Chávez diz que espera que Farc 'libertem mais reféns'

Farc anunciam entrega de três seqüestrados em ato de 'desagravo' ao presidente da Venezuela

Marcia Carmo, BBC

19 de dezembro de 2007 | 04h05

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, agradeceu, nesta terça-feira, a "confiança" que as Farc (Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia) depositaram nele e fez um apelo pela libertação de mais reféns do grupo guerrilheiro. "(Manuel) Marulanda, espero que o processo de paz continue e haja mais libertados", afirmou, em mensagem ao líder do grupo. Chávez leu o comunicado das Farc para a platéia, mas não deu detalhes de como e onde poderia ocorrer a entrega dos três reféns que os rebeldes anunciaram, nesta terça-feira, que seriam libertados, em comunicado à agência de notícias cubana Prensa Latina. As Farc informaram que vão libertar Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia, e seu filho Emmanuel, que nasceu no cativeiro, e a legisladora Consuelo González. "Acho que será um bom presente de Natal", afirmou o líder venezuelano, pouco antes, numa entrevista. Chávez falou durante cerca de duas horas num discurso na Universidade da República, no centro da capital uruguaia. Na platéia estavam universitários, sindicalistas e representantes de movimentos sociais. Chávez voltou a criticar o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, dizendo que ele não contribui para o processo de libertação dos reféns - 750 pessoas, afirmou recentemente o líder colombiano. "Como se pode confiar num governo assim? (...) O governo prendeu duas irmãs colombianas que tinham levado prova de vida de um grupo de reféns", criticou Chávez. "O governo Uribe não quer a paz porque essa (a guerrilha) é a maior desculpa para que os Esatdos Unidos coloquem bases na Colômbia, com operações especiais (...), de tecnologia avançada", acrescentou. O presidente venezuelano qualificou Uribe de "títere do imperialismo". Hugo Chávez participou, em Montevidéu, da 34ª Reunião do Mercosul. O encontro terminou na tarde desta terça-feira, mas ele permaneceu na cidade para estar na Universidade da República. "Sou um chefe de Estado revolucionário", disse sob aplausos da platéia e de simpatizantes reunidos do lado de fora do prédio, que o assistiram num telão. "Que viva Chávez, que viva Cuba. Abaixo o imperialismo", foram os gritos de apoio ao líder venezuelano à saída do encontro.     Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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