China proíbe anúncios de produtos de beleza

A China anunciou nesta sexta-feira uma proibição temporária nos anúncios publicitários de televisão e rádio para perda de peso, aumento dos seios e outros produtos e tratamentos de beleza, devido a temores de que as mercadorias violem os direitos do consumidor e prejudiquem sua saúde. Um comunicado conjunto da Administração Estatal de Televisão, Filmes e Rádio (Sarft) e da Administração Estatal da Indústria e do Comércio, publicado no site da Sarft, diz que a proibição entraria em vigor em 1º de agosto."Todas as organizações de transmissão de rádio e televisão devem suspender a veiculação de programas de vendas anunciado produtos e equipamentos médicos, tratamentos de emagrecimento e aumento do físico, ou produtos aumentadores, até que novas regulamentações destes programas possam ser discutidas e implementadas", dizia a declaração. A China sofreu uma série de escândalos devido a perigosos tratamentos estéticos. Os problemas freqüentemente são atribuídos à falta de rigor das autoridades, à supervisão oficial corrupta, ou a fabricantes desonestos. Nenhum produto específico foi citado na declaração, mas um artigo na edição de sexta-feira do jornal China Daily disse que grupos de defesa dos direitos do consumidor começaram a analisar as reclamações contra o Bolibao, uma bebida anunciada em 17 canais de televisão que promete aumentar os seios transferindo gordura dos quadris para os seios. Segundo a declaração, no futuro estes programas não poderão garantir resultados, mostrar profissionais médicos que atestem a eficácia do programa ou oferecer linhas de telefone para que os consumidores falem com especialistas sobre o produto.De acordo com o China Daily, Zhao Jian, vice-diretor de propaganda da Sarft, disse que o problema com esses comerciais é muito sério e afetou a credibilidade do rádio e da televisão na China. A Administração Estatal da Indústria e do Comércio disse que as reclamações sobre os comerciais de vendas diretas de televisão subiram de uma, em 2004, para 451, no ano passado. Uma análise dos 53 canais de televisão na quarta-feira mostrou que 18 deles estavam transmitindo estes comerciais, mas não especificou quais.

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