China se prepara para endireitar navio que afundou

Centenas de parentes dos passageiros de um navio chinês de cruzeiro que naufragou no rio Yangtze se reuniram em uma praça pública em Jianli, nesta quinta-feira, segurando velas e flores, enquanto funcionários encarregados dos serviços de resgate iniciavam a árdua tarefa de erguer a embarcação.

REUTERS

04 Junho 2015 | 10h38

Vários familiares, com os olhos cheios de lágrimas, ajoelharam-se no centro da praça da cidade, a cerca de um 1,5 hora de carro do local do desastre de segunda-feira, que deixou 75 mortos e mais de 370 desaparecidos.

"Nós só queremos uma rápida solução para esta tragédia", disse uma mulher de 57 anos, de sobrenome Li, enquanto soluçava. "Nós estamos tão arrasados."

O Ministério dos Transportes informou que a operação para começar a endireitar o navio, que virou durante um ciclone anormal, começaria na noite desta quinta-feira (manhã no Brasil).

Isso permitirá que os socorristas "procurem as pessoas desaparecidas no menor tempo possível e deem a máxima proteção à dignidade do falecido", disse o ministério, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

O governo chinês prometeu  que não haveria "nenhum encobrimento" na investigação, e o presidente Xi Jinping convocou nesta quinta-feira uma reunião extraordinária do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista – instância máxima de poder no país – para discutir o desastre.

(Por Megha Rajagopalan e John Ruwitch)

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