Cérebro analisa semântica e contexto do mesmo modo, diz estudo

"Eu adoro esse batom"! Vindo da sua irmã, esse comentário provavelmente não soaria estranho, mas se o seu irmão dissesse isso, você iria se surpreender. Uma nova pesquisa ajuda a explicar o por quê. A surpresa vem, segunda acreditam os lingüistas, porque o cérebro usa informações sobra as pessoas para dar sentido ao que elas dizem. Alguns cientistas presumiram que o cérebro processa o significado de uma frase primeiro, e depois se preocupa com que a disse. O psicólogo Jos van Berkum, da Universidade de Amsterdã, na Holanda, e seus colegas estavam curiosos para ver se essa seqüência realmente acontece.Os pesquisadores mediram a atividade cerebral de 12 homens e 12 mulheres enquanto eles ouviam sentenças que tiveram o sentido estragado por uma palavra fora do lugar. Esse sentenças semanticamente incorretas, como "Eu lavo minhas mãos com cavalo e água" causaram uma grande variação na atividade cerebral depois que a palavra mal colocada foi ouvida. Nenhuma modificação ocorreu durante o teste de controle com a frase "Eu lavo minhas mãos com sabão e água". A mesma variação na atividade cerebral ocorreu quando o falante disse algo inesperado, mesmo se estivesse gramaticalmente correto. Quando uma voz masculina disse "Eu queria se igual à Britney Spears em seu último vídeo", por exemplo. Não houve alteração na atividade cerebral quando uma mulher disse essas palavras. A equipe também descobriu que o formato das ondas cerebrais em reação à sentenças incorretas - fosse o erro de semântica ou de contexto - foi o mesmo, deixando implícito que a mesma região do cérebro pode estar envolvida no reconhecimento dos dois tipos de informação. Os resultados mostram que o cérebro leva em consideração o falante e o que a pessoa está dizendo ao mesmo tempo, disse van Berkum. Sua equipe reportou essas descobertas no 5º Fórum de Neurociências Européias em Viena, na Áustria, de acordo com o website ScienceNOW.

Agencia Estado,

13 de julho de 2006 | 16h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.