China e Noruega seguem rompidas devido ao Nobel, diz jornal

As negociações comerciais entre Noruega e China estão paralisadas, e os contatos políticos entre os dois governos continuam rompidos, disse um jornal norueguês na quinta-feira.

VICTORIA KLESTY, REUTERS

20 de janeiro de 2011 | 10h11

A China se enfureceu com a Noruega por causa da concessão, em outubro, do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo, e por isso adiou indefinidamente a próxima rodada de negociações comerciais com Oslo.

"Ninguém hoje é capaz de dizer quanto tempo isso irá durar", disse o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, ao jornal econômico Dagens Naeringsliv.

Fontes governamentais disseram ao diário que a Noruega está tentando entender o que o governo chinês deseja, e que os sinais emitidos por Pequim "vão em direções diferentes".

"Todo o contato político foi rompido, o acordo comercial está no limbo, e a chancelaria não vê sinais de aquecimento (aproximação) vindos do oriente", disse o jornal, citando fontes governamentais não-identificadas.

O ministro norueguês de Comércio e Indústria disse na semana passada à Reuters que tem esperança de firmar um acordo de livre-comércio com a China ao longo de 2011.

A atual estratégia norueguesa, no entanto, é esperar, e não há reuniões sino-norueguesas sendo marcadas, segundo o jornal.

"Esperamos que os chineses retomem a ampla cooperação assim que possível", disse Marte Lerberg Kopstad, porta-voz da chancelaria. "Não há atualmente planos em nível político para visitar a China, mas essa é uma questão que avaliamos."

(Reportagem adicional de Walter Gibbs)

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