Centrais e estudantes de MG prometem aderir a greve

Centrais sindicais, entidades estudantis e movimentos sociais da Grande Belo Horizonte e de outras regiões de Minas Gerais prometem aderir à paralisação geral marcada para ocorrer nesta quinta-feira, 11, em todo o País. No Estado, porém, trabalhadores pretendem aderir de formas diferentes ao protesto nacional, dependendo da categoria, e o maior impacto para os moradores da capital de Minas deve ser no trânsito, uma vez que há manifestações e passeatas previstas para diversos pontos da cidade em diferentes horários.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

10 de julho de 2013 | 18h41

A princípio, uma categoria que atua diretamente com o público e pretende aderir totalmente à greve geral é a representada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Funcionários de hospitais públicos, por exemplo, também pretendem participar do protesto, mas o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) afirma que será mantida escala mínima nas unidades do Estado, com atendimento de casos de urgência.

Outra adesão que pode trazer transtornos aos cidadãos é a do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região. De acordo com o presidente da entidade, Clotário Cardoso, todos os trabalhadores do setor são convocados, mas o sindicato admite dificuldade em paralisar a totalidade dos estabelecimentos. "Não vamos impedir ninguém de entrar nas agências. A atenção é concentrada, principalmente, naquelas da região central", alertou.

Situação semelhante é a dos comerciários, que foram chamados a participar da paralisação geral, mas, como não há consenso de adesão total, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) deixou a cargo de cada associado a decisão de funcionar. "Caso ocorra depredação ou violência, fechem imediatamente os estabelecimentos e entrem em contato com a Polícia Militar (PM)", orientou, por meio de nota.

Transporte

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte (STTRBH), por exemplo, também convoca a categoria para participar de manifestação marcada para o meio-dia na Praça Sete de Setembro, no centro, e de passeatas previstas para outros pontos da capital mineira, mas descartou greve geral e afirmou que apenas trabalhadores fora da escala ou do horário de trabalho participarão dos atos. Com isso, a previsão é de que os ônibus circulem normalmente. Já os metroviários aprovaram indicativo de greve, mas, no início da noite desta quarta-feira, ainda faziam assembleia para decidir se cruzariam os braços ou manteriam o funcionamento do sistema de transporte.

Outros serviços, como os prestados por funcionários públicos municipais em postos de atendimento aos cidadãos, também serão mantidos. Conforme a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), integrantes da entidade representando cada categoria participarão dos atos marcados na capital, mas o atendimento à população não será afetado.

Outras categorias que pretendem cruzar os braços por 24 horas são os metalúrgicos, com paralisação de fábricas na região metropolitana, e os petroleiros, que prometem interromper as atividades na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, e nas Usinas Termelétrica Aureliano Chaves, em Juiz de Fora, no interior do Estado, e de Biodiesel Darcy Ribeiro, em Montes Claros, no norte mineiro.

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