Chefe da PM do RJ é exonerado por não conter manifestação

Outros oito policiais militares que participaram de passeata por melhor salários também foram demitidos

Talita Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

29 de janeiro de 2008 | 18h48

O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Ubiratan Ângelo, foi exonerado do cargo por não ter "tomado as rédeas" da passeata do último fim de semana. A afirmação foi feita pelo secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, que anunciou a exoneração de Ângelo no fim da tarde desta terça-feira, 29. O novo comandante será o coronel Gilson Pitta Lopes, que até então estava à frente do Serviço Reservado da PM.  Na passeata, os oficiais da PM protestaram por aumento de salários. Para o secretário, o ato foi uma insubordinação. Os policiais militares reivindicam equiparação salarial com a Polícia Civil. Beltrame exonerou ainda os oito oficiais que participaram da manifestação. O novo Chefe do Estado maior será o coronel Antônio Carlos Suarez David, que era o comandante de Policiamento da Capital. "Não vamos permitir que um grupo de pessoas intervenha em trabalho sério, numa administração que tem horizonte", disse Beltrame. O secretário informou ainda que será aberto Inquérito Policial Militar para apurar desvio de condutas dos militares que participaram da passeata de domingo, assim que for nomeado novo corregedor. Na semana passada, o coronel Paulo Ricardo Paul foi transferido de cargo depois de ter se manifestado a favor da campanha dos policiais em seu blog. Segundo artigo 43 do estatuto da PM é proibida a participação de militares em manifestações. O crime prevê punição de até 3 meses de prisão. A posse do novo comandante está marcada para quinta-feira.

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