China vê forte safra de milho, demanda da indústria diminui

O clima favorável nas regiões produtoras de milho na China aumentaram as expectativa de que o segundo maior consumidor mundial do grão deve ter uma grande colheita em setembro, e a diminuição da demanda da indústria de processamento também deve aliviar a pressão sobre a oferta, disseram analistas.

Reuters

24 de julho de 2012 | 12h35

Antecipando uma colheita abundante, algumas fábricas privadas de ração animal estão fechando negócios para revender os carregamentos que importaram durante o primeiro semestre de fornecedores nos Estados Unidos, onde a seca elevou os preços a altas históricas.

"O milho está se desenvolvendo muito bem tanto na região norte quanto na nordeste, apesar de algumas áreas terem sido atingidas por chuvas. Os rendimentos deste ano serão melhores que do ano passado", disse Li Qiang, analista chefe do Shanghai JC Intelligence Co. Ltd.

O custo doméstico dos grãos, que se elevou desde o ano passado, transformou a China em uma importadora líquida de milho, trigo e arroz durante a primeira metade do ano, bem antes da alta mundial dos preços causada pela pior seca em 50 anos no maior exportador global, os EUA.

O primeiro contrato do milho cotado na bolsa chinesa de Dalian subiu 6,4 por cento desde o início de junho, enquanto os futuros do milho norte-americano tiveram alta de mais de 50 por cento durante o mesmo período.

O aumento moderado nos preços do milho, principal ingrediente na ração animal, não deve aumentar os preços da carne suína na China, um fator que influencia na inflação dos alimentos.

(Reportagem de Niu Shuping e David Stanway)

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