China suspende plano de auto-estrada na encosta do Everest

Alguns ambientalistas haviam expressado temores do impacto que a estrada teria sobre a área

Associated Press,

27 Julho 2007 | 18h49

O Tibete suspendeu os planos para a construção de uma auto-estrada na encosta do Monte Everest, para facilitar o transporte da tocha olímpica até o pico mais alto da Terra, disse um representante do governo.   O projeto, orçado em 150 milhões de yuans (US$ 19,7 milhões) teria transformado uma trilha rústica de 108 km em uma estrada asfaltada que iria do sopé da montanha até um acampamento-base a 5,2 km de altitude.   "O projeto da estrada pavimentada está suspenso", disse o diretor do Departamento de Relações Exteriores do Tibete, Ju Jianhua. Ele se recusou a citar razões para a suspensão.   O vice-diretor-geral do Escritório de Proteção Ambiental do Tibete, Zhang Tianhua, disse que trabalhadores estão fechando buracos na estrada atual, de pedra e terra, construída em 1978, e reparando trechos que foram destruídos por deslizamentos.   A nova estrada deveria se tornar uma grande atração para turistas e montanhistas, e autoridades locais haviam elogiado o plano como uma forma de facilitar a vida dos moradores da área. Tibete e Nepal são as duas vias de acesso mais comuns ao monte.   Alguns ambientalistas haviam expressado temores do impacto da estrada na área, já afetada pelo aquecimento global, que provoca uma retração das geleiras.   Em abril, organizadores dos Jogos Olímpicos de Pequim tinham anunciado um ambicioso plano para o maior revezamento da tocha olímpica da história - uma rota de 120.000 km e 130 dias, que passaria pelos cinco continentes e chegaria ao topo da montanha.   A chegada da tocha ao pico - que alguns críticos vêem como uma reafirmação da soberania chinesa sobre o Tibete - será um dos pontos altos do revezamento. Tropas chinesas ocuparam o Tibete em 1951.

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