Censo reforça estratégia do governo, diz Miriam Belchior

Os dados demográficos do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam a estratégia da política social do governo, na avaliação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior. "Avançamos muito para bem. Claro que há uma diferença de 10 anos (em relação à pesquisa anterior), mas reflete o novo momento do País", disse a ministra em entrevista à Agência Estado.

CÉLIA FROUFE, Agência Estado

27 Abril 2012 | 14h09

Para Miriam, o levantamento positivo é fruto, entre outros pontos, de programas como o Bolsa Família e a política de aumento do salário mínimo. "Ele revela o resultado das várias políticas para diminuir a desigualdade. As políticas geraram o resultado que a gente esperava que gerasse", afirmou.

A ministra disse que a confirmação dos efeitos das políticas públicas já vinham aparecendo em outras pesquisas, mas que o Censo 2010 aponta que o caminho deve continuar a ser trilhado. "Esse é o caminho que o Brasil deve continuar a ter para resolver o problema da desigualdade", disse.

Mortalidade infantil

Miriam Belchior enfatizou que a queda da mortalidade infantil no País apresentou, já em 2010, um resultado previsto apenas para 2015. Conforme dados do Censo 2010, o número de óbitos de crianças menores de um ano caiu de 29,7 para 15,6 para cada mil nascidas vivas, um decréscimo de 47,6% na taxa de mortalidade infantil.

"O indicador caiu quase pela metade e atingimos, cinco anos antes, a meta do milênio que deveria ser entregue apenas em 2015", afirmou. A meta era de 15,7 para cada mil nascidas.

Para a ministra, o dado positivo reflete a menor desigualdade do País atualmente. Nos últimos 10 anos, a taxa de mortalidade do Nordeste, que era quase de 45 para cada mil, recuou para 18,5. No Sudeste, a redução foi de 21 para 13. "Assim, a diferença que era de 45 para 21 passou a ser de 18 para 13: além de cair, há uma maior uniformização nas regiões do País", comemorou.

Miriam enfatizou ainda o aumento da formalização do mercado de trabalho brasileiro, revelado na mesma pesquisa do IBGE. Ela citou algumas medidas adotadas pelo governo nos últimos anos, como o incentivo previdenciário ao Microempreendedor Individual (MEI). Outro ponto citado pela ministra foi o da diferença de renda entre trabalhadores e trabalhadoras. "Ainda existe uma diferença, a situação não é a ideal, mas houve redução entre os ganhos de homens e mulheres de dois terços para três quartos", comparou. "Demos um passo. É bom, mas ainda temos que avançar sobre isso", observou.

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