Cati especializa-se em mudas frutíferas

Frutas de caroço, como pêssego, nectarina e ameixa são produzidas em Itaberá, livres de doenças e pragas

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2008 | 02h50

O sudoeste é a principal área de expansão da fruticultura paulista de mesa. Pomares de caqui, atemóia, uvas finas e frutas de caroço (ameixa, nectarina e pêssego) espalham-se também por Itapeva, Capão Bonito, Itapetininga e Sorocaba. Os produtores, altamente tecnificados, exportam parte da produção. A Cati de Itaberá fornece mudas para os municípios de Paranapanema, Guapiara, Buri e Pilar do Sul. "Temos tradição de mudas isentas de contaminações", diz o agrônomo Emmanuel Moraes. Ele auxiliou na formação do pomar de Álvaro Bilbao, em Buri. As 800 ameixeiras rubimel estão na safra, que deve render até 10 mil caixas. O pomar do produtor Heitor Jogima, de Pilar do Sul, está carregado de ameixas. Ele já colheu as ameixeiras arati, mas não ficou satisfeito. "Choveu na florada; prejudicou a floração." Mas o preço, de R$ 1,50 o quilo, compensou. Jogima faz parte da Associação de Produtores de Caqui, em Pilar do Sul, que reúne 70 fruticultores. Em dezembro, começa a safra das uvas finas. O agrônomo da Cati conta que a região, de clima temperado, é ideal para a produção de frutas. "A altitude é boa e as chuvas são bem distribuídas." Em Ribeirão Branco e Guapiara, é possível até cultivar variedades antes exclusivas do Sul, como os pêssegos xeripá, coral e marli, de clima mais frio.

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