China permitirá que OMS avalie seu primeiro caso humano de H5N1

O governo chinês permitirá que a Organização Mundial da Saúde (OMS) participe da análise das amostras da que poderia ser a "primeira" morte humana na China pelo vírus H5N1 da gripe aviária, registrada em 2003, um caso que só foi revelado há um mês, de acordo com a imprensa chinesa.A morte de um soldado de 24 anos, morto dois anos antes de o paísasiático reconhecer "oficialmente" seu primeiro caso humano, veio àtona em junho, nas páginas da revista New England Journal ofMedicine, que citava oito cientistas chineses. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China ainda não iniciou as análises de laboratório. "As autoridades só começarão as análises após a chegada dos dois analistas da OMS", disse Wang Yu, diretor do Centro, ao jornal independente South China Morning Post.Wang se defendeu das acusações internacionais, por ter ficadosilêncio por um mês sobre este caso."A comunidade internacional e a OMS estão tão preocupados pelo caso que os convidamos a participar. Fizemos o mesmo que em casos anteriores. É algo que aconteceu no passado", acrescentou Wang.Um dos especialistas da OMS é do Departamento de Saúde Pública deHong Kong e o outro é um estrangeiro que desenvolve seu trabalho naChina.Pequim informou oficialmente que seu primeiro caso humano degripe aviária foi em novembro de 2005. O Ministério da Saúde chinês sustenta que o grupo de oito especialistas que revelou o caso do soldado esteve trabalhando por dois anos com as amostras, e a princípio acharam que se tratava da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars).O primeiro caso humano de gripe aviária foi em Hong Kong no anode 1997. De 2003 até hoje, 132 pessoas de um total de 230 infectadas, morreramem países como Azerbaijão, Camboja, China, Djibuti, Egito,Indonésia, Iraque, Tailândia, Turquia e Vietnã. Na China, doze pessoas de um total de 19 morreram. O silêncio sobre o caso do soldado coloca novamente em dúvida atransparência do governo chinês em situações que podem colocar emperigo a segurança sanitária dos países vizinhos, como já aconteceuna epidemia de Sars de 2003, quando o país escondeu o número deafetados por meses.

Agencia Estado,

26 de julho de 2006 | 13h18

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