China ordena que usuários de vídeos online informem nomes verdadeiros

Usuários de Internet na China precisam agora registrar seus nomes reais para transferir dados de vídeos para sites chineses, afirmou um órgão oficial, enquanto o Partido Comunista amplia seu controle sobre a Web e a mídia para reprimir sentimentos antigovernistas.

Reuters

21 de janeiro de 2014 | 17h36

A nova regra foi implementada para "evitar conteúdo vulgar, violência exagerada e conteúdo sexual em vídeos na Internet, que têm um efeito negativo na sociedade", disse a Administração Chinesa para Imprensa, Publicações, Rádio, Filme e Televisão (Sarft, na sigla em inglês), em comunicado em seu site na segunda-feira.

Sites de vídeos online são frequentemente usados para fazer comentários e críticas sociais na China, com usuários publicando vídeos documentando corrupção, injustiça e abusos cometidos por autoridades do governo.

Sites de vídeos online são extremamente populares na China, com 428 milhões de usuários. Aqueles que permitem publicações de internautas são o Youku Tudou Inc e o Renren. Nenhum dos dois estava disponível para comentar.

No ano passado, o Partido Comunista iniciou uma forte campanha para controlar o discurso online, ameaçando tomar ações legais contra pessoas que iniciassem rumores em plataformas de microblogs como o Sina Weibo que fossem republicados mais de 500 vezes ou vistos por mais de 5 mil pessoas.

(Por Paul Carsten)

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