Celulares, afinal, não provocam câncer, diz estudo

Volta e meia surgem estudos técnicos e análises que indicam se o uso prolongado de telefones celulares pode ou não ser associado ao surgimento de tumores. O mais recente, produzido na Dinamarca, indica que não. Segundo a pesquisa, desenvolvida pelo Instituto Dinamarquês de Epidemiologia do Câncer, de Copenhague, não há evidência de que os sinais eletromagnéticos emitidos pelas antenas celulares possam prejudicar os tecidos cerebrais, olhos, glândulas salivares ou outros que se situem próximos aos aparelhos durante o seu uso. O estudo, que também descartou que os sinais aumentem a propensão ao desenvolvimento de leucemia, envolveu mais de 420 mil usuários de celulares, alguns dos quais usuários de telefonia móvel desde a década de 80, sendo que pelo menos 56 mil empregam celulares há pelo menos 10 anos. Mas como não poderia deixar de ser, as pesquisas na área sempre se contradizem. Outro estudo, também divulgado pelo mesmo instituto, indica que os telefones móveis podem, sim, aumentar o risco de tumores benignos no nervo auditivo. O novo estudo, conduzido por países nórdicos e pelo Reino Unido investigou a relação entre o uso de telefones celulares e o aparecimento de alguns caos raros de neurinomas acústicos. São tumores benignos e que afetam o nervo auditivo e, nos últimos anos, pelo menos 100 novos casos são diagnosticados a cada ano na Dinamarca. Conduzido em 13 países e com o patrocínio da União Européia, o estudo analisou 678 casos de neurinomas acústicos e 3553 usuários de um grupo de controle e concluiu que o risco de adquirir esse tipo de tumor pode aumentar em até 80% para pessoas expostas a uso prolongado de telefones celulares com pelo menos 10 anos de uso.

Agencia Estado,

08 Dezembro 2006 | 09h31

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