Chuva beneficia áreas de cana e de pasto

Alta umidade, porém, não evitou perdas em lavouras de soja e milho que sofreram com falta de água no fim do ano

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2009 | 02h33

O ano começou com chuva forte na maior parte do Estado por causa de uma nova frente fria que chegou ao Sudeste do Brasil, com volumes acima de 100 milímetros em São Carlos e São José do Rio Pardo. Até quarta-feira, o calor predominou no Estado, com máxima acima de 33 graus em Campinas, Itapeva e São Carlos.Entre quinta-feira e domingo, o céu permaneceu nublado e a temperatura caiu para 27 graus na maior parte do Estado, com mínima de 15 graus em Piracicaba, Jaboticabal, Sorocaba e Votuporanga.A umidade do solo continua subindo e já atingiu nível considerado ideal em todas as regiões. Até mesmo na região de Piracicaba, onde a umidade era crítica, o armazenamento hídrico alcançou 75% da capacidade máxima de retenção, beneficiando as pastagens.Nos canaviais da região de Piracicaba, a elevação da umidade também foi benéfica, mas a intensa nebulosidade das últimas duas semanas reduz a capacidade produtiva das plantas, diminuindo a expectativa de produção. A chuva e a elevação da umidade não chegaram a tempo de evitar perdas nos campos de milho e soja do Vale do Paranapanema, onde o baixo volume de chuvas entre novembro e dezembro prejudicou o florescimento e a formação da produção.O risco de erosão nas áreas em declive e sem cobertura vegetal adequada continua em todo o Estado, pois as precipitações têm sido intensas e contínuas. O plantio direto na palha é uma técnica excelente para melhoria da qualidade do solo e contenção da erosão.MONITORAMENTOO excesso de umidade favorece a proliferação de doenças fúngicas nas lavouras de Ribeirão Preto, Assis e São Joaquim da Barra, exigindo monitoramento para minimizar perdas. O tempo exige atenção dos cafeicultores de Franca, Garça e São José do Rio Pardo e dos produtores de uva niagara de Jundiaí, Campinas, Vinhedo e de uva itália de Jales e Fernandópolis. Apesar do tempo chuvoso e do excesso de água no solo, que dificulta o transporte da produção, a colheita prosseguiu nos pomares de abacate de Jardinópolis; de figo de Valinhos e Indaiatuba; de lichia em Tupã, Avaí e Bastos; de manga em Fernando Prestes e Monte Alto; de limão em Pindorama; e do pêssego em Avaré, Registro e Juquiá. *Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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