Cerveja e jardim? É tendência - de novo - em NY

Eles vêm proliferando tanto que em certos bairros de Nova York (Astoria, Queens, Williamsburg) você pode achar que está na Baviera. São os beer gardens (em alemão, biergärten), cervejarias ao ar livre, com bancos e mesas comunitários, comida geralmente tradicional alemã e, obviamente, muita cerveja.

ALAN FEUER, THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

13 Setembro 2012 | 03h12

Nova York tem hoje pelo menos 54 deles, de acordo com Beer Gardens NYC, um aplicativo de iPhone que rastreia o fenômeno. E ainda há mais casas prontas para inauguração.

Há beer gardens para todos os gostos e tribos: clássicos (Hallo Berlin); para hipsters (Radegast Hall); para fraternidades (Studio Square) e um que fica numa antiga oficina de funilaria do Brooklyn (Mission Dolores). Há versões temporárias de verão, como a do High Line (parque em uma linha férrea elevada desativada) em Chelsea.

Beer gardens ganharam tanta importância na cidade que até pesos-pesados do ramo entraram na onda. Joe Bastianich e Mario Batali abriram a Birreria, no teto do Eataly, seu complexo de culinária italiana na Rua 23.

E o que é preciso para um bom beer garden? "Cerveja e jardim", diz Larry Spacek, gerente da centenária Bohemian Hall and Beer Garden em Astoria, avó dos atuais beer gardens, "e se possível pratos como bratwurst e schinitzels e mesas comunitárias para 600 pessoas cantarem karaokê." O problema, segundo ele, está nos beer gardens sem jardim. "Mas cedo ou tarde, beer gardens como o nosso, num parque de verdade, com árvores de verdade, trarão as pessoas de volta. Verde é importante."

Já Michael Momm, que tem dois beer gardens, queixa-se da espionagem de rivais. "Mas isso é assim mesmo, não vejo como ameaça."

O primeiro beer garden de Nova York, o Castle Garden, abriu em 3 de julho de 1824, numa antiga fortaleza militar. No início do século 20, bairros alemães da cidade tiveram muitos beer gardens, que sofreram com o sentimento antigermânico durante as duas guerras mundiais.

Por que o sucesso dos beer gardens? "São lugares bons para tempos de recessão", diz Hope Tarr, que administra o aplicativo Beer Gardens NYC, com o sócio, Raj Moorjani. "Se você levar uma namorada a Park Slop ou Manhattan, mesmo num restaurante modesto vai gastar uma quantia razoável. Num beer garden, dá para tomar uma boa cerveja por US$ 2 ou US$ 3, e a maioria tem um menu de grelha."

E quantos beer gardens a cidade ainda pode comportar? "Ainda há espaço para crescimento", diz Tarr. "Não acho que tenhamos chegado ao ponto de saturação." / TRADUÇÃO ROBERTO MUNIZ

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.