Chuva favorece crescimento de pastagens

Mas com a chegada do inverno produtor tem de suplementar dieta do gado para manter boa produção de leite

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2009 | 03h34

A semana começou com tempo típico do inverno, com pouca nebulosidade, baixa umidade do ar, sem chuva e temperatura oscilando entre 12 e 25 graus na maior parte do Estado. Na sexta-feira, uma frente fria trouxe chuva e temporais ao Vale do Ribeira, onde está Iguape, e ao sul do Estado, onde estão Sorocaba e Itapeva, com mais de 70 milímetros acumulados em dois dias.

Na madrugada de domingo uma massa de ar polar baixou as mínimas até 6 graus em Votuporanga, Presidente Prudente e Ilha Solteira. Com exceção de Votuporanga e São José do Rio Pardo, onde houve deficiência hídrica, a umidade do solo subiu, elevando o armazenamento médio em 70%. Este inverno vem se caracterizando como mais chuvoso que o normal, já que neste período é comum a umidade do solo ficar abaixo de 50% da capacidade máxima de retenção.

COLHEITA

A chuva contínua tem prejudicado a colheita do café em Garça, Espírito Santo do Pinhal e São José do Rio Pardo. A umidade excessiva também atrasa a secagem dos grãos, com perda da qualidade e queda no preço do produto.

O tempo chuvoso também dificultou a colheita do morango em Jundiaí, Campinas e Atibaia; do tomate em Mogi-Mirim e Sumaré; da mandioca em Palmital, Engenheiro Coelho e Ribeirão do Sul; da laranja em Matão, Itápolis e Araraquara e da cana-de-açúcar em Araçatuba, Presidente Prudente, Piracicaba e Ribeirão Preto.

Nas pastagens, ao contrário, a chuva favorece seu desenvolvimento, mas a baixa temperatura limita o crescimento das gramíneas, exigindo suplementação no cocho para manutenção do peso dos animais e dos níveis de produção de leite.

O aumento no preço do leite das duas últimas semanas não foi suficiente para compensar o custo de produção, enquanto o preço da arroba manteve-se estável por causa da baixa oferta de gado nas principais praças.

Nas lavouras de trigo de Itapeva e Itapetininga, a chuva bem distribuída deve favorecer a produtividade. A colheita deve começar em algumas semanas nas áreas de semeadura precoce e a expectativa é que haja interrupção da precipitação para a maturação e secagem dos grãos.

*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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