CGU investiga compra de livros didáticos com erros

A Controladoria-Geral da União abriu ontem dois procedimentos para identificar e punir culpados pela compra de livros didáticos com erros graves distribuídos pelo Ministério da Educação a escolas públicas da zona rural. A coleção Escola Ativa ensinava, por exemplo, que 10 - 7 = 4 ou que 18 - 6 = 6. Foram encontrados erros em 5 dos 35 volumes da coleção.

Lígia Formenti / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2011 | 00h00

Para apurar as responsabilidades, foram desencadeadas uma sindicância e uma auditoria. Em nenhuma delas, porém, o ministro da Educação, Fernando Haddad, será ouvido.

A coleção custou aos cofres públicos R$ 13,6 milhões. Embora a distribuição da coleção com erros graves tenha ocorrido no segundo semestre de 2010 e descoberta no início do ano, somente semana passada o MEC decidiu comunicar o ocorrido à CGU. A ação do ministério ocorreu depois de o Estado procurar a assessoria da pasta solicitando informações sobre a coleção.

Errata. Ao todo, foram impressos 7 milhões de livros. Os exemplares com erros - cerca de 1 milhão - foram distribuídos a 39.732 classes multisseriadas da zona rural, presentes em 3.109 municípios. Essas classes atendem 1,3 milhão de alunos. A coleção foi retirada do ar na internet. Ao Estado, o ministro admitiu, na sexta-feira, que o número de erros era tamanho que não se resolveria o problema com uma errata.

A CGU terá 30 dias, renováveis por mais 30, para concluir a sindicância. Responsáveis poderão ser punidos com suspensão até demissão do cargo. A auditoria, por sua vez, vai avaliar os prejuízos aos cofres públicos.

Prejuízo

5

volumes, dos 35, tinham erros

1 milhão

de livros serão reimpressos

3.109

cidades receberam a coleção

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