Cheia no Amazonas afeta mais de 80 mil famílias

Rio Negro, em Manaus, continua subindo e dezenas de municípios no Estado estão em situação de emergência

RENATA MAGNENTI, ESPECIAL PARA O ESTADO / MANAUS, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2012 | 03h08

No Amazonas, mais de 80 mil famílias sofrem com a cheia dos rios, 50 municípios permanecem em situação de emergência, incluindo a capital, e outros 3 continuam em estado de calamidade. Em Manaus, o Rio Negro continua subindo, mas apenas um centímetro por dia. Ontem, a cota foi de 29,97 metros.

De acordo com a Defesa Civil do Estado, atualmente, 80.635 famílias sofrem com a cheia. No Careiro da Várzea, por exemplo, que declarou situação de calamidade, cerca de 30 famílias estão abrigadas em balsas. O governo colocou à disposição 11 barracas, onde elas permanecerão até o fim da cheia. Trinta famílias estão alojadas em uma escola pública e outras 19, em barradas instaladas na orla da cidade.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, em algumas bacias, como a dos Rios Juruá e Javari, o nível do rio está estabilizando. Porém, em Manaus, apesar de o Negro estar subindo apenas um centímetro, não há como confirmar o fim da cheia.

Em 2009, na última cheia histórica, quando o Negro atingiu pico de 29,77 metros, acreditava-se que o rio estagnaria em maio. Entretanto, depois do dia 15 de junho, ele voltou a subir.

"Isso pode se repetir este ano, pois historicamente há precipitação até junho, afirmou o gerente de Hidrologia do CPRM, Daniel de Oliveira. O serviço divulga hoje o boletim de monitoramento da cheia e amanhã, o terceiro alerta de cheia.

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