Chanceler francês confirma libertação de quarto refém das Farc

Em reunião na Venezuela, Kouchner discutiu com Chávez situação dos seqüestrados.

Claudia Jardim, BBC

20 Fevereiro 2008 | 22h20

O chanceler da França, Bernard Kouchner, confirmou nesta quarta-feira, após reunião com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) devem libertar nos próximos dias quatro reféns, e não três, como havia sido anunciado pelo grupo rebelde. No início do mês, as Farc anunciaram a libertação de Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, ex-congressistas colombianos. O quarto refém a ser libertado seria o ex-congressista Jorge Eduardo Gechem, que poderia estar enfrentando problemas de saúde, conforme versões de ex-seqüestrados. "Tratamos também da libertação dos reféns das Farc, que vai se realizar dentro de alguns dias, em algunas semanas", afirmou. "O presidente Chávez nos disse que será libertado um quarto refém, e não só três", disse Kouchner, na saída da reunião com o presidente venezuelano. Ingrid BetancourtKouchner destacou a importância da gestão do presidente Chávez no processo de libertação dos reféns e disse ter esperanças de "outra libertação que esperamos muito". O governo francês trabalha com especial atenção para libertar a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, de dupla nacionalidade colombiana e francesa, que também integra o grupo de 44 reféns que as Farc consideram passíveis de troca. Kouchner não quis confirmar se Jorge Eduardo Gechem seria o quarto refém a ser libertado pelas Farc. No entanto, mais cedo, a mulher do ex-congressista afirmou em entrevista à Rádio Caracol que a senadora colombiana Piedad Córdoba, facilitadora do processo de libertação dos reféns, havia telefonado para ela, anunciando a libertação de Gechem, seqüestrado em 2002.Logo depois, Córdoba afirmou que somente as Farc poderiam anunciar o nome dos reféns que seriam libertados. Crise diplomáticaSe concretizado o resgate, este será o segundo grupo de reféns que a guerrilha decide libertar de maneira incondicional e unilateral. No dia 10 de janeiro, as Farc libertaram a ex-candidata à vice-presidência do país Clara Rojas e a ex-congressista Consuelo González Perdomo.O resgate do segungo grupo de reféns poderá ocorrer em meio à pior crise diplomática da história da Colômbia e da Venezuela. A contenda teve início em dezembro do ano passado, quando o presidente colombiano, Álvaro Uribe, decidiu terminar com a mediação de Chávez no acordo humanitário que prevê a libertação de 44 reféns em troca de 500 guerrilheiros presos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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