China ameaça punir ataques contra tocha olímpica

Governador do Tibete diz que punirá 'severamente' quem obstruir passagem da tocha.

Marina Wentzel, BBC

09 de abril de 2008 | 09h10

O governador do Tibete, Qiangba Puncog, disse, nesta quarta-feira, que quem tentar sabotar a passagem da tocha Olímpica pela região será "severamente punido".A ameaça, direcionada a manifestantes pró-independência tibetana, foi feita em uma coletiva de imprensa em Pequim, na qual Qiangba também defendeu a repressão do Exército chinês à recente onda de protestos na sua província."A situação dos direitos humanos de 95% dos tibetanos nunca esteve melhor", disse o governador.Qiangba reafirmou que a rota original da tocha será mantida. A chama passará pelo Tibete em 20 de junho a caminho de Pequim.Ele ainda enfatizou que a passagem será "pacífica e bem sucedida", mas reconheceu que espera encontrar resistência."Eu não duvido que eles venham a criar problema durante a passagem da tocha pelo Tibete", disse em referência aos manifestantes pró-independência. ProtestosAinda nesta quarta-feira, na região de Gansu, que é vizinha do Tibete, protestos de monges budistas interromperam uma visita oficial da imprensa internacional ao monastério de Labrang.O grupo, de cerca de quinze monges, acenou bandeiras tibetanas e deu declarações à imprensa.Eles negaram que tenham intenções separatistas, mas pediram pelo retorno do Dalai Lama e por maior respeito pelos direitos humanos."O Dalai Lama precisa voltar ao Tibete. Nós não estamos pedindo por independência tibetana, estamos apenas pedindo por direitos humanos, nós não temos direitos humanos agora", disseram os religiosos.PercursoO percurso da tocha Olímpica ao redor do mundo tem atraído protestos contra a situação dos direitos humanos na China e a favor a independência do Tibete.Em Londres, no fim-de-semana, manifestantes tentaram apagar a tocha, atacando a chama com um extintor de incêndio.Em Paris, na segunda-feira, os carregadores do fogo olímpico tiveram de extinguir a tocha e circular em ônibus para se esquivar dos protestos. Na terça-feira, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, revelou que a organização está discutindo a possibilidade de encurtar a rota de volta ao mundo da chama para evitar maiores distúrbios.A tocha passa por San Francisco, na Califórnia, nesta quarta-feira, onde também são aguardadas manifestações pró-independência. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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