Chances de cura do tipo de câncer de Lula superam 60%--médico

As chances de cura do tipo de câncer diagnosticado no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são superiores a 60 por cento, afirmou um médico do Hospital A. C. Camargo, referência no tratamento do câncer em São Paulo.

REUTERS

29 Outubro 2011 | 17h05

"Como o tratamento deve envolver quimioterapia e radioterapia, provavelmente, o estágio do tumor já é intermediário", disse José Guilherme Vartanian, oncologista especializado na região da cabeça e do pescoço.

Uma fonte próxima da situação disse à Reuters que, além da quimioterapia --como informou o Hospital Sírio-Libanês--, Lula também terá que passar por radioterapia.

A quimioterapia deve começar na próxima semana, segundo o Sírio-Libanês, que diagnosticou a doença neste sábado. O hospital divulgou somente um boletim médico neste sábado.

Segundo Vartanian, que estava em frente ao Sírio-Libanês neste sábado e falou a jornalistas, as chances de cura nesse estágio da doença ultrapassam o patamar de 60 por cento.

O ex-presidente Lula foi diagnosticado com um câncer maligno localizado de laringe, informou o Sírio-Libanês.

De acordo com Vartanian, no estágio em que ele supõe está o câncer na laringe de Lula, a doença pode gerar sequelas como rouquidão permanente e dificuldades na deglutição de alimentos.

As principais causas para o câncer de laringe são o uso de tabaco e a ingestão de bebidas alcoólicas, afirmou Vartanian.

Se combinados, os dois fatores potencializam a possibilidade de surgimento da doença, que atinge quatro homens para cada mulher, em sua maioria acima dos 40 anos.

Lula, que governou o Brasil de 2003 a 2010, completou 66 anos na última quinta-feira

(Reportagem de José de Castro)

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