Cessar-fogo na Ucrânia é frágil, mas se mantém; presidente visitará leste do país

O cessar-fogo alcançado entre as forças do governo ucraniano e separatistas pró-Rússia se manteve de modo geral em vigor nesta segunda-feira no leste da Ucrânia, apesar de as autoridades em Kiev acusarem os rebeldes de violações esporádicas durante a noite, especialmente perto do porto de Mariupol.

REUTERS

08 Setembro 2014 | 07h13

O cessar-fogo, que entrou em vigor na sexta-feira à noite, faz parte de um plano de paz destinado a acabar com um conflito de cinco meses na região, que já matou mais de 3.000 pessoas, segundo dados da ONU, e se tornou o pior confronto entre o Ocidente e a Rússia desde a Guerra Fria.

Autoridades em Mariupol disseram que o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, iria visitar a região ainda nesta segunda-feira.

Na manhã desta segunda-feira, um repórter da Reuters ouviu uma curta explosão de fogo de artilharia a leste de Mariupol, mas a área depois ficou em silêncio.

Tanto os rebeldes como as forças armadas da Ucrânia insistem que estão observando estritamente o cessar-fogo e culpam um ao outro por esporádicas violações.

A assessoria de imprensa do Exército ucraniano listou cinco violações da trégua por parte dos separatistas de domingo para segunda-feira, enquanto os separatistas acusam as forças do governo de se preparar para invadir uma localidade perto de Donetsk, o pólo industrial da região, seu principal reduto.

Mais conteúdo sobre:
UCRANIACESSARFOGO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.