Chuva deixa 6 cidades em estado de emergência em AL

Pelo menos seis municípios da zona da Mata Norte de Alagoas já declararam estado de emergência devido às chuvas que caem na região desde quinta-feira, provocado enchentes e deslizamentos de barreiras. Até a manhã de hoje, a Defesa Civil do Estado tinha registrado uma morte e centenas de desabrigados.

RICARDO RODRIGUES, Agência Estado

30 Abril 2011 | 13h58

Segundo o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Abrahão Moura, que é prefeito de Paripueira, já declararam estado de calamidade as cidades de Novo Lino, Colônia Leopoldina, Jundiá, São Luís do Quitunde, União dos Palmares e Campestre. "De ontem para cá, esses seis municípios chegaram ao estado de emergência. Ainda não sabemos quantas pessoas podem estar desabrigadas, porque ainda está sendo feita uma avaliação junto à Defesa Civil sobre os estragos causados", afirmou.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Toledo, disse durante o lançamento do "Dia D da Vacinação contra a Gripe", em Paripueira, no litoral norte do Estado, que as secretarias municipais de Saúde já estão se mobilizando para prestar socorro às vítimas. "Já disponibilizamos, desde já, caminhonetes, medicamentos e material de primeiros socorros. Além disso, caso necessário, estaremos deslocando para essas cidades equipes da secretaria de Saúde", prometeu.

"Nós entramos em contato com a Defesa Civil Estadual, que nos apresentará a demanda. No entanto, nessas situações, se os coordenadores da Defesa Civil municipais entrarem em contato direto conosco, também iremos atender. Não pode haver burocracia em casos de emergência como esse", afirmou o secretário.

As chuvas atingem praticamente todo o Estado, mas são mais intensas na região norte, na divisa com Pernambuco. Vários municípios registram estragos causados pelas chuvas. Em Jundiá, por exemplo, mais de 150 famílias estão desabrigadas. Em São Luís, uma criança morreu. Maragogi e Porto Calvo também enfrentam problemas, com enchentes e deslizamentos.

No extremo norte de Alagoas, o nível dos rios Santo Antonio Grande e Manguaba subiu, provocando alagamentos em áreas residenciais de Novo Lino, Campestre e Colônia Leopoldina. Em Jundiá e São Luís do Quitunde, os alagamentos são generalizados.

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