CFM diz que vetos de Dilma ao Ato Médico são 'traição'

O médico cardiologista e presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d''Avila, classificou nesta quinta-feira como "traição" os vetos da presidente Dilma Rousseff ao Ato Médico, que define o exercício profissional no País. D''Avila afirmou que o texto, depois dos vetos, ficou "totalmente desfigurado", jogando por terra 11 anos de discussão no Congresso.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 17h30

"A presidente foi muito mal assessorada. Houve incompetência de seu assessor para a área de saúde." Indagado sobre a quem ele se referia, D''Avila apenas afirmou: "Só há um e ele é médico". O médico cardiologista e presidente do CFM afirmou haver uma crise com o governo, com o Ministério da Saúde. "Há uma descrença, houve quebra de confiança." D''Avila descartou a possibilidade de greve, mas disse que na próxima semana uma reunião será realizada para definir a saída das representações médicas das comissões e grupos de trabalho que atuam no ministério.

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