China diz que nada vai impedir revezamento da tocha olímpica

Manifestantes pró-Tibete são presos na Califórnia, onde a chama chega nesta quarta.

Da BBC Brasil, BBC

08 de abril de 2008 | 03h05

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim afirmou nesta terça-feira que nenhuma força vai impedir o revezamento da tocha olímpica."Força nenhuma vai impedir o revezamento da tocha dos Jogos de Pequim", disse o porta-voz do comitê chinês, Sun Weide.A declaração foi feita depois que protestos contra a repressão da China no Tibete atrapalharam a passagem da tocha por Paris, nesta segunda-feira. Devido aos protestos de ativistas pró-Tibete, o percurso da tocha olímpica em Paris teve de ser reduzido, e a cerimônia final da passagem foi antecipada.A passagem da chama por Londres, no domingo, também foi marcada por protestos.Estados UnidosDepois de Paris, a tocha olímpica embarcou rumo aos Estados Unidos, onde deve chegar na quarta-feira, na cidade de São Francisco. Os protestos pró-Tibete já começaram a ser realizados na cidade antes mesmo da chegada da chama. Sete manifestantes foram presos na noite desta segunda-feira, depois de prender cartazes com dizeres pró-Tibete, além de uma bandeira tibetana, nos cabos da Golden Gate, a famosa ponte suspensa de São Francisco.Também nesta segunda-feira, a pré-candidata democrata à Presidência Hillary Clinton pediu que o presidente americano, George W. Bush, boicote a cerimônica de abertura dos Jogos Olímpicos, em Pequim.TrajetoO chama olímpica foi acesa em Olímpia, na Grécia, no dia 24 de março, em uma cerimônia também marcada por protestos de ativistas pró-Tibete.A tocha deverá passar por um total 20 países até chegar a Pequim, no dia 8 de agosto, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.Os protestos que acompanham o trajeto da tocha olímpica foram provocados pela repressão chinesa a manifestações no Tibete, iniciadas em março.Segundo grupos de tibetanos no exílio, as forças de segurança chinesas teriam matado dezenas de manifestantes durante os protestos contra a dominação chinesa, que começaram no Tibete e se espalharam por várias regiões da China.O governo chinês, no entanto, afirma que o número de mortos nos protestos foi de 19 pessoas.A TV estatal da China afirmou que os manifestantes que interromperam a passagem da tocha olímpica por Londres e Paris eram "um punhado de separatistas tibetanos".BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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