EFE
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Cheia no Amazonas deixa 77 mil famílias desalojadas

Dos 62 municípios, 49, incluindo a capital, estão em situação de emergência

Renata Magnenti, Especial para o Estado de S. Paulo

21 Maio 2012 | 15h15

MANAUS - Subiu para 77 mil o número de famílias afetadas com a cheia no Amazonas. Por causa da subida dos rios, a agricultura registra perda de mais de R$ 63 milhões e, em Manaus, o Negro tem batido a marca histórica diariamente desde o último dia 16. Nesta segunda-feira, 21, a marca do rio chegou aos 29,87 metros, 10 centímetros a mais que os 29,77 metros registrados na maior cheia, em 2009.

De acordo com a Defesa Civil do Estado do Amazonas, 77.348 famílias estão sofrendo com a cheia. Três municípios deram situação de calamidade e de acordo com as autoridades de Anamã, Careiro da Várzea e Barreirinha parte da população destas cidades estão sendo alojadas em escolas, balsas e abrigos. No entanto, no Careiro, por exemplo, está se fazendo maromba (uma espécie de piso de madeira), pois a água já atingiu escolas que estão servido como abrigos.

Dos 62 municípios do Amazonas, além dos três citados, outros 49, incluindo a capital, estão em situação de emergência. Em Manaus, o rio Negro tem batido a marca histórica desde semana passada e mais de 145 comércios do Centro de Manaus foram afetados, assim como o prédio e alfândega do porto sob a responsabilidade da Receita Federal. Devido a isso, a instituição transferiu o atendimento antes feito nos dois pontos.

Na agricultura, os produtores amargam prejuízos na ordem de R$ 63,9 milhões. O setor mais afetado é o do plantio de bananas com perda de mais de R$ 15 milhões, seguido pela produção de mandioca que registra perda superior a R$ 13 milhões.

De acordo com estudos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), é possível que nos próximos dias as chuvas diminuam no Amazonas e o nível do Negro, em Manaus, estabilize.

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