China prende 60 internautas por 'fofoca' na Web

Ciberpolícia chinesa vasculha internet em busca de conteúdo político proibido e pornografia

Reuters

22 Agosto 2007 | 18h56

A polícia do leste da China deteve ou advertiu 60 pessoas por terem espalhado este ano rumores por mensagem SMS ou pela internet que foram considerados uma ameaça à sociedade, noticiou a imprensa estatal nesta quarta-feira, 22.   A China tem uma ciberpolícia que patrulha a internet em busca de conteúdo inapropriado, mas os alvos são normalmente assuntos políticos mais do que pornografia.   Xia Cunxi, porta-voz da segurança pública do Estado de Jiangsu, disse que 60 pessoas foram acusadas de divulgar rumores, mentiras e mensagens ofensivas, segundo a versão online do jornal China Daily.   "Rumores espalhados por modernos meios de comunicação podem ser uma ameaça maior à sociedade do que aqueles espalhados por palavras ditas", disse Xia.   A reportagem não informa como os casos foram tratados ou se os suspeitos foram presos ou formalmente acusados.   Outros casos   Em julho, a polícia prendeu dois homens que mandaram mensagens de texto via celular para mais de 200 conhecidos afirmando que pessoas com Aids estavam contaminando outras usando palitos de dente em restaurantes e depois devolvendo-os para o paliteiro, disse o jornal.   Uma mensagem na internet, considerada uma ameaça, dizia que a polícia havia perseguido um homem que guiava uma moto com seu filho na garupa, causando a morte do jovem que acabara de ingressar numa universidade de prestígio.   Em abril, a polícia iniciou uma investigação após o surgimento de uma mensagem dizendo que uma escola em Jiangsu teria sido alvo de um tiroteio com um número de mortos maior do que na universidade norte-americana de Virginia Tech.

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