar à de 1918'

REUTERS e AP

04 de maio de 2009 | 10h58

O número de casos confirmados da gripe H1N1 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram a 1.025 em 20 países, nesta segunda-feira, 4. Em declaração à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) por videolink de Genebra, a diretora da OMS, Margaret Chan, afirmou que "não há indicação de que estamos enfrentando uma situação similar à de 1918", quando uma pandemia de gripe matou milhões de pessoas.

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Autoridades sanitárias advertem que a elevação no número de casos confirmados pela OMS não representa um aumento na quantidade de pessoas afetadas pela doença, e sim uma elevação no total de exames laboratoriais completados. Muitos dos casos agora confirmados já eram contados nas estatísticas nacionais dos países atingidos pela doença. 

 

Apesar de a OMS cogitar elevar seu alerta de pandemia para o nível máximo em uma escala de 1 a 6 e declarar uma epidemia mundial de gripe, o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que caso a doença se mantenha em seu patamar atual, o alerta deve ser mantido na escala 5.

 

 

 

 

No México, um dos países mais atingidos pela doença, tem 590 casos confirmados da doença e 25 mortes. Na Cidade do México,  o prefeito Marcelo Ebrard afirmou que o nível de alerta para a influenza A H1N1 foi reduzido de vermelho para laranja. Além disso, foi anunciada a reabertura dos restaurantes da cidade a partir da quarta-feira.

 

Os Estados Unidos comunicaram 226 casos e um morto. Em terceiro lugar está o Canadá, com 85 pessoas infectadas e sem registro de mortes até o momento. No Japão, os resultados preliminares dos exames de uma paciente com suspeita da doença deram positivo para o vírus H1N1. Caso a suspeita se confirme, este seria o primeiro caso da doença no Japão.

 

Os demais países que informaram oficialmente os casos são: Áustria, Espanha, China, Costa Rica, Colômbia, Dinamarca, El Salvador, França, Alemanha, Irlanda, Israel, Itália, Holanda, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Suíça, Portugal e Reino Unido.

 

Medidas duras mas desnecessárias

 

"Deixem-me fazer um forte apelo para que os países se abstenham de introduzir medidas que sejam prejudiciais social e economicamente, e que não tenham justificativa científica e nem tragam benefícios claros  à saúde pública",disse Chan em sua mensagem de vídeo aos países da ONU.

 

Muitos países implementaram ou estão estudando impor restrições às viagens internacionais, uma medida que não foi recomendada pela OMS.

 

Além disso, a China enfureceu o México ao pôr em quarentena mais de 70 viajantes mexicanos, incluindo alguns que não pareciam sob risco da doença. Nesta segunda-feira, 4, a Universidade de Montreal disse que um grupo de 25 estudantes universitários canadenses forma mantidos sob quarentena num hotel chinês durante o fim de semana, por conta dos temores da gripe suína.

 

Texto ampliado às 14h43 para acréscimo de informações.

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