Chuva beneficia pastagens e canaviais

Umidade elevada, porém, favorece o surgimento de pragas e doenças em cultivos de hortaliças

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2009 | 02h38

Mais uma semana com muita chuva em todo o Estado, provocada por uma frente fria que atuou no Sudeste e causou temporais em Ilha Solteira, Presidente Prudente e Iguape. A temperatura continuou elevada, com máxima de 35 graus. A mínima ficou na casa dos 20 graus e a umidade relativa do ar permaneceu acima dos 60% durante a semana.O armazenamento hídrico está próximo da saturação, atingindo o maior nível desde outubro, quando teve início o período chuvoso. Essa condição favorece as pastagens, assegurando alimento ao gado e amenizando as dificuldades do produtor de leite, que enfrenta período de baixo preço.Os canaviais também estão favorecidos, recuperando-se da seca de novembro. A nebulosidade intensa observada desde o início do mês pode, contudo, reduzir a taxa de crescimento dos canaviais. A condição também favorece as lavouras de milho e soja, mas as áreas semeadas em novembro podem ter perda de produtividade por causa das chuvas irregulares no início do ciclo.A umidade elevada e as chuvas intensas, porém, prejudicam a qualidade das hortaliças. Além da perda de qualidade, o excesso de umidade favorece a propagação de pragas e doenças e dificulta a realização dos tratamentos fitossanitários. Uma opção para os produtores é utilizar o cultivo protegido para minimizar as perdas e garantir a qualidade da produção.No sul do Estado, o tempo chuvoso não atrapalhou a colheita do tomate em Ribeirão Branco e Apiaí. Como houve grandes perdas por causa do granizo em novembro, com queda na oferta, os preços estão bons e quem ainda tem tomate para colher corre para aproveitar o bom momento.ColheitaNa região de Porto Feliz começou a colheita da uva, com produtividade elevada. A chuva ocorreu no momento certo e a seca de novembro ajudou na maturação dos frutos, assegurando qualidade nesta safra.A chuva dificultou a reforma dos canaviais em Piracicaba, Jaú e Ribeirão Preto, bem como a colheita da goiaba em Valinhos e Campinas; do abacate em Jardinópolis; da manga em Monte Alto; do pêssego em Avaré; do figo em Indaiatuba e Atibaia; da banana em Juquiá e Pariquera-Açu e da lichia em Tupã e Bastos. *Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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