Ceagesp só negocia se protesto acabar

A direção da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, não vai negociar com os permissionários e caminhoneiros do entreposto enquanto a situação não se normalizar, afirmou a assessoria de imprensa da companhia, na manhã desta quinta-feira.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

29 Março 2012 | 11h50

Por volta das 7 horas, um grupo de cerca de 200 pessoas fechou ao menos dois portões da Ceagesp, impedindo a entrada de caminhões. A situação ficou ainda mais tensa com os bloqueios que os manifestantes organizavam na pista local da Marginal do Pinheiros e na Avenida Gastão Vidigal. O policiamento foi reforçado na região.

Segundo o presidente da Associação dos Permissionários do Entreposto de São Paulo (Apesp), Eduardo Haiek, "estava marcada uma reunião para as 10 horas desta quinta-feira, entre o diretor da Ceagesp e representantes das associações para discutir sobre o adiamento da cobrança do estacionamento, decidido nesta quarta-feira", explica. "Ficou acertado também que a Ceagesp iria abrir normalmente nesta quinta, mas fomos surpreendidos com a presença desses manifestantes, que ainda não foram identificados", afirma.

A decisão do adiamento da cobrança de estacionamento de carros e caminhões na Ceagesp foi tomado depois de um protesto dos caminhoneiros e uma reunião entre os permissionários e o presidente da companhia, Mauro Maurici. Na conversa, os grupos ficaram de decidir por quantos dias vai valer a suspensão - a ideia é que não passe de 30.

A Ceagesp entrou na Justiça nesta quinta-feira, com mandado contra os manifestantes, segundo a assessoria. Ainda de acordo com a Ceagesp, a comercialização dos produtos está suspensa.

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