CGU inocenta ex-reitor da UFRJ de acusação

A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não desviou R$ 50 milhões destinados à instituição em convênios com o Banco do Brasil durante a gestão do ex-reitor Aloisio Teixeira. A CGU concluiu ainda que não procedem as acusações de improbidade administrativa que pesavam contra o ex-reitor. As supostas irregularidades foram apontadas recentemente pelo Ministério Público. A decisão da CGU foi publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira passada.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

26 Dezembro 2012 | 19h29

Ao mesmo tempo, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, demitiu o professor Geraldo Luiz dos Reis Nunes, acusado de valer-se do cargo para contratar de forma irregular empresa na qual figurava como sócio-proprietário. Também foi anunciada a suspensão por 30 dias, convertida em multa de 50% da remuneração, do atual reitor, Carlos Antônio Levi da Conceição, que era pró-reitor de Planejamento à época das denúncias de irregularidades. Já o ex-chefe da Gabinete da Reitoria João Eduardo do Nascimento Fonseca foi suspenso por 90 dias, pena transformada em multa da metade da remuneração do período. A CGU concluiu que eles não tiveram o zelo que a profissão exige. Mas foram autorizados a permanecer em serviço.

O reitor Carlos Levi anunciou pela página da UFRJ na internet que vai recorrer da decisão da CGU, juntamente com Fonseca. Para ele, a decisão final da CGU "refutou acusações que sugeriam desvio de mais de R$ 50 milhões por parte da instituição". O relatório inicial apontava para supostas irregularidades em convênios e contrato da UFRJ com o Banco do Brasil, firmados durante a gestão de Aloísio Teixeira.

"A decisão desqualifica a acusação de desvio de recursos para uma instituição privada e mostra como foram precipitadas e improcedentes as graves acusações do Ministério Público, sugerindo dolo na execução dos contratos", disse Levi. De acordo com ele, o parecer final da CGU confirma a tese da UFRJ de que os recursos foram regularmente aplicados, por intermédio da Fundação Universitária José Bonifácio (Fujb). "Durante quatro anos, foram mais de 400 obras, reformas e reparos estruturais e cerca de mil eventos acadêmicos realizados na UFRJ", afirmou o reitor em notícia veiculada pela assessoria da instituição.

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