China acolhe proposta de paz do presidente de Taiwan

A China aceitou nesta quarta-feira uma proposta do presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, para considerar um tratado de paz com sua rival de longa data, mas alertou a oposição taiuanesa, cética sobre a China, para que não transforme a questão em oportunidade para gerar capital político.

REUTERS

26 Outubro 2011 | 08h05

A China e Taiwan têm governos separados desde 1949, quando os nacionalistas se refugiaram na ilha depois de perder o controle do continente para os comunistas em uma guerra civil.

Até hoje, a China não renunciou ao direito de usar a força para retomar o controle sobre Taiwan, apesar de Taiwan ter anunciado unilateralmente o fim das hostilidades em 1991.

"Encerrar o estado de hostilidade entre os dois (territórios) e chegar a um acordo de paz está dentro dos interesses gerais da nação chinesa e é o desejo comum dos compatriotas em ambos os lados do Estreito (de Tawain, que separa os dois países)", disse a jornalistas Yang Yi, porta-voz do Departamento Chinês para Assuntos sobre Taiwan.

"É uma posição que mantivemos durante muitos anos e é o resultado natural do desenvolvimento pacífico nas relações inter-Estreito."

"A nação chinesa" é um termo usado pela China para se referir ao povo que vive tanto na China como em Taiwan, segundo sua política de "uma China".

Ma gerou controvérsias na semana passada ao sugerir que um tratado com a China poderia ser assinado dentro de dez anos, provocando inquietação entre membros de seu partido e acusações da oposição de que ele estaria colocando em risco a segurança do Taiwan.

A oposição diz que a política está permitindo muita influência da China sobre Taiwan e isso seria um primeiro passo rumo à reunificação.

(Reportagem de Ben Blanchard e Sally Huang)

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