Catupiry, um quase centenário ícone meio mineiro, mezzo italiano

Se o tema é expertise em queijos brasileiros, mais uma vez temos que retornar às montanhas mineiras. Foi em 1911, na estância hidrotermal de São Lourenço, que o imigrante italiano Mario Silvestrini começou a fazer seu requeijão cremoso que batizou de Catupiry - "excelente", na língua tupi-guarani. Não precisou muito tempo para o queijo ganhar fama na cidade e, mais tarde, no País. São Lourenço era um bem freqüentado centro de turismo brasileiro, o que contribuiu para difundir a fama do requeijão. Em 1946, a matriz do Catupiry desceu a serra e trocou de Estado. Chegou à capital paulista. Mas a fórmula, segundo a empresa, ficou a mesma. A combinação e proporção dos ingredientes é mantida secreta pela empresa. Os ingredientes, como informa a embalagem, são leite fresco, creme de leite, fermento lácteo, massa coalhada e sal. Uma grande mudança na história (caminhando para centenária) do Catupiry foi a da embalagem - a de madeira deu lugar à de propileno, com versões de copo a balde. Mas é tudo Catupiry.

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2008 | 04h10

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