Censo mapeia gado confinado

Levantamento foi feito em 645 municípios paulistas; Estado confinou em 2009 342 mil animais

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2010 | 01h42

Fruto de uma parceria com o Centro de Defesa Animal (CDA), da Secretaria de Agricultura paulista, e com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), o 1.º Censo de Confinamento da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) para o Estado de São Paulo acaba de ser divulgado. O levantamento mostra, por exemplo, que o noroeste paulista (mesorregião de Araçatuba) concentra 40,4% do rebanho confinado do Estado. Logo atrás, com metade deste porcentual (21%), está Ribeirão Preto e adjacências, seguido por São José do Rio Preto (11,9%) e Bauru, com 10,1%. Outras praças pesquisadas - Araraquara, Assis, Campinas, Itapetininga, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Vale do Paraíba, litoral sul e região metropolitana - somaram juntas 16,6%.

"Em um ambiente de altíssima competição e margens cada vez mais apertadas, saber o volume de animais confinados e a forma como esse rebanho está produzindo é fundamental para o pecuarista", diz o pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho.

Raças. O censo mapeou, por um ano, 121 estabelecimentos rurais, em 645 municípios, e apontou, ainda, que do rebanho de 342.297 animais confinados em 2009 no Estado, a maioria pertence à raça nelore (36,4%) ou são anelorados (35,97%). Outros 19,71% são fruto de cruzamento industrial e apenas 2,04% são bovinos de raças leiteiras.

Para o diretor do CDA, João Carlos Hoppe, os números auxiliam também no controle de doenças. "O confinamento deixa os animais agrupados e a concentração de animais favorece a transmissão de doenças. Com este estudo, podemos identificar com mais agilidade os locais afetados para um tratamento mais eficaz."

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