Cautela rege negócios nos frigoríficos

Com a crise mundial e incertezas sobre o mercado externo, [br]algumas empresas até suspenderam abates

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2008 | 02h39

Os preços do boi gordo estão pressionados por causa das dificuldades enfrentadas pelos frigoríficos para repassar as altas para o atacado e o varejo. Na semana passada, o indicador de preços calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) recuou 3,07%. Os técnicos do Cepea observam que os frigoríficos recuaram fortemente nas compras de bois, mesmo com escalas de abate, em muitos casos, curtas. Segundo os técnicos, vários frigoríficos estiveram fora do mercado na semana passada, abatendo animais comprados anteriormente ou mesmo deixando de abater temporariamente. As justificativas para o enfraquecimento na comercialização são as dificuldades para venda de carne no atacado interno e insegurança quanto às exportações nos próximos meses. As inseguranças têm como base os possíveis impactos da crise financeira internacional sobre a demanda externa e interna por carne nos próximos meses e também na oferta de crédito para frigoríficos e pecuaristas. Os técnicos comentam que o cenário atual reflete a cautela adotada por pelos agentes do mercado. "Vendedores e compradores têm optado por negociar o mínimo possível, enquanto analisam se as dificuldades de vendas atuais sinalizam uma nova tendência de mercado ou se são apenas um movimento pontual", dizem os técnicos.

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